A Próxima vítima sempre poderá ser VOCÊ.

A Próxima vítima sempre poderá ser VOCÊ.

Autor Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br

Se você não procurar entender como funciona Universo, a próxima vítima sempre poderá ser você.

Acordamos, tomamos nosso café da manhã, vamos para o nosso trabalho, almoçamos, tomamos o nosso café da tarde, terminamos, nossa jornada de trabalho diária, voltamos para os nossos lares, isso quando temos um lar para voltar, nos alimentamos e vamos dormir o sono dos justos, para que no outro dia estejamos aptos a suportar toda essa rotina novamente.

Assim, vivemos por décadas, dormindo e acordando exercendo tarefas que na maioria das vezes repudiamos e não sentimos o menor prazer em realiza-las, mas temos essa obrigação diária. Afinal... De que maneira iremos sobreviver sem o exaustivo trabalho o qual detestamos.

Como poderemos sobreviver sem o salário que permite que tenhamos a oportunidade de saciarmos a nossa fome. Ou você que me lê nesse momento, não acha que é isso o que ocorre, nessa sociedade capitalista?
Centenas de milhares de pessoas, se acotovelando, nos transportes públicos, saindo de casa na grande maioria às quatro da manhã, para poder chegar em tempo no trabalho que se inicia em geral às sete da manhã, sendo que a maioria, reside nas periferías.
Não estou divagando a respeito desse assunto, durante muitos anos também lembro de ter vivido essa realidade de ter que sair de casa na primeira hora do dia, muitas vezes em um dia chuvoso, para pegar condução, totalmente lotada, que me levaria ao centro da cidade para o meu trabalho.
Morando na periferia, tendo o cuidado de colocar um saco plástico, nos pés, para não chegar ao trabalho com os sapatos sujos de barro. Quantas vezes agi dessa maneira e, amarguei o desconforto das filas homéricas nos ponto finais de ônibus da periferia, onde eu morava. Vejam isso é apenas uma constatação de que sei como é a vida da grande maioria da nossa população, tão sofrida e tão lamentavelmente enganada por esse sitema capitalista sórdido e mesquinho.  

O ponto é:

Apesar de por um período mesmo que curto, ter vivido e vivenciando essa cruel realidade jamais desisti da ideia de um dia poder ter o direito há ter uma vida melhor, com mais conforto e que me permitisse, ir e vir com dignidade, diante desse nosso mundo capitalista.
Nunca me senti uma pessoa infeliz, achando que aquela realidade fosse permanente, sempre busquei mais da vida, e sempre respeitando a minha realidade, sabia que seria passageira, para quem vive em uma megalópoles como São Paulo, as oportunidades sempre são e serão infinitas, mesmo que a sua realidade tente te mostrar o contrário.
Mas diferentemente da grande maioria, tive a sorte de ter nascido e sido criado no olho do furacão do desenvolvimento econômico, ou seja, no coração dos Jardins e do bairro Cerqueira Cesar em que até os meus onze anos fui apresentado aos valores capitalistas da sociedade, ou seja, morando muito bem, apesar de não ser rico, mas não pensem que não sofri preconceitos, pelo fato de meu pai ter sido um zelador e claro...Pelo fato de ser negro.

Lembro-me de um certa vez, em que a irmã de um amigo de infancia, começou a namorar um jovem rico que residia em um daqueles palacetes da Av. Paulista  e, fomos convidados por ela, a irmos à casa desse jovem para conhecer, quando recebi a noticia, parado em frente àquele imenso portão, de que eu não poderia entrar. Eu um garoto de digamos oito anos de idade. Pasmem... Eu próprio morava em um desses Palacetes, na Al. Santos, com a diferença de que meu pai era só o zelador.  
Convivi, com pessoas com valores de grandeza e nunca me deixei levar por um pensamento que fosse pequeno. Aprendi a nadar mesmo sendo um patinho feio, entre os patinhos bonitos, isso fez toda a diferença em minha vida.
Tive a oportunidade conhecer os valores de uma sociedade com valores de educação e de respeito e também, consegui entender a vida cruel ou de valores distintos que existem na periferia.,quando para lá tive que me mudar. Mas acreditem, na preriferia é onde se aprende a compartilhar e a ajudar uns aos outros e todo mundo se conhece, tal qual uma cidade pequena do interior.
Considero-me como um vitorioso em relação à vida, nunca deixei de trabalhar, desde os catorze anos, mesmo morando em bairros nobres, enquanto meus amigos de infância, recebiam mesada eu recebia salário. Essa não é só uma pequena parte da minha história de vida, mas uma grande parte da história da grande maioria dos brasileiros. Que desconhecem como funciona o Universo.
O Universo funciona dessa maneira, jamais, a vida irá parar, para que você possa decidir o que fazer... Zona de Conforto existe até para quem não tem um emprego, ou para quem mora mal. Você talvez não acredite, mas muitos dos "desalentados" de que a mídia fala, muitos dos "Nem nem" permanecem as vezes sem ao menos saber em uma zona de conforto em que  nesses casos o próprio Ego, não deixa que se libertem.
Procure adquirir autoconsciência e autocontrole da sua vida, sem a vitimação que o próprioo Ego lhe obriga a ter. Procure ter uma postura com a cabeça sempre erguida, sempre com humildade, mas sem subserviência à ninguém.
Tudo o que pensamos realizamos, portanto jamais pense de uma maneira negativa, é simples assim. Tudo o que existe no Universo é consciência.
Em todas as áreas da vida em que você resolva atuar, você será beneficiado, portanto retire da sua mente o fracasso, ou a frase... “Eu não consigo”. Isso tudo é uma fantasia desse mundo criado pelos homens e pelo sistema vigente, para acorrenta-lo e para aprisiona-lo.  Com correntes que são invisíveis.

Lute contra isso, ou a próxima vítima, fatalmente sempre será você.

Pense nisso...

Manhã chuvosa.

Nelson Sganzerla

       


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Autor: Nelson Sganzerla   
Uma ALMA encarnada no Planeta Terra, que busca a ascensão para a LUZ
E-mail: nelsonsganzerla@terra.com.br
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Atualizado em 11/11/2019



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