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Não consigo esquecer meu primeiro Amor. Nunca mais outro Amor deu certo!


por Roberto Debski

Não consigo esquecer meu primeiro Amor. Nunca mais outro Amor deu certo!

"Sem a mãe não há casal.Para encontrar um companheiro (a), devemos encontrar o caminho para a mãe, a relação de casal começa com a mãe".
Bert Hellinger

Nosso primeiro Amor foi a nossa mãe. Durante 9 meses vivemos dentro de seu corpo, de seu ser. Crescemos e nos desenvolvemos, nos nutrimos diretamente do alimento que recebemos através de seu sangue, via cordão umbilical.
Suas emoções nos envolviam. Nessa fase, ela era a totalidade de nosso mundo. Nada conhecíamos além disso.
Em 9 meses evoluímos de duas células, uma da mãe, uma do pai, que se uniram para um complexo organismo de trilhões de células. Um desenvolvimento gigantesco, rápido e intenso, e que nunca mais se repetirá em toda nossa existência. Cada informação que recebemos durante essa fase fará parte de nossa vida para sempre. É uma etapa tão diferenciada, que se uma gestante tomar um medicamento que seja contraindicado, pelo intenso e veloz crescimento que o feto passa, pode deixar sequelas por toda vida.

Pesquisas recentes demonstram que os traumas emocionais e o estresse que a mãe passa durante a gestação também determinarão muitas características emocionais e físicas desse filho por toda a vida. Durante a gestação sentimos o que nossa mãe sentia, compartilhamos seus medos, inseguranças, apreensões, expectativas, esperanças, alegrias e sonhos, a nosso, e a respeito da família e da Vida.
Após nascermos, até vários meses de idade, não percebíamos que éramos uma individualidade, separados da mãe. Ela nos segurava no colo, próximo ao coração, e nesse local adquirimos a segurança que levamos para a vida. Tínhamos mesmo certeza, da maneira que é possível a um bebê, não intelectual, mas visceralmente, que nós e nossa mãe éramos uma só pessoa. Somente após cerca de 6 meses de idade, essa percepção se transformou e nos percebemos como indivíduos.

Numa síntese dessa fase, com a mãe aprendemos a amar; ela foi o primeiro amor de nossa vida.
Porém, nem sempre tudo corre bem no Amor, principalmente quando lhe faltam as Ordens ou Leis, do Amor e da Vida, que são três, Troca, Pertencimento e Hierarquia.

Já escrevi sobre as Leis do Amor no texto “Todos anseiam pelo Amor, mas o que fazer para o Amor dar certo?”

Por vezes porque nossa mãe passou por problemas durante a gestação, ou após nascermos. Pode ter havido problemas com sua família ou com nosso pai durante a gestação, ou talvez ela estivesse doente, ou nós nascemos e ficamos em uma UTI neonatal, ou fomos separados por algum motivo. Muitas coisas podem ter ocorrido.

Além da separação física, podemos ter sentido também uma separação emocional, uma interrupção no fluxo do Amor. Por vezes, a mãe estava presa em dificuldades na relação com sua própria mãe, ou havia problemas na linhagem materna de sua famíliae a mãe não estava plenamente disponível para nos acolher segura e amorosamente como é tão necessário nessa fase. Pode ser que tenhamos sido rejeitados, doados, desprezados, preteridos por outros irmãos ou sido gerados para cumprir expectativas da mãe, ou da família, ou para suprir diversas carências ou a perda de alguém.

A diversidade de acontecimentos, possibilidades e sentimentos nas relações é infinita, e as consequências se fazem sentir na vida através de sofrimento, até que possamos ampliar a consciência e ver, por vezes em uma constelação familiar, o que aconteceu nesse sistema e, então, levá-lo a um destino mais saudável.

Quando temos uma história de dificuldade na relação com nossa mãe, os nossos relacionamentos podem refletir essa situação, tornarem-se difíceis, incompletos, insatisfatórios, e tendemos a repetir padrões que nos trazem infelicidade nas relações afetivas.

Projetaremos nos parceiros nossas carências, frustrações e necessidades. Alguém que passou por tal dificuldade no fluxo do Amor, na relação com sua mãe, inconscientemente busca no parceiro essa mãe. Será como a criança carente que procura o olhar da mãe, sua aprovação, seu cuidado, sua proteção, cobrando e exigindo, postura e atitude infantis, que carecem da maturidade necessária para uma relação adulta e satisfatória.

O outro parceiro que entrou nessa relação não chegou por acaso. Certamente o fez por necessidades e afinidades próprias, que também refletem suas projeções e carências.
Se ambos não olharem para essas questões, não amadurecerem e se não estiverem prontos para viver uma relação entre adultos, o futuro da relação pode se tornar comprometido.
O Amor entre adultos não busca preencher carências, mas sim compartilhar a Vida. O excesso desse Amor gera como frutos os filhos, e os projetos em comum do casal.
Autoconhecimento e ampliação da consciência são a única solução para que ambos possam viver uma relação plena, adulta, madura e compartilhada no Amor, em direção à Vida e ao futuro.

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Dr. Roberto Debski
Médico - CRM SP 58806
Especialista em Homeopatia e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira
Psicólogo - CRP/06 84803
Coach e Trainer em Programação Neurolinguística
Facilitador em Constelações Sistêmicas e Familiares


Texto Revisado



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Autor: Roberto Debski   
O Dr. Roberto é médico (CRM SP 58806) especialista em Acupuntura, Homeopatia e tem formação em Medicina Ortomolecular. Também é psicólogo (CRP 06/84803), Coach e Master Trainer em Programação Neuro-Linguistica. Formador e facilitador em Constelações Familiares Sistêmicas Acompanhe nossos próximos eventos! https://www.facebook.com/debskiroberto/ 
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Publicado em 30/05/2017

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