Pare de sentir pena de si mesmo

Pare de sentir pena de si mesmo
Autor Ana Carolina Reis - crystalbungalow@gmail.com
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Esse texto, assim como a maioria dos meus escritos, é muito autobiográfico, então, se alguém se identifica com a leitura, não leve para o lado pessoal! (Não costumo dar recados a ninguém, pelo contrário, é minha própria consciência divina me inspirando a um novo olhar/pensamento/ação no mundo).
Dada a explicação prévia, eis-me aqui para desvelar este aprendizado.
O que nos leva a sentir pena de si mesmo?
Um sentimento de "pobrezinho de mim", "eu não deveria ter passado por isso", "isso está errado, é injusto"...
Esse tipo de sentimento e pensamento encobre, além de feridas emocionais, mágoas, ressentimentos, sentimentos de reparação e vingança (como se poderia ter sido diferente e não foi), uma sensação de fracasso, e por aí vai...
Cada um lida com a sua dor como pode, aguenta e com os recursos disponíveis na época, seja por aquisição pessoal (pelo seu próprio desenvolvimento na vida) ou apreendido pelos pais ou cultura.
Enfim, cada um faz o que pode e quanto a isso não há julgamentos ou condenações.
Mas, o que nos leva a ficar às vezes anos a fio com esse "ranço"...? Será uma espécie de teimosia, de rebeldia, de "ah, se for assim eu não quero!"?
É tão estranho, e por vezes até engraçado, quando nos distanciamos desses padrões e olhamos "de fora" para eles, pois geralmente de forma racional não fazem sentido algum!
Porém, a dor não pode ser racionalizada, não adianta. Então, o que nos resta é acolher essas feridas e tratá-las. Como? Da forma como a pessoa acredita que seja o melhor para o seu processo, não existe receita de bolo.
Nem sempre fazer uma terapia resolve se a pessoa não tem uma verdadeira e profunda vontade de se transformar. Pelo contrário, pode até mascarar um falso sentimento de "olha como estou buscando ajuda", quando na verdade por dentro não há um engajamento real.
De que forma posso avaliar isso? Apenas sendo honesto consigo mesmo.
Há aquela trecho da música do Renato Russo que sempre me chamou a atenção que diz que "mentir para si mesmo é sempre a pior mentira"...
Todos nós temos nossos pontos fracos, áreas/zonas de dor, vulnerabilidades (mesmo aquela pessoa que você acha "perfeita" ou o "máximo" nas redes sociais!). Todo mundo é humano, todo ser tem suas feridas e imperfeições. Como acolhê-las? Cada um tem seu próprio tempo e seu processo.
Sejam mestres de si mesmo. Escute seu coração, sua alma te inspirando o melhor caminho para sua cura.
E, ao mesmo tempo, pare de sentir pena de si mesmo. Compaixão seria um melhor remédio. A compaixão nos move à ação, a uma resolução.
A pena nos paralisa, nos deixa inertes, sem poder fazer nada, como se fôssemos indefesos.
Pode ser que em algum momento da nossa vida, quando bebês ou crianças, realmente fomos assim, indefesos.
Mas, hoje, adultos que somos, já podemos nos defender. Já podemos dar limites, aos outros e a nós mesmos. E já somos grandes o suficiente para cuidar de nós mesmos (ou pelo menos ter vontade de aprender a fazer isso).
Para terminar, segue outro trecho do Renato: "você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo... são crianças, como você, o que você vai ser quando você crescer?" (...) Seguindo o embalo da canção: 
"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há"...
Não há mesmo, só há o hoje, o aqui agora.
Cuide de si mesmo, ame-se, distribua seu amor e seja feliz!
Ana 
 
@aurorapachamama
www.espacopachamama.com

Texto Revisado


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Autor: Ana Carolina Reis    
Responsável pelo Espaço Aurora Pachamama. Graduada em Psicologia, pela UFCSPA. Especializanda, pelo CEFI. Terapeuta de Práticas Integrativas (CRTH-BR 6400 ABRATH). Mestre em Seichim e Reiki (Diversos Sistemas). Cristaloterapeuta pela "The Crystal Academy of Advanced Healing Arts". Autora dos livros: "Xô, depressão!" e "A Sabedoria dos Cristais".
E-mail: crystalbungalow@gmail.com | Mais artigos.