Perspectiva

Perspectiva

Autor Maria Lúcia Pellizzaro Gregori - malu.gregori@hotmail.com

Às vezes eu me pergunto: "Isso que eu estou dizendo é verdade? Ou é a minha verdade agora?

Montanha não é aquele enorme amontoado de terra?
Quando estou caminhando, gosto de admirar as montanhas, muitas vezes bem perto de mim, o que me faz sentir como uma plantinha minúscula, sonhando um dia poder estar lá em cima, crescer como uma gigantesca árvore, mesmo sabendo que a subida não seria fácil.
Mas, afinal, a vida não é isso?
Superação não é conseguir escalar as diversas montanhas que aparecem o tempo todo diante de nós?

Quando somos crianças ou mesmo quando somos ainda jovens, muitas pessoas nos perguntam: “o que você quer ser quando crescer?”
Como assim? Eu já sou! Eu quero brincar enquanto criança, quero passear, ter amigos, estudar pela vida afora, quero me divertir, quero viajar...

O que é “ser quando crescer?”
Seria ter uma profissão?
Seria entender a vida como uma grande experiência em todos os sentidos e aprender a cada momento como superar dificuldades e como agradecer em qualquer circunstância?
Ou crescer seria não desistir, percorrendo nosso caminho com passos mais rápidos ou mais lentos, dependendo da inclinação da nossa montanha naquele momento?
Ou seria tudo isso e muito mais?

Nós nos sentimos grandes quando conquistamos nossas vitórias e precisamos nos sentir grandes também quando não conquistamos nossas vitórias, pois, só são vencedores aqueles que entram na luta. E se entramos na luta da vida, já somos vencedores em algum sentido, merecemos todos estar no pódio, cada um no seu degrau.
E assim vamos construindo nosso horizonte ondulado, ora no topo, ora na base, ora escalando, ora escorregando, ora retrocedendo, mas sempre aprendendo e reestruturando nossos trajetos.

Mas... montanha é só isso? Tão pequena? Aquele pontinho lá embaixo?
Aquela cidade que parecia enorme só ocupa aquele espaço?
Eu posso ver tudo isso de uma vez?
Como nossa visão traduz apenas uma perspectiva!

Pela janela do avião, vislumbrando aquela cena lá embaixo, tudo que se mostrava gigante à minha frente, agora se apresenta como minúsculos pontos, quase insignificantes, e as nuvens, que pareciam intocáveis, agora se assemelham a flocos gigantes de algodão atingidos pela máquina voadora.

Há momentos em que o branco das nuvens forma uma espécie de tapete de algodão, o que nos dá a impressão de podermos brincar lá fora, assim como as imagens de anjos em conto de fadas, onde a imaginação não tem limite. Naquele momento nasce um desejo infantil ou ilusório de sair e brincar naquele mundo branco.

Então, refletindo sobre os diversos momentos que atravessamos durante nossa experiência terrestre, podemos sempre nos lembrar que, a perspectiva pela qual observamos nossa realidade transforma nossa realidade.

Se diante de um desafio você se sentir incapaz de transpor aquele momento, olhe para sua montanha gigante, identifique sua missão daquele agora e em seguida vá para a janela do seu avião, conecte-se com as alturas, que, na verdade, é a força Divina que existe em você, que sustenta sua força, que abre as infinitas possibilidades e redimensiona seu desafio.

Assim você se sentirá nas duas faces, não ficará na imensidão insustentável da realidade nem na fantasia infantil dos contos de fadas.
O importante é prosseguir e crescer com cada cena desse fabuloso espetáculo que é a vida.

Texto Revisado



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Autor: Maria Lúcia Pellizzaro Gregori   
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Publicado em 09/08/2018




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