O POVO TUBAKWAASSU

Autor Ramy Shanaytá - [email protected]
Facebook   E-mail   Whatsapp


“Dentre os povos ancestrais de tradições cosmológicas, houve a existência de um muito especial, que se autodenominou povo Tubakwaassu, que, na tradução significa “povo da grande sabedoria”, cuja tradição é a minha origem e, também, origem dos ensinamentos, que reconheço como sabedorias, e que estendo através deste livro.

            Este povo reconhecia o sagrado como a origem essencial que se estende a cada parte da natureza e a seu todo, e também se reconhecia como parte extensiva desta origem e esta como extensão de si mesmo, reconhecendo seus movimentos essenciais, os quais chamavam de leis naturais. Os Tubakwaassu sustentavam este reconhecimento, na consciência de que estas leis são movimentos essenciais que gestam e parem a vida em todas as suas formas de manifestações e em todas as dimensões e, que, portanto, esta origem é “mãe gestadora, sustentadora, nutridora contínua”.

            A partir deste reconhecimento, que entendiam como fundamentos de origem da consciência Tubakwaassu, estes seres desenvolveram uma profunda visão gestadora acerca da origem e da manifestação da vida, tanto na dimensão da Terra, quanto na do Universo, deles mesmos enquanto povo e dos seres como um todo, nas suas várias individualidades de manifestações, fundamentando sua evolução enquanto povo, a partir da sustentação do reconhecimento desta origem, acordando em si mesmos este potencial natural, por se reconhecerem extensão desta origem-mãe.

            Assim, os seres desse povo, através da observação da natureza, aprendiam com a mãe-origem a gestação natural e se reconheciam meios conscientes por onde essa origem podia também se manifestar, construindo, de dentro para fora, o ser canal, para a passagem natural das freqüências gestadoras contínuas emanadas da origem-mãe, para manifestarem suas existências na dimensão da Terra-mãe. Os Tubakwaassu viam a vida como uma grande gestação em contínuo trabalho de parto, onde o nascimento era a própria vida manifestada em todas as dimensões e nas variadas formas de sua apresentação.”
Extraído do livro “Visão Gestadora – a visão em Teia”, Ramy Arany, Editora KVT, ISBN 978-85-60384-02-0. 

“Esse povo pertenceu à raça vermelha, num tempo muito anterior à civilização egípcia e reuniu-se inicialmente, na atual Amazônia andina, denominada pelos Tubakwaassu de Aráarárama, “terra de dupla luz”, se expandindo para a atual Amazônia brasileira, denominada pelos mesmos de Mbaratzyl, que significa “lei essencial precipitadora da expansão” que, posteriormente, passou a ser chamada pelos Tupinambá de Pindórama, “Terra das Palmeiras”, já se referindo a toda extensão geográfica  brasileira. Há indícios da passagem desse povo ancestral registrados na pedra do Ingá, no estado da Paraíba, onde há inscrições rupestres que identificam algumas grafias sagradas do povo Tubakwaassu.”

Extraído do livro “Visão Gestadora – a visão em Teia”, Ramy Arany, Editora KVT, ISBN 978-85-60384-02-0


Gostou deste Artigo?    Sim    Não   

Avaliação: 5 | Votos: 8

Compartilhe Facebook   E-mail   Whatsapp

Autor: Ramy Shanaytá   
Ramy Shanaytá é co-fundador do Instituto KVT (fundado em 1995) e da Instituição Filantrópica e Cultural Templo Ará Tembayê Tayê da tradição Tubakwaassu, Editora KVT e KVT – Desenvolvimento da consciência empresarial, Escritor, conferencista, professor e pesquisador de plantas medicinais. Outro site: http://www.kvt.org.br
E-mail: [email protected]
Visite o Site do autor e leia mais artigos.

Atualizado em 19/11/2008



© Copyright 2020 ClubeSTUM - O conteúdo desta página é de exclusiva responsabilidade do Participante do Clube. O site não se responsabiliza por quaisquer prestações de serviços oferecidos pelos associados do Clube, conforme termo de uso.