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CEGO QUE VÊ(?)



Brumas – e trevas – espirituais

cego!
diante das maravilhas que meus olhos vêem

cego
mas o céu azulado não oculta a visão do infinito

cego e vejo!
a noite estrelada me chama a ver o lar que temporariamente deixei
a luz sentida além da luz material adverte-me da Presença Perene
e estou cego!

porque
vejo com olhos de intuição
muito mais que de ver com clara distinção

ver
ato tão complexo ao olho encarcerado
tão simples quando este descobre a simplicidade de si mesmo
e do ato de olhar e ver

e este olho vê o que em minha cegueira vejo mas não penetro

escórias das vidas pregressas
poeira intensa dos embates diários
fuligem das distrações armadas pelo ego
entorpecimento das lides sensoriais
névoas pensamentais
ânsia pela serenidade

mas oh!
a serenidade nada anseia!

contradição: sintoma de inquietação sem norte

diagnóstico: miopia espiritual

minha consciência submergida nas águas da lassidão
luta com as forças que temem sua premente prevalência

a intuição entremostra a pureza subjacente em cada ser vivente

a dureza e crueza dos elementos
e dos atos
não destroem nem diminuem a potência latente que apenas espera
enquanto age em seu silêncio
a dissolução da catarata existencial para agregar à sua unidade
toda a dispersividade de um mundo que nunca esteve fora da unidade total

estou cego mas vejo luz!
vejo ainda a poeira que obscurece as cores vivas
do maravilhoso caleidoscópio que a qualquer momento invadirá minha visão e meu ser
e o olho que nunca esteve cego
verá

********************

luz
que está contida em cada ser
que irradia em todas as direções
que vem da Presença que tudo abarca
e a ela volta
e a tudo torna a iluminar
num ciclo eterno e progressivo

a cada ciclo
a luz que torna ao Centro Irradiador
leva registro do progresso alcançado
voltando ao espaço e seus viandantes
elevando num tom o diapasão
dirigindo e realizando
o ato universal
de evolução sem fim

*********************

a resistência do ego
faz meu olho mais intuitivo
que verdadeiro – e é verdadeiro

a meditação
de cada momento
cada ato
pensamento
e sentimento
me dá certeza
que meu olho vê
e cego
sou apenas por obra e arte do ego

ego: vade retro!
quero seguir senhor
e não seu servidor

Texto revisado por Cris
Publicado dia 25/6/2007

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