Há quem coleciona moedas.
Há quem coleciona carros....
Ele colecionava pessoas.
Andarilho sedento que era, caminhava por um certo tempo com elas, para depois (selecionadas cuidadosamente) encerrá-las em seu coração.
Ele acreditava que sofria, quando tinha que se separar fisicamente delas e continuar caminhando sozinho.
O que ele não conseguia perceber, nesta crença de sofrimento, é que ao colecionar pessoas, ele trazia em seu coração, a presença de cada uma delas. E era esta presença variada que o ensinava. Ensinava uma nova maneira de sorrir....um novo jeito de olhar....
Como era rico este colecionador!!!!
De tantas presenças em seu interior, ele foi aumentando, naturalmente, sua sabedoria.
De sua coleção se irradiava inúmeras criações!
E assim, colecionando pessoas, ele foi construíndo seu universo.
Algumas vezes ele foi obrigado a retirar uma pessoa de seu coração....e como sangrava e doía quando ele tinha que fazer isto!!!!
A ausência dessas pessoas que ele precisou retirar da sua coleção, deixava marcas profundas em seu coração. Através destas cicatrizes ele descobriu que somos insubstituíveis para aqueles que, verdadeiramente, nos amou.
E por isso, mesmo sangrando, mesmo marcado pela dor, a presença maior em seu coração era do Amor. E através dele ele prossegue sua jornada, sempre atento para captar a presença de alguém especial.
E agora que você já conhece esta história, deverá fazer sua escolha: de querer ou não conhecer este colecionador.
Verônica Dutenkefer
10/10/2006
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