Simplifique-se!

Simplifique-se! Autor Rodrigo Durante - [email protected]
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Qualquer que seja a condição externa que tenhamos colocado como essencial para nossa felicidade e realização, é pura ilusão. Através do nosso intelecto, criamos regras para funcionar na vida, justificando crenças com as emoções que elas disparam em nosso corpo e acreditando nelas como a "verdade". No entanto, passado o turbilhão de sensações que alguma reação emocional nos desperta, percebemos que tudo o que podemos encontrar fora de nós são apenas justificativas para nós mesmos produzirmos uma sensação ou outra.

Explicando de maneira mais simples, nós criamos uma necessidade que verdadeiramente não existe, para quando a conquistarmos nos permitirmos liberar quimicamente em nosso corpo uma sensação de alegria e realização. Colocamos nosso sistema nervoso e endócrino para funcionarem baseados no personagem que acreditamos que somos, com todos seus sistemas de crença e não no ser, nossa parte já realizada, a fonte da compaixão, alegria, segurança, plenitude, paz e verdadeiro bem estar em nós.

A maneira que temos funcionado é tão complicada e distorcida da verdade de quem somos que para permanecermos assim precisamos de constantes atualizações, nos programando com mais informações e criando mais necessidades para estarmos bem, para nos equilibramos, nos sentirmos seguros ou sentir que a vida vale a pena.
Assim, enquanto crescemos em detalhes e tecnologia, regredimos em consciência e praticidade, precisando de cada vez mais esforço para sentir aquilo que em verdade não requer esforço algum, a paz.

As complicações que colocamos como condições para estarmos bem foram tão "bem" pensadas que criamos também mecanismos de segurança para não sairmos delas, nos amarrando em crenças limitantes e aprisionantes neste sistema. Sentimos medos inexplicáveis, vazios, propensões e impulsos que nos conduzem automaticamente a um caminho ou outro, uma solução ou outra, mas deixando-nos andando em eternos círculos sem sairmos do lugar. Mudam-se os cenários e as circunstâncias, mas são sempre os mesmos sofrimentos e anseios os ingredientes de nossa eterna insatisfação.

Conscientes ou agindo em total inconsciência deles, o sofrimento e o medo do sofrimento que sentimos em nosso corpo às vezes são tão grandes que muitas vezes não conseguimos nos desidentificar deles ou parar para mudar o padrão, mas apenas sucumbimos aos seus apelos desesperados por alivio imediato, que sempre nos manterão presos nestas condições.

Enquanto agindo ou reagindo motivados por estas crenças e emoções, estamos identificados com o ego/intelecto. Porém, ao pararmos e apenas observarmos a sensação emocional que foi disparada em nós, instantaneamente nos colocamos no observador e, por mais que ainda sintamos a dor e sofrimento da emoção que tenta nos controlar, já não estamos mais presos a ela, interrompendo assim o ciclo de sofrimento e sacrificada busca exterior por satisfação.

Para cada condição exterior que damos importância como regra para nossa realização e bem-estar, ainda que momentâneos, podem ser disparadas emoções desagradáveis quando lidamos com tal assunto, quando passamos por algum acontecimento, lembramos de algo ou ouvimos algo de alguém relacionado a isso. Assim, o exercício da atenção plena ao que sentimos é importante, sabendo que somos o observador, não aquilo que observamos.

Aos poucos, a cada sofrimento e exigências que afloram, ao não nos sucumbirmos a elas nos reafirmamos como aquele que apenas observa e vamos nos desidentificando da necessidade de satisfação exterior para estarmos bem. Da mesma forma, nos observando, também passamos a reconhecer que a compaixão, a alegria, a segurança, a plenitude e a paz sempre estiveram dentro de nós e que nunca dependeram da nada externo para existir.

Simplificar a nossa vida significa primeiramente abrir mão das complicações que acreditamos serem necessárias para nossa felicidade e bem-estar, enquanto atentos ao mecanismo de busca exterior, pois buscar pouco ou muito é a mesma coisa, nos mantemos condicionados e em sofrimento da mesma forma. Já ao encontrarmos dentro de nós a Fonte de tudo o que é bom, nossa busca e sofrimento se encerram, pois nos reencontramos com nosso ser.

Em Paz,
Rodrigo Durante

Texto Revisado
 


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Sobre o Autor: Rodrigo Durante   
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Atualizado em 15/07/2020



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