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Depressão, não permita que ela o vença
por Adriana Garibaldi

Depressão, não permita que ela o vença

A depressão é um fenômeno social que vai crescendo assustadoramente nas mentes e no organismo das pessoas por elas não terem as estratégias corretas para transpor os limites que se impuseram e que as mantém atreladas ao passado e seus dramas.

A porta de entrada para a depressão é a frustração continuada. Repetidos acontecimentos de perda, de solidão, de abandono, ou do não compartilhamento das emoções, a falta de um abraço apertado, de trocas afetivas de alto valor emocional são situações dolorosas que a alimentam.
Na sua tela mental, projetam-se imagens de desesperança nas quais não se consegue enxergar uma saída, mesmo que ela possa existir em algum lugar, e isso acontece por esperar e desesperar, desejar e se frustrar, inúmeras vezes. A desesperança a respeito do futuro vai crescendo e se acumulando, ideias sombrias que, mais ou menos dia, terão como resultado a desistência de tudo, principalmente de si mesmo e um estado de letargia, de preguiça paralisante se instala.
De tanto deixar pra lá, uma e mil vezes, sem se encontrar um novo repertório de respostas adequadas, a mente se acomoda e desiste de tentar, de se empenhar em sair do lugar onde se aprisiona.
A pessoa deprimida não é alguém fraco, muito pelo contrário, é alguém que já tentou de tudo, lutou muito, insistiu muito, batalhou muito, principalmente por nutrir aspirações e idealizações muito altas a respeito da vida e da própria felicidade, e isso acabou se tornando um problema. Note que para quem pouco ou nada espera a frustração sempre é menor.

Às vezes, você espera pelo reconhecimento das pessoas após ter dado muito de si, um sentimento de expectativa natural, não por ter se dado com o objetivo de cobrar mais tarde, mas porque a vida precisa de um movimento de dar e receber, de energias circulando num ir e vir que, se impedido, gera um vazio difícil de administrar.
Onde você tem investido seus tesouros de alma?
Se você sofre de depressão e lhe perguntassem neste momento, o que está sentindo, seguramente sua resposta será: um grande vazio no peito.

Os seres humanos permanecem no mundo à procura de algo, contudo, às vezes não conseguem definir bem o que, não porque não saibam o que desejam, mas por conhecer os limites daquilo que têm condições de alcançar e esses limites criam frustração. Por isso, o vazio e aquela angústia indefinida. A capacidade de deixar de lado alguns sonhos e abrir-se a outros que possam ser realizáveis pode ser uma saída para o estado de dor que a depressão provoca. O problema é que num determinado momento, o impulso de reação se torna difícil e as opções que provavelmente se tenha, não são tão evidentes, então é o momento de se buscar ajuda.

Talvez você esteja aí parado, onde a vida, sem seu consentimento, fez a curva e mudou de direção. Deteve-se na encruzilhada da mudança a esperar por novos brotos na árvore da sua vida. Flores coloridas desabrochando de seus galhos secos, e se pergunta: será que cabe aqui um pouco mais de experiência de dor? Um espaço a mais onde acomodar crescimento através dela? Ou será possível abrir espaços à esperança que até agora pareceu-lhe perdida. Deixar o amor entrar e limpar todos os compartimentos em que tem acomodado uma montanha de quinquilharias inúteis.

Abra-se à esperança, esvaziando-se para ser preenchido de experiências novas, vínculos que façam a diferença precisam ser considerados como prioritários. Experiências de amizade e beleza que possam trazer cor, som e luz a sua vida em branco e preto.

Tudo passa e quando aprendemos a fluir com as oportunidades, deixar passar acaba sendo uma ação natural e espontânea que nos tira do sofrimento. Muitas vezes nos agarramos às coisas porque o medo anda de mãos dadas com os apegos, sem reconhecer que tudo pode mudar de uma hora para a outra. Sentimos que se deixássemos ir, mesmo percebendo que aquilo já cumpriu seu ciclo, nada mais nos resta. Espaços da alma ou da mente que ficaram cheios de tranqueiras por longo tempo tem que ser esvaziados para que possam ser preenchidos por coisas com um valor diferente. Para isso, o posicionamento ante as perdas tem que ser encarado de forma mais otimista e esperançosa.

Perceba que você não está apegado às coisas ou as pessoas, está apegado aos significados, a aquele valor agregado que sua emoção deu para uma experiência, uma pessoa ou uma relação, e muitas vezes Isso tira-lhe a mobilidade, impedindo com que você simplesmente saia por aquela porta e vá embora. Deixar o passado e seus significados sejam eles agradáveis ou dolorosos o alivia da carga que não tem por que continuar transportando indefinidamente. Ficar presos aos significados é muito danoso.
Você sabe que aquela situação ou pessoa já não existe, contudo o significado daquilo continua inalterado e isso é muitas vezes um grande problema a ser resolvido. Grades de uma prisão que o prende as experiências tirando-lhe mobilidade.

As experiências passadas podem nos ajudar a fazer escolhas mais satisfatórias no presente. Porém, quando nos agarramos àquilo que passou, fazemos com que as lembranças se repitam indefinidamente sem dar oportunidade às coisas novas que tentam inutilmente nos alcançar.
Se o passado permanece o presente não acontece.
Como se costuma dizer: não podemos mudar o passado, mas sim transformar nosso presente para que o futuro aconteça de forma diferente.

A vida não gosta de meios termos, meias escolhas, meias do que quer que seja. A vida gosta de acontecer e de transformar. A vida gosta de movimento. Não enxergue as mudanças pelo prisma negativo. Mova-se à procura do seu melhor! Flua com a vida! Pode ser que se sinta enfraquecido neste momento, sem vitalidade nem vontade de levantar da cama, mas lhe garanto, você pode muito mais do que imagina e tem força para isso.

Busque ajuda profissional, se necessário faça terapia. Peça socorro! Para tudo existe um caminho e uma saída, percorra-o com fé em Deus e em si mesmo. A cura está logo aí à frente, mova-se na sua direção.



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Autor: Adriana Garibaldi   
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Publicado em 20/07/2016

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