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O sofrimento dos pleiadianos encarnados


por Teresa Cristina Pascotto

O sofrimento dos pleiadianos encarnados

A grande maioria da humanidade, em sua essência, é de origem extraterrestre. Alguns são terráqueos em sua essência.

Os pleiadianos encarnados, principalmente no período atual, onde a Terra está passando por inúmeras transformações e, consequentemente, afetando a humanidade, estão sofrendo muito. Não todos, pois alguns estão já em estágios avançados de evolução e aprenderam a lidar com a vida em sua estreiteza humana, apesar de sua essência pleiadiana. Alguns estão em estágios iniciais na Terra e, portanto, estão apenas vivendo e experienciando a vida terrena, e portanto, sem tanto sofrimento.

Porém, aqueles que estão buscando a evolução e o desenvolvimento, deparam com condições espirituais que lhes são oferecidas e até mesmo “mostradas”, que fazem com que eles paralisem, porque deparam com verdades que seus egos rejeitam. Na verdade, eles paralisam por não quererem viver o que seu impulso criativo sagrado os conduz naturalmente a viver, porque desprezam a vida na Terra, porém, ao mesmo tempo, eles querem resolver “do jeito deles”, que é uma forma primária de resolução, egóica e que não os leva a nada, mas insistem e se sentem “acelerados por esse impulso”. Seria como um carro ligado, freado e ao mesmo tempo sendo acelerado.

Isso está levando os pleiadianos a viverem um momento de exaustão, de confusão mental e espiritual, de grande sofrimento e desordem psíquica.

O que ocorre, e vou citar de forma bem “básica”, é que quando estão vivendo em seu “lar de origem”, nas Plêiades, eles são livres para criar, têm uma espiritualidade avançada e natural, que nada tem a ver com a espiritualidade aqui da Terra – que para eles é medíocre. Sim, a maioria dos pleiadianos encarnados, são atraídos para a busca espiritual, mas nunca “se encontram”, não gostam de nada, não acreditam em nada, são desconfiados. Isto tudo porque, por serem tão espiritualizados enquanto seres livres da dualidade – em qualquer planeta ou reino do universo onde não haja a 3D -, ao encarnarem na Terra e outros planetas de 3D, tendo as limitações do corpo físico, do próprio cérebro humano, do corpo mental, do corpo emocional e até mesmo o corpo etérico, eles sofrem muito porque isso é extremamente limitante. Eles se sentem como gigantes aprisionados num “corpo pequeno”.

No seu íntimo, eles sentem e “sabem” que são mais “do que isso, do que humano mortal” – claro, todos somos quando fora da dualidade -, só que eles sentem que são superiores, que estão acima de tudo e todos, acima até mesmo do(s) Deus(es) da humanidade, e por isso são normalmente arrogantes espirituais e intelectuais.

Acham que são mais inteligentes que os outros e, em muitos casos, acham que todos são “mais burros e medíocres” que eles. Acham que sabem tudo, são donos da verdade, raramente se encontra um pleiadiano que reconhece que errou, numa discussão ou questão, fazem de tudo para contornar e saírem com a razão.

Eles travam uma luta entre o que são, enquanto humanos, encarnados nesta limitação e o que sentem que são, enquanto essência. Eles não aceitam. Apesar de que essa condição é muito comum para todos os seres essencialmente estelares. Mas alguns aceitam mais, se adaptam e sofrem menos ou nem sofrem.

O maior problema que os pleiadianos tem que enfrentar, é essa pretensão e arrogância de seus egos. Principalmente os que já tem sensações e quase certeza de que possivelmente “não são da Terra”, e mais ainda para aqueles que de alguma forma encontram um meio de terem essa verdade e confirmação oferecida para eles. Isso potencializa essa sensação horrível de se sentir um “ET”. Mas também potencializa, em alguns, a “certeza” de sua superioridade.

A grande maioria dos seres humanos, é essencialmente “ET”.

A humildade falta aos pleiadianos encarnados (apesar de alguns jurarem que são humildes). Por sentirem sensações, intuição, ou certeza, de que não são originalmente terráqueos e porque não se sentem adaptados ao planeta, eles ficam ainda mais pretensiosos, achando que são superdotados de potenciais e capacidades diferentes e mais poderosas que os demais.

O que eles precisam, é simplesmente aceitar essa sensação de que são “ET” (quando tudo não passa de sensação) ou aceitar a verdade que lhes foi oferecida de que realmente são pleiadianos (quando obtém confirmação). Na aceitação, eles poderão relaxar, olhar de uma forma diferente para a realidade na Terra, para toda a humanidade e para sua própria humanidade. Poderão entender, com o coração, que suas almas escolheram encarnar e viver a limitação dos corpos na 3D.

Com isso, poderão se alinhar ao propósito de sua alma, com a simples intenção, e pedir a Ela que então os guie no cumprimento de sua missão.

Mas isto é raro acontecer, por mais que cheguem a esse entendimento, a aceitação real não ocorre. Eles ficam achando que não é só isso, que tem mais, que vão encontrar o poder dos poderes dentro de si e então se erguerão acima de todos, sentindo e provando sua superioridade. Eles estão sempre buscando mais, querendo mais, não acreditando naquilo que receberam por acharem que é pouco, sentem que não é “só isso”, que é muito mais “que isso”. Eles acham que por saberem então de sua verdadeira origem, agora sim tem mais poderes para fazerem o que quiserem e/ou fazer sua vida acontecer do jeito que querem.

