Era uma vez um rapaz rebelde e dependente químico

Era uma vez um rapaz rebelde e dependente químico Autor Íris Regina Fernandes Poffo - [email protected]
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Ele era um rapaz rebelde, cheio de sonhos e projetos de vida. Envolveu-se com as drogas por influência das más companhias, que considerava verdadeiros amigos. Mas, também porque era influenciável, tinha baixa autoestima, personalidade fraca, muito mimado pelos presentes dos pais ausentes.

Tudo começou por curiosidade, por querer experimentar algo novo e desafiador, imitar seus amigos. Isso era importante para continuar no grupo de amigos, que eram mais compreensivos e mais próximos que sua família de sangue.

Então, quando percebeu, já era um rapaz viciado. Da maconha passou ao craque. Sua vida virou uma droga, da luz para as sombras. Deixou seu lar, pois, tornou-se uma pessoa insuportável na família. Deixou estudos, esporte, tudo de bom e saudável que fazia. Foi morar na Cracolândia, onde virou um trapo de gente, ficou irreconhecível, transformou-se em um zumbi ambulante. Somente seu mentor espiritual continuava ao seu lado, incentivando-o às preces que aprendeu com a avó, quando pequeno, intuindo-o a mudar de vida.

Certo dia, despertou disposto a abandonar os vícios e foi à casa dos pais, pedir perdão e ajuda para fazer tratamento em alguma clínica. Emocionados, os pais abraçaram o filho, e a energia do amor superou todas as dores e as mágoas vividas, perdoando as ofensas. Final feliz!

Maravilhoso seria se fosse assim! Os pais não abraçaram o rapaz, nem o convidaram para entrar, tomar banho e fazer uma refeição. Estavam aprisionados às mágoas passadas, traumatizados pelos momentos terríveis que vivenciaram, quando o filho agia com violência toda vez que era contrariado, e recordavam os maus momentos quando ele furtava inúmeros bens da família para vender e sustentar seu vício. Eles o mandaram embora para não mais voltar, depois de terem dito tudo o que ficara engasgado nestes anos todos. Tiveram medo, e não compaixão.

O jovem ficou frustrado, arrependido, desnorteado. Não quis ouvir a voz carinhosa do amigo espiritual, pedindo-lhe paciência, e aconselhando-o a reconquistar a confiança dos pais, e a procurar um amigo de infância. Deixando-se levar pelo desespero, ele tomou uma dose fatal.

Despertou no umbral, onde entendeu que fora uma marionete de espíritos infelizes, envolvidos com o tráfego das drogas. Depois de tempos, tendo que servir como influenciador de outros jovens, para continuar alimentando seus vícios, pelo assédio obsessivo, cansou de tudo isso. Foi considerado um servo inútil. Mas, não para seu mentor, que mesmo de longe, continuava a vibrar pelo seu melhoramento.

Abraçando o rapaz arrependido, o levou até um trabalho de assistência espiritual, em uma Casa Espírita, onde foi recebido, sem preconceitos, e com muito carinho, na sessão de esclarecimento, ou atendimento fraterno, pelos médiuns. Sentindo-se amparado e acolhido, foi encaminhado ao Posto de Socorro Espiritual, recebendo os primeiros auxílios (banho, roupas novas, corte do cabelo, da barba e das unhas, água e alimento a base de frutas e vegetais), e de lá seguiu para uma Colônia Espiritual de regeneração de dependentes químicos.

No tempo certo, dependendo do seu esforço e dedicação, poderá ficar no plano espiritual auxiliando a outros jovens, e reencarnará, de volta ao plano terrestre, com intuito de recomeçar uma nova vida, e não repetir os mesmos erros.

Íris Fernandes Poffo – espiritualista, bióloga, e terapeuta holística.  – SP 09.08.2020

Obs. Estes relatos foram elaborados com base em trabalho de assistência espiritual que participo, há mais de 20 anos, em uma Casa Espírita, como médium.


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Sobre o Autor: Íris Regina Fernandes Poffo   
Bióloga, espiritualista, terapeuta holística e escritora.
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Atualizado em 09/08/2020



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