Alimento para a Alma

Alimento para a Alma
Autor João Carvalho Neto - [email protected]
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Os hábitos de vida saudável sempre primam por uma boa alimentação, equilibrada, rica em fibras. Hoje se fala muito em alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos, diminuição do consumo de açúcar e carboidratos, ingestão de frutas e muita água. Claro que tudo isso contribui significativamente para o bem-estar físico do ser humano, contudo, este ser humano é mais que biológico, ele é psicológico e espiritual também.

Na verdade, se formos observar o caminho de constituição dos organismos, veremos que os modelos que criam e sustentam essas formas e seu funcionamento procedem de dimensões transpessoais, da força inteligente que emana quanticamente através do espirito, do psiquismo, até a realidade física.

E aí cabe perguntar: Como estamos alimentando nossa alma e nossa psiquê?

Uma das questões mais presentes na sociedade moderna é o estresse por diversas causas, mas, principalmente, pela demanda do trabalho que nos ocupa e nos preocupa a maior parte do tempo, porque queremos manter um padrão socioeconômico custoso demais para nossa saúde, nem sempre trazendo felicidade. Esse estresse é justamente o oposto do alimento da alma, como se ele sugasse nossas energias anímicas sem que conseguíssemos repô-las com o alimento adequado. Do ponto de vista biológico, o estresse libera neurotransmissores que excitam e desgastam nosso organismo, se opondo à ação dos outros ligados à sensação do relaxamento e prazer, que acalmam, curam e revigoram.

Nosso ser necessita de doses de prazer, um prazer que quase sempre nos falta nas rotinas que se apresentam tentadoras, quando buscamos vivências que fazem parte da moda ou dos discursos dos grupos por onde transitamos, mas que não têm significados de satisfação profunda em nós mesmos.

O alimento da alma é tudo aquilo que te dá uma real sensação de prazer, que transita pelas sensações físicas, mas também transcende para sublimações psíquicas e espirituais.

Nascemos para a felicidade e ela se apresenta em nossas vidas em variados níveis, compatíveis com nossa maturidade. Quando não encontramos as formas de prazer que nos tragam felicidade, nossos corpos não se recuperam, se cansam, se desgastam e adoecem.

Quando Freud posicionou a vida sob a influência de dois princípios básicos, de prazer e de realidade, nos leva, de alguma forma, à dicotomia entre satisfação e sofrimento. O prazer que traz vida e o sofrimento que leva à falta. O prazer que vem acompanhado de relaxamento e o sofrimento que cria estresse.

Não é por acaso que vivemos tempos de tantas doenças físicas e psicológicas. Nosso estilo de vida tornou-se muito esvaziado do verdadeiro prazer e repleto de tensões, criando uma sociedade enferma.

O transtorno depressivo é a marca principal dessa condição que nos assola. E a medicalização, ainda que muitas vezes necessária, nos faz cegos e insensíveis para identificar o que precisa ser transformado. Queremos algum remédio que nos traga de volta à condição de peças do sistema, acreditando que isso é o melhor, sem perceber que é isso que está nos matando.

Alimente sua alma, leia bons livros, veja bons filmes, se divirta com as pessoas que você ama. Medite e se reconecte com o divino que habita em você, passeie na natureza, faça escolhas melhores para sua vida. Busque aquilo que realmente vai lhe fazer mais feliz e sua alma, que organiza e sustenta seu corpo, estará alimentada e em paz.

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Conteúdo desenvolvido por: João Carvalho Neto   
Psicanalista, Psicopedagogo, Terapeuta Floral, Terapeuta Regressivo, Astrólogo, Mestre em Psicanálise, autor da tese “Fatores que influenciam a aprendizagem antes da concepção”, autor da tese “Estruturação palingenésica das neuroses”, do Modelo Teórico para Psicanálise Transpessoal, dos livros “Psicanálise da alma” e “Casos de um divã transpessoal"
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