Muitos, pelas aflições, ainda buscam a espiritualidade, a meditação, informações sobre a vida no Universo. Mas nada os sacia, porque eles querem mais, acham tudo isso muito pouco, que a espiritualidade daqui da Terra, é pequena demais para eles. Sim, de certa forma é para todos nós, pois fora da dualidade, tudo é expansão, tudo é possível, tudo é “muito mais”.

A maioria deles despreza a espiritualidade, mas ao mesmo tempo busca nas aflições. Grande conflito. O impulso interno os faz buscar lugares, centros, pessoas que possam ajuda-los a entrar em contato com a espiritualidade, mas não dão valor a nada. Ou escolhem um lugar, por ex., um “centro espírita”, e o frequentam na intenção de que ali encontrarão um meio de que façam a magia para livrá-lo da mediocridade humana. São críticos e debochados (nem todos), nunca acham que um caminho espiritual, mesmo que isso toque seu coração, é bom o suficiente, sempre se acham que é fraco demais.

Quando encontram um certo caminho onde conseguem encontrar informações muito elevadas, eles sentem as verdades em seu coração, mas não querem fazer sua parte, querem que nessas informações haja algum atalho – informação é luz, é sabedoria, é portal sagrado – alguma forma de livrá-los do sofrimento em sua mente. E não querem “fazer sua parte”, seguir o processo de vida como todos os humanos. Então, ao chegarem a essas verdades, uns, mais humildes, as reconhecem e entendem, mas mesmo assim dizem para si mesmos: e daí saber disso tudo, se continuo me sentindo mal e bloqueado? Outros, mais arrogantes, na hora que recebem as informações que buscam, até sentem a ressonância em seu coração e, por alguns minutos, sentem e sabem o que fazer, mas logo após, já estão desprezando, ou deixando de lado, ou não dando valor ou, pior, distorcendo as verdades e debochando delas.

O que eles precisam é justamente se alinharem ao sagrado manifestado na Terra, em sua “pequenez”, para que em suas aflições, realizem suas buscas espirituais e, ao se depararem, por sincronicidade ou pela racionalidade, com qualquer oferta espiritual, possam, nas mínimas informações, bênçãos recebidas, energização recebida e tudo o mais, perceber o sagrado, precisam reconhecer o sagrado em suas frações, reconhecer que muitas respostas, recursos e guiança lhes são oferecidas em suas buscas, mas que eles precisam aprender a perceber a expressão máxima do sagrado e do divino, nas “menores frações”, e aprenderem a dar valor e reconhecer a potência nessas frações.

Precisam aprender a mergulhar em seu ser, entrando em contato com sua essência e perceber a força sagrada que contém, para suportar as condições limitadas da Terra. Assim, sentirão que em essência são poderosos e que precisam oferecer a si mesmos e aos outros, a expressão dessa essência. Mas não se tornarão deuses e sim, apenas humanos conscientes de sua divindade, de sua centelha divina, assim como todos os humanos.

Quanto mais fizerem isso, mais irão “desacelerar a mente”, mais poderão sentir os impulsos internos criativos e poderão soltar o freio, para então caminharem na sua jornada de forma mais suave, sem extremos.

Suas mentes irão se reajustar, porque elas funcionam como um “buscador que busca incessantemente e nunca encontra”, na verdade encontra, mas não reconhece que encontrou e nem valida o que encontrou, por isso, sofrem e continuam buscando.

Muito estão em aflições extremas, com ansiedade intensa trazendo pânico, querendo tudo, mas não querendo nada, sentindo a somatização dessa condição, que está afetando o corpo de formas diferentes. Alguns sentem que estão à beira da loucura. Outros sentem que estão presos e que nunca conseguirão sair do confinamento – onde eles mesmos se colocaram.

Precisam se apoiar, se acolher, para irem se guiando ao caminho da aceitação de que a vida humana é limitada, porém, pode ser vivida de forma muito mais expressiva e expandida, se pararem de acelerar e de frear. Se apenas se deixarem levar por suas almas e pelos Seres Sagrados que acompanham todos nós.

Falei dos pleiadianos em especial, pois tenho recebido muitos clientes com essa origem e com extremo sofrimento. Porém, quero reforçar, que todos, que não são essencialmente terráqueos, vivem esses conflitos, só que de forma diferente em alguns aspectos, a sensação de não pertencerem, a vontade de “ir embora pra casa”, a desolação, a angústia por não encontrar um sentido na vida, faz parte tanto da vida dos pleiadianos que ainda não atingiram o nível mínimo necessário de aceitação da realidade terrena, quanto da vida de inúmeros outros seres humanos que não são essencialmente terráqueos.

Trabalho com inúmeros seres humanos encarnados que são seres estelares em sua origem de essência. São, em essência, de outros planetas, galáxias e universos. Normalmente os que têm essência terráquea sofrem menos, porque estão mais adaptados à divina Mãe Terra. Porém, são humanos e tem suas questões de vida e seus sofrimentos também.

O que posso dizer a todos que não se sentem bem na vida e não encontram um sentido para viver, é que independentemente de “onde são”, a realidade é que estão encarnados na Terra e que devem aceitar essa realidade, para fazerem “as pazes” com sua condição limitada humana, para lembrarem que suas almas escolheram estar aqui na Terra, escolheram um lindo propósito e trouxeram inúmeras ferramentas tanto para a realização da missão, quanto para “ajustar e curar” aquilo que for preciso. Porém, para isso ser divino e fluir de forma agradável, é fundamental começarem a doutrinar seus egos, na intenção de fazer com que eles aceitem a vida como ela está, e que se entreguem às suas almas, para que então tudo possa fluir e para que possa ser possível viver em harmonia com a vida humana e com o Universo.


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Publicado em 04/03/2019

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