Meu amado cão morreu, mas ele não era meu, era emprestado!

Meu amado cão morreu, mas ele não era meu, era emprestado!
Autor Íris Regina Fernandes Poffo - irisp@uol.com.br
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Uma amiga querida estava enlutada, pela passagem seu amado companheiro de quatro patas, depois de sete anos de intensa convivência.

Ele chegou em um momento especial nesse lar. Foi quando ela começou a perder a visão. Parecia que ele sabia o que estava acontecendo. Os sentimentos de tristeza, angústia, revolta que afloravam. Ele foi seus olhos, seu confidente, seu melhor amigo. Ele a tirou da depressão mostrando que nem tudo estava perdido. Ofereceu carinho e alegria! E caminharam juntos muitas, muitas vezes.

Então, recentemente, ele adoeceu gravemente. Teve AVC e anemia? Talvez tenha sido a doença do carrapato? O que sabemos é que todos os esforços com exames e medicamentos para salvá-lo foram em vão. O coração parou de bater.

A tutora, que vinha passando por momentos difíceis nestes últimos meses, devido à pandemia, e a conflitos familiares, ficou extremamente abalada, como era de se esperar. Junto com ele, foi uma parte dela. A vida ficou ainda mais vazia e sem graça! Muitos choros e insônias.

Dizia que precisava se apegar a algo! Outro cão da mesma raça e da mesma cor? Tão cedo não! A casa tem outros cães e têm gatos também. Mas, este tinha uma personalidade especial! Ele era mais que um cão, era um amigão do peito! Durante nossa primeira conversa fraterna, pelo telefone, no dia seguinte, pude perceber que o cachorro amado estava ao lado dela, por meio da clarividência. Após alguns exercícios de respiração, ela pode se acalmar e sentir que ele estava lá, perispiritualmente. Isso a deixou um pouco confortada.

Na segunda conversa, dois dias depois, a tristeza e revolta dominavam. Dizia que não aceitava que Deus havia tirado seu amigo da vida dela. Não aceitava, que justo ele tivesse sido levado. Ele era muito importante.

Mas, além do luto, houve um desentendimento familiar nesses dias. Autoestima estava baixa, muito baixa. Sentia-se só e mal amada.
E ele não estava por perto para consolá-la.
Acolhemos com carinho sua dor! Fizemos juntas exercícios de respiração, de limpeza energética e de automassagem.
Ela foi se acalmando,pouco a pouco, e pudemos sentir novamente a presença dele ao seu lado.
Mas, desta vez, ele estava diferente, disse ela. Seu pelo marrom, caramelo, brilhava como o sol dourado. Sorria, abanava o rabo, fazia carinho nela com o focinho.

Pedi a ela que dissesse o quanto o amava, que era grata por toda ajuda que ele lhe deu nestes anos todos. E, que se despedisse como gostaria, pois ele faleceu de madrugada, enquanto dormiam. E assim, fez, aproveitando este feliz reencontro.

Foi então que ela percebeu, que o lindo cão não estava sozinho. Havia por perto, um moço bonito, vestindo roupas claras, brancas. Eles conversaram telepaticamente, enquanto oferecíamos sustentação.

Na sequência, ela me contou, com tom de voz mais leve, agora chorando de emoção boa, que havia entendido que seu amigo de quatro patas, não era dela, não lhe pertencia. Fora emprestado pelos seres de luz, por este moço, especificamente, para que lhe ajudasse a superar aquela fase tão difícil, da perda da visão dos olhos físicos.

Minha amiga se despediu do amado amigo irmão de quatro patas, e do moço iluminado, e se sentiu mais tranquila.

Observações:

A falta da despedida, a frustração ao deparar-se com a morte inesperada (pois havia esperança da recuperação), a baixa autoestima, o fato de vivenciar conflitos familiares, entre outros motivos, contribuíram para deixar a amiga muito infeliz e deprimida. O nervoso, a raiva, as emoções mais densas, dificultavam a percepção extrassensorial que existe ao nosso redor. Acredite ou não, ela existe.

Ao se acalmar, apaziguando o coração, as nuvens cinzentas se dissiparam e ela pode ver com os olhos extra físicos, o que os olhos físicos não podem ver. Aquele reencontro foi essencial para ajudar a aceitação e a ressignificação, melhorar a fé, com discernimento, e fortalecer a auto estima.

Este caso é real e ocorreu no final de novembro de 2020.

Desejamos que os relatos observados pela clarividência, deste trabalho de assistência às pessoas enlutadas pela passagem dos amigos irmãos de 4 patas, possam ajudar a outras pessoas que se encontram na mesma situação, revelando que, primeiramente, que quem morre é o corpo físico, não o ser que amamos. Em segundo lugar, que os animais também são amparados pela espiritualidade. E, em terceiro lugar, que eles não nos pertencem, mas sim ao universo. Gratidão imensa aos seres de luz que nos cercam, e que se dedicam, com infinita paciência, a nos conduzir pelo bom caminho, e amparar aos nossos irmãos amigos de quatro patas, na vida física, e na vida espiritual.

Íris R. Fernandes Poffo e amigos do Sol maior – SP, SP, 02.12.2020

Texto revisado

 


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Sobre o Autor: Íris Regina Fernandes Poffo   
Bióloga, espiritualista, terapeuta holística e escritora.
E-mail: irisp@uol.com.br
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