ALGO ALÉM DA SEPULTURA - PARTE III: Andre Luiz  
   

ALGO ALÉM DA SEPULTURA - PARTE III: Andre Luiz

Autor Íris Regina Fernandes Poffo - irisp@uol.com.br

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ALGO ALÉM DA SEPULTURA PARTE III

André Luiz: de médico a escritor

Em 1944, foi publicado o livro “Nosso Lar”, escrito pelo espírito André Luiz, pelas mãos de Francisco Cândido Xavier. O nome André Luiz não era verdadeiro. Resolveu utilizá-lo para que sua identidade anterior não fosse revelada. Quando viveu no Rio de Janeiro, na sua última encarnação, foi médico, cientista e pesquisador. Realizou estudos e descobertas importantes na área da saúde pública e de doenças tropicais. Tinha uma bonita família e uma boa posição social. Ficou muito sentido quando a mãe faleceu. Era católico, mas não praticante. Frequentava bares e casas noturnas, gostava de beber. Cuidava da saúde dos outros, mas não cuidava bem da sua própria.

Desencarnou doente no hospital, depois de 40 dias internado. Seus diplomas e títulos profissionais, bem como suas posses, de nada valeram ao chegar do outro lado. Acordou no umbral, onde vagou por algum tempo, sendo constantemente acusado por vozes desconhecidas de ser um suicida. Ele não entendia o que estava se passando, onde estava e tão pouco por que recebia tais acusações, já que não havia cometido suicídio. Ele apresentava “comportamento autodestrutivo”. Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno – Cap. 5 explica que “o suicídio não consiste somente no ato voluntário que produz a morte instantânea, mas em tudo quanto se faça conscientemente para apressar a extinção das forças vitais.”

Um dia, cansado de sofrer, com fome e sede, orou com sinceridade pedindo ajuda. Foi resgatado por samaritanos, trabalhadores dedicados especialmente ao auxílio de pessoas que estão no umbral. Seguiram para o Posto de Socorro Espiritual mais próximo, onde teve início sua recuperação na enfermaria. À medida que melhorava recebia esclarecimentos e compreendia o que havia acontecido. Havia cometido suicídio indiretamente, prejudicando os corpos físico e espiritual, devido ao abuso do álcool, do sexo e de alimentos nada saudáveis, que acarretaram doenças na região gástrica, intestinal e a sífilis.  Quando estava recuperado das sequelas que ficaram no corpo espiritual e, mais fortalecido emocionalmente, desejou aprender e ser útil. Começou auxiliando no posto de socorro, onde teve contato com pessoas que chegaram em estado semelhante ou até pior que o dele. Pode perceber o quanto a medicina é avançada no plano espiritual e o quanto tinha a aprender. Depois de algum tempo foi transferido para a Colônia Nosso Lar, situada nas imediações do Rio de Janeiro. Teve um encontro emocionante com sua mãe. Percebeu que era bem mais evoluída que ele, espiritualmente falando, e por isso era muito respeitada por todos. Soube que foi graças às orações dela que pôde ser socorrido e não passou por momentos ainda piores no umbral. Reencontrou familiares e amigos e foi morar junto com eles.

Ficou muito encantado com toda organização do mundo espiritual, com os trabalhos que eram desenvolvidos na área da cura principalmente. Logo passou a fazer cursos e a frequentar as bibliotecas. Sua força de vontade e determinação foram reconhecidas pelos espíritos superiores, a quem manifestou o desejo de transmitir seus conhecimentos às pessoas que viviam no mundo terreno.

Resumidamente, foi assim que começou o trabalho de parceria de André Luiz e Francisco Candido Xavier, com “supervisão” de Emmanuel e de outros seres iluminados. Juntos escreveram centenas de livros que circulam pelo Brasil e por outros países. O conteúdo destas obras, inspiradas pelos instrutores maiores, levaram esclarecimento e conforto a muitas pessoas que perderam seus entes queridos e também ajudaram a mostrar uma luz no fim do túnel para quem acreditava que o fim da vida terminava na sepultura.

Para saber mais, veja o livro ou assista o filme Nosso Lar. Pelo espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Federação Espírita Brasileira. RJ/RJ. 281 pp. 1944.

Por Iris R. Fernandes Poffo – São Paulo/SP – outubro de 2017

Este texto foi retirado do livro: “Passagens entre mundos entrelaçados” de Iris R. F. Poffo e adaptado para a página do STUM.



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Publicado em 15/10/2017
 

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