A sabedoria da natureza

A sabedoria da natureza Autor Anya Piffer - [email protected]
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As lições vindas da natureza conduzem o submundo terreno a se aflorar para uma nova construção em suas raízes profundas e sensíveis, que facilmente se erguem quando em sua estrutura algo externo se apoiar.

A natureza com suas as plantas, árvores, folhas e flores, são elementos que representam o interior de cada um. Suas raízes são antigas, condensadas e fortes - duras de penetrar, mas vez ou outra essa natureza, num grito de misericórdia, arranca suas raízes, tece seus mais lentos desenlace e joga toda aquela estrutura forte e imponente em sua maestria vertical, para outro canto, sem que suas raízes encostem ao chão.

Quando essa árvore de fortes raízes cai e se iguala a horizontalidade do mar, ganha uma nova visão. Ela visualiza o céu, os pássaros - que pairavam em suas folhas, vislumbra o sol a se por e a nascer, sente a águas deslizarem em suas fortes galhas e suas folhas se encontram nessas águas e se vão sem medo.

Neste instante se processa um grande e belo recomeço. Muitas galhas são perdidas, a imponência se desfaz, sua manutenção depende apenas de si mesma. O processo é singular: de perdas e incertezas. Mas também de ganhos, que é a alegria de visualizar o mundo sob outro ângulo e ver aquilo que não conseguia enxergar na posição vertical. Ganha-se a consciência de que suas raízes estão descoladas da terra fértil, mas a necessidade das raízes cria um atrito entre os dois extremos. Contemplar ou retornar ao solo.

A necessidade de retornar ao solo é consciente, a alimentação da vida depende desta terra. A alimentação do mundo depende das raízes fincadas nesta grande e fértil Terra. Novos tempos ressurgem. Novas folhas se constroem. As pequeninas raízes daquele robusto caule, que antes eram desprezadas, iniciam um processo de reconstrução de uma base. Uma nova célula se forma e muitas outras se reproduzem. A velha árvore, exausta, se entrega a sua própria sorte. Suas galhas não lhe sustentam mais, suas fortes raízes não conseguem se alimentar e suas folhas não se encontram mais consigo – retornaram a sua origem.

Suas grandes galhas servirão para outros fins e, mesmo diante de toda essa metamorfose, o aprendizado se processou para todos que estiveram presentes neste processo de queda, destruição e reconstrução.

A vida refloresce. As pequenas raízes brotam com vigor, pois pertencem a uma fonte de força inesgotável. Suas galhas ganham nova vida, suas folhas florescem na cor da maturidade daquela planta. Seu verde tem um novo tom, mais vívido e remodelado. Sua beleza é ainda mais profunda e exuberante. Sua estrutura se reconstrói muito mais resistente e busca novos caminhos para fincar suas pequeninas raízes laterais.

Desta vez, a natureza será mais generosa, e deixará à sua escolha a forma de processar o enraizamento. Essa árvore aprendeu que não se deve fincar raízes tão profundas e longas para se ter segurança e permanecer inabalável. Desta vez preferiu deixar o enraizamento mais superficial e encontrar com outras raízes de outras árvores, para se ligarem umas as outras e tornarem-se mais fortes e resistentes às novas providências da natureza. Dessa forma criará novos brotos e esses criarão novas raízes em novas terras e a reprodução se processará.

O que era ruim passou a ser bom. Sua face passou se ligar de lugar a lugar. E cada irmã que nascia e crescia se tornavam mais próximas umas das outras. Assim, formaram um novo espaço, com novas folhagens que requereu um recomeço doloroso e demorado, mas em seu final, compensador.

Sabemos que não tem fim, que novos processos a mãe natureza poderá utilizar, quando essas pequenas irmãs estiverem confortáveis em suas estruturas, para que semeiem novamente nesta bela terra aquilo que aprenderam enquanto se formavam e se reconstruíam coletivamente.

Em 14/07/2011

Texto Revisado


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Autor: Anya Piffer   
Escritora, coaching, estudiosa em Psicanálise e canalizadora de mensagens espirituais. email: [email protected]
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Atualizado em 28/03/2020



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