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Saia do papel de vítima


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Surtei um dia desses. Acordei de ovo virado. Comecei a sentir uma imensa ansiedade, pensando em tudo o que eu preciso fazer e não dou conta: montes de atendimentos por dia, casa, cachorro, amigos, família, namorado. Pensava nos livros que estão quase prontos no meu computador e eu não lanço. Nas cortinas que precisam de um instalador e no travesseiro que tentei comprar online e não deu certo. Pensava no curso de tarô terapêutico, pronto, só esperando ser vendido e ajudar milhares de pessoas. Eu não tinha tempo. Eu não tinha recursos. Ninguém me ajudava. Jesus!!

Fiquei rodando em círculos assim dias. Lá pelas tantas, pedi para uma pessoa me ajudar. Eu já tinha proposto isso a ela, e ela recusou, mas eu insisti. Depois que a conversa terminou eu chorei. De desespero. Depois passou.

A questão toda não era nada, nada, nada do primeiro parágrafo. Sim, eu tenho todas aquelas coisas e mais um montão, mas não era isso. Esses problemas, foram na verdade as minhas conquistas. As coisas que eu rezei e lutei para ter. Mas naquele momento, a famigerada vítima dentro de mim estava em pânico. Ela queria descanso e atenção. Ela queria ajuda. Ela se apavorou com o tamanho da vida maravilhosa, vida de adulta que eu consegui formar e estava tentando me sabotar. Danadinha.

Sentei-me com ela – a vítima – e batemos um papo. Quer dizer que ela tinha uma série de reclamações para fazer? Interessante. Deixe-a sair. Deixei-a falar e, pouco a pouco, fui refutando tudo. Talvez ela tivesse mais tempo se parasse de querer maratonar séries na Netflix uma vez por semana. Talvez ela pudesse contratar o taxi dog para a Nina não deixar de tomar seu banho semanal. Talvez ela pudesse contratar ajudar para arrumar a casa ou passar a roupa. Ou seja, eu tinha uma série incrível de soluções.

Disse a ela que eu cuidaria daquilo tudo. Para cada argumento, eu contra-argumentava e, na hora, anotava a solução que precisaria ser tomada. Assim, na paz. A ansiedade começou a se desmanchar e a angústia foi passando. Tomei meu floral e tive uma noite de sono bem diferente das dos 20 dias anteriores. Eu peguei meu poder de volta e isso me deixou forte.

Não vou dizer que não posso ter algum desses ataques novamente. Mas, de novo, eu vou impor o meu respeito. Até o dia em que ela – a vítima que habita em mim – vai entender que não, não vou escutá-la de novo. E vai ficar quietinha, no cantinho dela, sendo – bem – sendo ela mesma. E você? Que tal puxar sua sombra vítima para uma boa conversa? Tenho certeza de que vai te ajudar bastante...
Texto Revisado

 

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Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: contato@andreapavlo.com | Mais artigos.

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