Um salto de consciência

Um salto de consciência Autor Rodrigo Durante - [email protected]
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Os estímulos externos que recebemos podem vir ou não do plano físico mas, certamente, sempre nos chegam como energia, de maneira vibracional.

Como exemplo, um empurrão pode ser percebido fisicamente à curta distância, porém um pensamento emocionalmente carregado e dirigido a nós pode ser captado instantaneamente de qualquer lugar, nos mostrando a relatividade do espaço. Da mesma forma, podemos entrar em um ambiente e captarmos sensações de situações anteriores que ocorreram ali, tal como de antigas emoções que ficaram impregnadas naquele local. Isso, por sua vez, nos mostra a relatividade do tempo. Tempo e espaço tem manifestações diferentes a partir da dimensão da qual os observamos. Por exemplo, no plano material, existe a distância física que pode ser medida visualmente e as horas, minutos e segundos que organizam o nosso dia, nos dando uma impressão relativa de que sabemos onde estamos ao observá-los passar por nós. Assim, onde (e quando) quer que estejamos, muitos dos pensamentos e sensações que acreditamos ser de nossa autoria são somente captações ou descargas acontecendo, estando de alguma forma naquela situação sendo percebidas por nosso aparelho sensorial multidimensional. Em outras palavras, muitos pensamentos e sensações que temos e acreditamos serem nossos, ou foram nossa criação de outros tempos e lugares, ou estamos captando criações de outras pessoas que de alguma forma ressoam conosco.

É assim que, sem perceber, concordamos em trazer para a nossa vida realidades desequilibradas que não precisaríamos vivenciar, se ao menos estivéssemos mais presentes no aqui-agora e conscientes do nosso mundo interior. Conhecer a nós mesmos, no entanto, requer coragem, abertura e introspecção, virtudes facilmente esquecidas em meio a tantas fugas e distrações. Um medo que captamos de um ambiente ou de alguém imediatamente é utilizado por nós para criarmos futuros perigosos e realidades medrosas em nossa imaginação. Uma tristeza pode ser usada para dizermos o quanto as coisas são difíceis ou a vida é ruim. Uma vibração de vitimismo, que tanto utilizamos para acusar os outros por nossas dificuldades e frustrações. É desta maneira que nossos pontos de vista no momento presente são, em sua maioria, frutos de outros tempos ou lugares por onde estivemos.

Assim, acreditando nas dores e prazeres da vida emocional intelectualizada, nós fechamos as portas para nossa multidimensionalidade e inventamos falsos prêmios na dimensão material/emocional/mental que, quando conquistados, nos premitem criarmos emocionalmente sensações que tentam imitar a perfeição do ser, seja em sua paz interior, seu amor incondicional, sua plenitude ou seu bem-estar. Tudo isso no entanto impermanente, oscilando sofridamente no vai e vem das polaridades e dualidade emocional.

Encontrar nosso Eu Superior e mantermos esta consciência é questão de prática e determinação, mas principalmente de um desejo tão grande deste reencontro que abrimos mão da vida baseada em emoções e reações para trazermos ao físico a consciência do ser. No fundo, mesmo na vida material/emocional/mental que conhecemos hoje, tudo o que todos nós buscamos é este reencontro com nós mesmos, movidos pelo desconforto que o vazio da inconsciência nos promove. Ao trazermos nossa atenção ao nosso Coração e permitirmos que nossa mente se entregue a Ele, aos poucos o Divino em nós se revela, o silêncio apazigua nossas angústias e, mesmo sem a intelectualização do que está acontecendo, algo em nós nos diz que este é o caminho, que esta paz e preenchimento é o que somos e estão disponíveis para nós. Assim, a apenas um movimento de distância - ou sem distância alguma - o ser, em seu eterno aqui e agora, nos espera!

Em Paz,
Rodrigo Durante.



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Autor: Rodrigo Durante   
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Atualizado em 06/06/2020



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