Ruim com ele, pior sem ele

Ruim com ele, pior sem ele

Autor Valéria Centeville - valtvp@gmail.com

Essa foi a queixa de Babi, ao chegar ao consultório. Contou-me que não conseguia ficar sozinha, sem estar num relacionamento amoroso. E, por isso, ficava com qualquer um, mesmo que fosse maltratada ou que o relacionamento não valesse a pena.

Perguntei aos seus mentores espirituais de onde vinha essa tendência. Eles mostraram uma vida passada em que ela havia se apaixonado por um homem e engravidado dele. Ao saber da notícia, ele sumiu e a deixou grávida e sozinha, o que era considerado uma desonra naqueles tempos remotos. Seus pais a esconderam da vizinhança e criaram a criança como se fosse irmão dela.
Mesmo assim, ficou tão decepcionada com a experiência que não quis se casar com mais ninguém. Nessa época antiga, era bastante difícil para uma mulher se sustentar em termos financeiros. Acabou vivendo às custas dos seus pais e se sentia um peso para eles. Mais tarde, seu filho a sustentou, mas ela ainda sentia muita vergonha de ser mãe solteira. Sentia-se inferior como mulher. Seus próprios julgamentos a condenavam.

Na vida atual, Babi pensava que deveria se casar virgem para não ser desonrada, mas seu Eu da vida atual sentia vergonha de ser virgem, pois a maioria das mulheres da sua idade já havia tido relações sexuais. Seu Eu passado estava em conflito com seu Eu da atual encarnação. Tivemos que conversar com ele para harmonizá-lo com a vida atual.

Na sessão seguinte, conhecemos uma freira (personalidade passada) que tinha uma visão muito negativa da sexualidade. Pensava que o sexo era algo sujo e feio. Também teve que ser harmonizada com o Eu da atual encarnação.

Em sua vida atual, sua mãe havia sido abandonada pelo pai de Babi  quando ela era ainda muito pequena e ambas passaram muitas dificuldades emocionais e financeiras.
Assim como a personalidade passada de Babi, sua mãe também sentia muita vergonha de ser mãe solteira.
Tratamos também a criança interior de Babi, ou seja, a criança que Babi foi um dia e ela foi acolhida em sua alma.

Ainda foram tratadas mais duas personalidades passadas de Babi que estavam doentes e se sentindo culpadas. Aos poucos, sua autoestima e autoconfiança foram melhorando e passou a atrair pretendentes melhores, que a tratavam melhor e valorizavam sua companhia. Babi começou um novo relacionamento amoroso, desta vez mais saudável e feliz. Sua prosperidade financeira também aumentou e Babi encaminhou sua mãe para fazer terapia. Mas essa já é uma outra história...
 

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Valéria Centeville e Leonel Vicente - Terapeutas Reencarnacionistas
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Autor: Valéria Centeville   
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Publicado em 18/05/2019



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