A depressão pós-parto é um estado depressivo atípico da mulher que acaba de dar à luz, consistindo num quadro de ansiedade, melancolia, sensação de inadequação da função maternal e de uma certa incompetência para desempenhar esse papel, destacando-se o comportamento de desinteresse e de desarmonia interativa entre a mãe e seu bebê. Costuma durar de seis meses a um ano.
É muito comum ocorrer uma melancolia pós-parto: "(...) uma reação cujo pique de freqüência ocorre no terceiro dia e afeta a metade das paridas, feita de irritabilidade, de labilidade de humor, de crises de lágrimas com resolução espontânea entre um e dez dias". Isso não quer dizer que a mãe está num quadro de depressão pós-parto. Entretanto, cabe observar que a duração muito prolongada dessa melancolia pode alertar para a ocorrência de um quadro de depressão pós-parto.
Para a Psicanálise, trata-se de uma reativação, feita inconscientemente pela mulher, dos temas da neurose infantil, ou seja, a famosa angústia de castração e o próprio vínculo pré-edipiano com sua própria mãe que, de certa forma, é revivido com o bebê recém-nascido.
O socorro floral pode ser muito útil nesse estado atípico da mãe, a ponto de fazê-la superar essa situação em poucos dias. Por isso é importante perceber o mais rápido possível essa situação a fim de que seja superada essa fase e a interação entre mãe e bebê possa dar-se de forma serena e construtiva para ambos.
Para os casos de depressão pós-parto sugerimos o uso de MYOSOTIS (Florais de Minas) ou NÃO-ME-ESQUEÇAS (Florais das Gerais). Tomando o floral na posologia indicada pelo terapeuta nota-se que em poucos dias o olhar e o comportamento da mãe para com seu bebê vai se transformando num lindo momento de amor e ternura.
BIBLIOGRAFIA: Dicionário Internacional da Psicanálise, Alain de Mijolla, ed. Imago, Rio de Janeiro, 2005.
Texto revisado por Cris