A guerra interna

A guerra interna
Autor Mauro Kwitko - mauroabpr@gmail.com
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A humanidade tem a triste tendência de fazer guerra, pelos mais diversos motivos. Os motivos são apenas isso, motivos. Ou são de cunho religioso ou de obtenção de terras e posses ou raciais, enfim, motivos para fazer guerra, algumas pessoas sempre encontram e a maneira de convencer multidões a acreditar que são motivos que justificam promover uma guerra, também sempre é encontrada. No fundo, literalmente, o que leva algumas pessoas a promoverem essa insanidade, e multidões acompanharem esse delírio, é uma guerra interna que o ser humano começou a travar em seu íntimo, desde que iniciou a esquecer sua essência divina, a sua origem única, a unidade existente entre todos os seres humanos e de toda essa unidade à Grande Unidade, que chamamos de Deus.

O que os seres humanos esqueceram é que nós não somos seres individuais, não somos separados uns dos outros, não somos um corpo físico, não somos um Espírito, não somos um alguém, não somos de uma certa raça ou nacionalidade ou cor de pele, nós somos uma micro-partícula da Grande Unidade, e mais do que isso, somos Ela. O corpo físico que abriga uma ínfima porção dessa Universalidade, uma micro-porção dela, que habita esse planeta, é que nos dá a ilusória sensação de sermos uma pessoa, separada das outras pessoas, e pior, cada um de nós com rótulos que vêm servindo para nos afastar uns dos outros.
Na verdade, outras ínfimas porções da Universalidade, outras micro-porções, habitam outros planetas, em todas as galáxias, em toda essa Imensidão que chamamos de Universo, que os orientais chamam de Um, que é um Todo, que somos todos nós nessa Integralidade e somos nós nas ínfimas porções, nas micro-porções. Nada nos separa, nada nos diferencia, nada nos afasta, a não ser a ilusão de individualidade, de separatividade, que o nosso corpo físico, apenas um arcabouço criado para podermos sobreviver nas condições geológicas e atmosféricas desse planeta, promove em quem acredita que é o seu corpo físico, acredita nessa ilusão aparente.

Mesmo quem acredita que é um Espírito aqui encarnado, o que já é um avanço na compreensão, ainda cai na ilusão de individualidade, de separatividade, pois nem isso nós somos, o Todo é indivisível. As pessoas que acreditam que são de um outro planeta, que vieram para a Terra, e que frequentemente sofrem de depressão, de saudade de algum lugar, de algo indefinível, que dizem não se adaptar à vida na Terra, caíram nessa ilusão pois acreditam que são um alguém, um ser, que eram de outro planeta, quando são a Grande Unidade e aquela ínfima porção, aquela micro-parte do Todo, que ilusoriamente acreditava que era de um planeta, ainda acredita que está, agora, em outro planeta, quando, na verdade, nunca esteve em nenhum planeta, sempre foi o Um.

Ninguém veio de nenhum lugar nem estamos indo para algum lugar; não somos ninguém, o Todo é sempre o Todo, a Grande Unidade está sempre onde sempre esteve, e todos nós somos essa Imensidão, ilusória e aparentemente separados uns dos outros, quando, na verdade, nunca estivemos e nunca estaremos separados de ninguém, pois não somos um alguém e, portanto, não existe os "outros".
Quem somos? Não somos. De onde viemos? Nunca saímos. Para onde vamos? Sempre estivemos. 
 

Texto revisado


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Sobre o Autor: Mauro Kwitko   
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