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DICAS QUE VÃO LHE AJUDAR A FAZER JULGAMENTOS MELHORES

Autor: Fatima Pessoa
DICAS QUE VÃO LHE AJUDAR A FAZER JULGAMENTOS MELHORES
Não adianta, todos nós julgamos. O ato de julgar faz parte da nossa natureza e dos nossos instintos mais primitivos de preservação da espécie. “Vou escolher a profissão X porque me trará retorno financeiro e assim serei feliz”, “não vou me aproximar de Fulano porque ele não é de confiança”, são apenas alguns exemplos de como usamos nosso julgamento no dia a dia.

Julgando o outro

Muitas vezes tentamos antecipar o julgamento em relação ao que os outros irão pensar de nós. Isto pode acontecer desde situações simples como “será que posso usar esta saia curta para a festa? O que vão pensar?”, até situações mais complexas como “não vou assumir minha homossexualidade porque não serei aceito por minha família”.

É natural e até mesmo saudável, até certo ponto, basearmos nossas escolhas e atitudes baseando-nos no julgamento alheio. Temos medo de sermos inadequados, de sermos rejeitados por nosso grupo, de causarmos desavenças.  Entretanto, quando nos privamos de expressar certas emoções, insatisfações, ou qualquer coisa que tenha uma raiz emocional mais profunda ou que prejudique seu dia a dia, então a coisa fica mais complicada. Negar sua própria sexualidade, por exemplo, pode trazer uma série de complicações para sua vida, como a depressão, a ansiedade, a raiva acumulada por não revelar-se pode acabar saindo de forma errada – uma agressão física a alguém, por exemplo.

Julgar o julgamento do outro não é algo completamente ruim, mas é necessário saber quando o julgamento alheio não tenha tanta importância assim e caso tenha, é importante você  procurar descobrir como lidar com ele.

O seu julgamento

Nós também julgamos os outros e as situações. Aqui, nós também baseamos nossas decisões baseados em um juízo de valor que fazemos. No entanto, neste caso, corremos o risco de sermos preconceituosos. Por exemplo, você recusar uma oportunidade de emprego por achar que as pessoas daquele lugar são trapaceiras.

O que diferencia um julgamento saudável de um preconceituoso é o fato de você ter evidências claras que embasem o seu pensamento.

No fim das contas, é uma linha tênue que divide uma coisa da outra e é muito fácil cruza-la. Ter um julgamento preconceituoso pode fazer com que você perca oportunidades, se envolva em brigas ou até mesmo em algum crime (o racismo, por exemplo).

Você é seu próprio juiz

Talvez o julgamento mais cruel e inclusive preconceituoso seja o autojulgamento. Frequentemente este tipo de julgamento é falho porque ou é crítico demais ou não é crítico o suficiente.

Quando somos críticos demais, a tendência é vivermos em constante estado de stress e ansiedade. Não valorizamos nossos próprios sucessos, temos medo que a coisa dê errada, superestimamos os riscos de uma situação e acabamos por evita-las, perdendo oportunidades.

Caso sejamos pouco críticos, a tendência é ficarmos estacionários. Não mudamos nossa forma de agir ou de pensar porque achamos que nosso julgamento sempre é o certo e se algo aconteceu que contradiga nosso julgamento, não é culpa nossa. Subestimamos os riscos e acabamos por aceitar desafios e situações com as quais não estamos prontos para lidar.

Na hora de julgarmos nossas próprias ações, atitudes e pensamentos, o equilíbrio é sempre a palavra de ordem.

Dicas que podem ajudar você a fazer julgamentos melhores.

- Foque-se na situação para que você possa analisa-la com calma;

- Use a sua racionalidade - inicialmente, você terá um julgamento determinado. Busque evidências que apoiem a tal ideia inicial. Se não apoiar, mude de ideia e continue o mesmo processo.

- Procure por novas opiniões - escute o que os outros têm a dizer, talvez eles te ofereçam novas perspectivas sobre o assunto ;

- Medite - certas decisões podem causar muito stress e ansiedade. Existem técnicas de meditação que podem ajudar você a relaxar e assim acabar ajudando você a tomar a melhor decisão;

- Faça terapia - se você é crítico demais ou simplesmente não é crítico de jeito nenhum, isto pode estar mascarando problemas mais profundos. Julgar demais ou de menos, ter um medo excessivo do julgamento ou medo nenhum, tudo isso pode indicar problemas mais graves – traumas como rejeição, um traço narcisista demais que impede você de se preocupar com o julgamento alheio, tudo isso pode trazer problemas. Um profissional saberá orientar você.


Publicado em 20/06/2016


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