Lembramos de exercitar o Amar?

Lembramos de exercitar o Amar?
Autor Maria Cristina Tanajura - tinatanajura@terra.com.br
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Soube outro dia, por uma amiga, que seu filho que ainda não fez dez anos, numa conversa com ela lhe falou que não se preocupasse em complicar demais a vida, pois ele acha que é tudo muito mais simples. Segundo ele, nascemos para aprender a amar.
Sabedoria de uma pequena criança que já chegou neste planeta sabendo o que existe de mais importante pra ser vivido.

Jesus veio nos trazendo fundamentalmente esta mesma mensagem e dando-nos exemplos com sua própria vida. Sabemos que o Amor nos criou e existe em tudo e todos à nossa volta. Somos amorosos em essência e por que vivemos longe dessa energia, que é nossa própria razão de viver?
Quando amamos, somos nós mesmos, pois nos conectamos com nossa realidade mais verdadeira. Tornamo-nos mais fortes, pois o poder dessa energia é incomensurável! Ela transforma, cura, ilumina, preenche os espaços que parecem vazios em nós.
Mas o amor depende do perdão para permanecer vivo. Se julgarmos constantemente os erros alheios e também os nossos, de maneira sistemática e intransigente, por sonharmos com a existência de um mundo perfeito ilusório, iremos pouco a pouco deixando de nos amar e também estaremos sempre nos queixando do pouco amor que recebemos dos outros.

Se nossa natureza é amorosa, por que a dificuldade de sermos quem verdadeiramente somos? A natureza silenciosamente vive a nos dar exemplos disso, doando-se constantemente, sem cobranças. O ar não para de circular, o sol não se furta a aparecer, as flores abrem-se em beleza, mesmo que por um curto espaço de tempo, os animais, até os mais pequeninos não se esquecem de instintivamente cumprirem o roteiro de vida que lhes é inerente. Por que nós, os detentores da razão, encontramos tanta dificuldade para sermos quem somos?

Que mundo maravilhoso seria este, se nos encontrássemos com pessoas sorrindo sempre, com os lábios, os olhos e com o coração? Onde sempre tivéssemos tempo e vontade de ajudar quem passasse em nossos caminhos?
Se nos sentíssemos aceitos por nossos irmãos de humanidade, independente de quem fossem isso nos daria uma gostosa sensação de pertencer a uma verdadeira família – a humana!

Dizem os irmãos evoluídos que nos falam de lá do plano espiritual, que estamos fadados a vivenciar esta maravilha, algum dia. Pois viver é um crescer constante. Não retrocedemos. Podemos nos atrasar, se o quisermos, mas em um dado momento, continuaremos caminhando rumo à verdadeira meta que é nos tornarmos Amor.
Nesta esperança eu me embalo. Mesmo quando ando nas ruas, em qualquer lugar que vou, me deparo sempre com alguém que me olha com carinho, mesmo que nem saiba quem eu sou.

Procuro valorizar os presentes significativos que a vida vai me dando, através de uma palavra gentil que possa receber, do canto harmonioso de um pássaro, do conforto reconfortante de uma brisa que chega e afasta o calor, do perfume sutil de uma flor que nem sempre tinha percebido que estava próxima.

São essas as pequenas alegrias do dia a dia, que nos alimentam a alma e afastam a tristeza, tornando livres os nossos corações para o amor.

Não apenas o amor romântico entre casais, mas aquele que transborda do coração por tudo que existe, se o quisermos e estivermos decididos a exercitar o amar.

Como a criança que citei no início disse, resumindo tudo de forma simples, foi isso que nos propusemos a fazer, quando renascemos neste planeta. EXERCITAR O AMAR. Sem muita preocupação com o que isso poderá nos dar de volta, pois a felicidade verdadeira não vem de fora de nós, mas brota em nosso próprio interior.

Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Maria Cristina Tanajura   
Socióloga, terapeuta transpessoal.
E-mail: tinatanajura@terra.com.br | Mais artigos.

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