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Medo não, ansiedade!

por Rosana Ferraz Chaves

Publicado dia 7/9/2020 em Autoajuda

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Durante o isolamento os medos ganharam mais força ainda e foram desafiados muitas vezes, principalmente o medo da solidão, o medo do desemprego, o medo da morte.

Nós temos muitos medos, alguns são explícitos e outros, tão escondidos, que nem notamos.

Os medos mais comuns dos brasileiros são: medo de falar em público, medo de dirigir, medo da morte, medo de violência, medo da sogra, medo de homem, medo de mulher, medo de fantasmas, medo do diabo etc..

Mas será mesmo que tudo isso são medos? Vamos entender algumas definições importantes.

Medo:
Estado mental que surge diante de uma real possibilidade de morte.

Fobia:
Sentimento exagerado de aversão, nojo ou mal estar, diante de algo ou alguém.

Ansiedade:
Estado mental de apreensão provocado pela antecipação de uma situação desagradável ou perigosa.

A maioria dos medos mais comuns não são medos e, sim, ansiedades.

Por exemplo:

Medo de barata:
O sentimento perturbador ocorre pela possibilidade de que o inseto entre em contato com o corpo, mas caso isso ocorra, o que de pior poderia acontecer, é uma reação alérgica na pele. A maior barata do mundo não pode nos matar, mas mesmo assim temos a ansiedade de que nos sentiremos muito mal, caso ele se aproxime de nós. Essa ansiedade tem uma raiz lá no inconsciente, que nada tem a ver com o inseto.

Medo de falar em público:
O que perturba é a ansiedade de que, ao falar, sejamos alvo de chacotas, mas, de verdade, até os mudos falam em público. Não existe um único ser humano que não fale em público pelo menos uma vez por semana. E por mais que sejamos alvo de gozações, isso não coloca nossa vida em risco.

O maior mal do mundo se chama ansiedade, mas ela costuma ganhar pseudônimos como, demônio, macumba, ação do maligno, incapacidade, falta de perfil, medo, vacilo e outros nomes, que nem podemos citar aqui.

Ao invés de criticar a ansiedade, o mundo prefere criticar o ansioso e isso machuca demais.

Quando ansiamos, é sempre pelo pior, temendo sentir o que já estamos sentindo, só de pensar naquilo que nos aflige.

A ansiedade cria estados mentais que, além de afetar o seu corpo físico, afeta seus corpos sutis, fazendo com que entidades no mesmo estado mental se aproximem de você.

Afeta sua pressão arterial, causa problemas de estômago, fígado, intestino, garganta, pele, enxaqueca, e dá muita insônia.

A pessoa faz um curso muito bacana de autoajuda, entende tudo, fica maravilhada e quando o curso termina, volta tudo à estaca zero.

Ela vai na igreja no domingo, reza, canta, espanta todos os demônios e quando chega na segunda-feira, lá estão todos eles novamente, te esperando na porta do trabalho, te dando bom dia.

Nem a sessão de desobsessão cura a ansiedade, porque a pessoa se torna uma chamariz de encostos e obsessores.

Nenhum ritual, tatuagem ou símbolo sagrado é capaz de ajudar a pessoa ansiosa.

Só você pode modificar esse estado mental tão nocivo, que até hoje você nem sabia que tinha.

É preciso procurar ajuda de profissionais competentes e vamos te dar algumas técnicas, que podem ajudar muito.

Se o medo que você sente é de algo que não pode te matar, então o que você sente é ansiedade e não medo.

Primeira técnica – Um passo de cada vez.

Uma técnica muito bacana para controlar a ansiedade, é fazer uma coisa de cada vez.

Por exemplo, se você tem medo de dirigir automóvel, mas já tem a carteira de condutor, então, você já dirige e já dirigiu e não tem medo. O que você tem é ansiedade de que algo desagradável posso ocorrer durante o trajeto.

Imagine todo trajeto dividido em pequenos trechos.
Pense em tudo o que pode ocorrer em cada trecho.
Se tudo der certo, o que poderá ocorrer?
Se algo der errado, o que poderá ocorrer?
Como é que você pode prevenir ou se sair da situação, caso algo der errado?

Dica importante: tenha anotações de mecânicos, funileiros, guinchos e todos os profissionais que poderiam te ajudar, caso algo desagradável ocorra, mas evite ao máximo pedir a ajuda de seu parceiro ou pessoas amigas.

É isso que te detona, porque cada vez que você precisa da ajuda de um “amigo”, você se sente um lixo, dependente. Se vire por conta própria e aceite a possibilidade de que coisas desagradáveis podem e vão ocorrer, porque isso faz parte da vida.

Entre em contato com outras pessoas que têm a mesma ansiedade de dirigir e se juntem. Agendem saídas curtas, com todos dentro do mesmo carro, um dando força para o outro. Você vai se sentir muito melhor do que na companhia de seu parceiro ou instrutor.

Se não conseguir amigos, vá sozinho. Às vezes a alavanca da ansiedade está na presença “amiga” do outro e você nem percebe. Às vezes, a pessoa que te ajuda é mais cruel do que quem ri da sua cara.

Essa técnica serve para todas as ansiedades.

Segunda técnica – Faça de um jeito diferente.

Por exemplo, ansiedade de falar em público.

Tem uma coisa muito bacana que você pode fazer e que vai ajudar demais a se livrar dessa ansiedade que é, ler para crianças e idosos.
Compre livros de histórias e leia para as crianças pequenas da família, ou faça trabalho voluntário em orfanatos, hospitais e asilos.
São pessoas que jamais vão rir da sua cara e que precisam muito da sua ajuda.

Leia pequenos trechos em eventos públicos, porque medo de ler você não tem. Você tem é medo de falar o que vem da sua cabeça.
Com o tempo, comece a inventar histórias e veja a reação positiva das pessoas.
Quando finalmente quiser tentar falar em público, não improvise. Faça pequenos resumos com palavras chave, que fazem você se lembrar daquilo que é mais importante para falar.
Essa técnica também serve para qualquer tipo de ansiedade, basta adaptar.
A ansiedade nunca some, mas pode ser controlada. Evite tirar todas as frustrações da vida dos seus filhos, porque é isso que vai fazer com que eles sejam adultos ansiosos no futuro.
É preciso deixar que as crianças se frustrem. Frustração faz parte da vida.

Texto Revisado

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