Faça da crise a oportunidade de evolução

Faça da crise a oportunidade de evolução
Autor Maria Silvia Orlovas - [email protected]
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Esta semana conheci Elis, mulher forte, dos seus cinquenta anos de idade, tentando dar a volta por cima no seu trabalho como estilista. Depois de se dedicar à carreira, de repente, com a crise que estamos enfrentando aqui no Brasil, essa mulher guerreira se viu sem emprego e tendo que manter a família acostumada ao padrão de vida oferecido por ela, e se não bastasse o lado profissional em desalinho, no casamento, as coisas também não ficaram bem. Ela estava numa crise geral, sem saber para onde ir.
Bem-humorada, ela me contou que cansou de chorar se achando vítima da situação e resolveu buscar entender melhor as coisas.

Na sessão de vidas passadas, apareceu uma vida em que ela nasceu e foi criada com muita repressão. O pai era forte, determinado e fez riqueza, já o marido nunca teve luz própria e, por muitos anos ela o estimulou no trabalho, na forma dele se comportar com a família e nas questões profissionais mas, quando já estavam mais velhos, aquela parceria desmoronou porque ele simplesmente a colocou de lado. Tipo: não preciso mais de você... Ela se sentiu traída, abandonada e sem função. Terminou seus dias olhando para o nada, sentindo que não fez nenhum movimento que valesse a pena. Numa outra existência, mostrou sua solidão, casada dentro de uma situação formal, ela se apaixonou por um rapaz de origem simples e alimentou o sonho de viver um grande amor com ele. Porém, o rapaz não bancou a paixão, inclusive, num momento de briga, ele a acusou de mimada. Disse que ela não sabia nada da vida, não conhecia o sofrimento, nem como sustentar uma família. Depois que romperam, ela jurou que nunca mais entregaria o coração e que queria sempre ter o controle do destino, queria saber o preço das coisas, queria saber do valor do dinheiro, do trabalho, porque sentiu que o moço tinha razão. Reconheceu que realmente ela era muito fútil.

Quando terminamos a sessão, ela ficou pensativa, refletindo em tudo o que foi mostrado e me falou que não queria mesmo ser uma alienada e, justamente por isso, dava muito valor ao seu trabalho.
Sua vontade era ser sempre autossuficiente e não precisar de ninguém. Compreendeu também que sempre buscou cuidar de si mesma e que estava afastada do marido há anos, mas sem ter coragem de romper, com isso se tornou amante de um ex-namorado que reencontrou nas redes sociais...
Nem preciso dizer que ela realmente se sentia no meio do caos. E tudo estava mesmo fora do lugar, porém, ver a confusão é o primeiro passo para encontrar soluções. Ela já havia entendido isso e estava tentando se manter lúcida, pois sua vontade era de fugir.

Com a crise profissional, ela esperou do amante apoio, compreensão, colo, e o namorado não bancou a emoção do momento. Mostrou-se um fraco, o que foi muito triste, porém, como expliquei a ela, hoje já não estamos mais com tanto tempo para conhecer alguém. Precisamos estar com os olhos abertos, e se o rapaz agia assim mal em momentos de estresse, como será que sua vida iria seguir? Valeria a pena manter uma vida dupla?

Fiz esse tipo de pergunta para ela. Porque ninguém de fora tem a resposta.
Vida dupla pode funcionar por um tempo, quando as pessoas estão em processo de mudança, mas nunca a vida inteira, simplesmente porque cansa. E por que quando você tem alguém espera parceria, cumplicidade, nas horas boas e ruins. Ter um parceiro apenas para os bons momentos de nada adianta.
Elis precisou de mais alguns encontros para ir se abrindo e muitas coisas que ela falou foi para se ouvir, para afirmar para si mesma ideias que já tinha. Fizemos várias meditações juntas, falamos sobre amor, família, sobre se recriar, sobre dar a chance de outros caminhos se mostrarem, de se reinventar.

Nada disso é muito fácil, mas enquanto estamos vivendo, enfrentaremos uma vez ou outra, desafios, perdas, transformações e, nesses momentos, temos que soltar a criatividade, o talento e fazer de outra forma. Se queremos resultados diferentes teremos que ousar.

Se você está enfrentando algo semelhante, abra-se ao destino, deixe fluir, apesar da crise tocar todo mundo e exigir novas posturas e adaptações, esse movimento é importante e até saudável.
A doença está em se manter no papel da vítima. Por que a vítima não tem saída, ela é uma posição estática. Transforme a vítima, num detetive, num investigador, ouse se perguntar por que está vivendo o que está vivendo?
Faça perguntas.

Se você não tem condições de fazer terapia no momento, no mínimo, pare de reclamar, porque a reclamação polui o ambiente à sua volta, e ninguém gosta de conversar ou de conviver com uma pessoa pesada, cheia de críticas, raivas, ou lágrimas. A vida está difícil para todo mundo, então, se você se prende à dor, só piora o ambiente ao seu redor. Assim, se você quer mudar e encontrar outros caminhos, ouse se abrir e transformar sua energia.
Se acredita em vidas passadas, pode ter certeza que existem lições em tudo o que você está enfrentando. Você deve ter deixado pendências que hoje está resolvendo. O karma não é castigo e, sim, oportunidade de reparação e de fazer novas escolhas.
Acredite em você e na sua luz. Foque no bem e observe o universo devolver em oportunidades e cura.

Veja, na sintonia, o vídeo da nova meditação:

Conexão Presença EU SOU - Maria Silvia P Orlovas


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Conteúdo desenvolvido por: Maria Silvia Orlovas   
Maria Silvia Orlovas é uma forte sensitiva que possui um dom muito especial de ver as vidas passadas das pessoas à sua volta e receber orientações dos seus mentores.
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