Episódios curiosos e a emocionante vida de Joaninha das Almas

Episódios curiosos e a emocionante vida de Joaninha das Almas
Autor Wilson Francisco - wilson153@gmail.com
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Nancy, do Sintonia, já protagonizou outros fatos curiosos de percepção extrassensorial. E hoje, sintonizada com um apelo feito pela Vânia, sentiu toda energia que estava prejudicando a filha dela.
Interrompeu o que estava escrevendo pra mim e foi na cozinha. Ao voltar viu "escrito" no celular o nome Jurema. Ela me confessa que não escreveu esse nome. E nem conhece, ela estava escrevendo sobre a necessidade de convocar os preto-velhos para aquele caso.

Pesquisei e encontrei a linda história da cabocla Jurema cujo perfil de mulher e guerreira é semelhante ao perfil da Nancy.

Em vida, a menina foi deixada pela mãe junto a uma árvore, denominada Jurema, daí veio o seu nome. E foi adotada por Tupinambá. Após a morte se transformou numa Guardiã muito caridosa e sábia. Cabocla Jurema!

Estava ali presente, junto da Nancy, se identificando e apoiando o processo, com uma demonstração concreta, ao escrever seu nome no celular da sensitiva.

Meire Almeida, reikiana, me convocou para apoio em aplicação complicada que fazia de Reiki para um amigo. Além das dificuldades, algo inusitado ocorreu. Ela ouviu alguém dizer: Joaninha. Estava sozinha e não se considera médium.

Pesquisei. Esclareci e informei sobre a história do Espírito Erê Joaninha das Almas. Ela estava ali, pra dar o apoio necessário, e se identificou "falando" seu nome.

Como se vê os Anjos do Bem atuam em sua vida falando ou escrevendo. Observe, ouça. Deus sonda sus alma.

Veja a história de Joaninha das Almas!

Tinha 12 anos e vivia nas senzalas com os pais. Açoitados, eles foram para Aruanda, deixando o corpo físico.

Depois disso, ela assumiu uma missão, por conta própria. Iria libertar crianças.

Encontrou uma gruta, sentiu que ali seria o seu esconderijo. E dia após dia, às escondidas, na calada da noite, a negrinha franzina e corajosa, levava meninos e meninas para a gruta.
Durante o dia abastecia a gruta com alimentos e panos de dormir.

Os coronéis e jagunços não entendiam o que estava acontecendo. Redobraram a vigilância. Sem êxito.

Um dia Joaninha vai numa fazenda para tirar uma menina. E para seu espanto, veio junto dela uma menina branca. Uma sinhá. Pede pra ser levada, não suporta mais ver as atrocidades realizadas na fazenda dos seus pais.
Quer fugir daquele inferno.

Joaninha pede licença e se retira, pra pensar e decidir. Sozinha, caminha na noite escura meditando. Seu coração aceitava. Pensava, no entanto, no futuro da sinhazinha, longe dos pais, e no que enfrentaria com sua fragilidade. As crianças negras tinham mais resistência.

De repente, surge um clarão na selva e ela vê uma linda mulher, que se identifica: sou Mãe Oxum, cuido de você por amor e ordem do Pai Oxalá!

A luz se desfaz e Mãe Oxum se despede e desaparece. Após a visão, ela decide!
Volta para a fazenda e pega pela mão a sinhá e a outra, levando-as para a gruta.
No caminho, põe a sinhá no colo, tamanha era a fragilidade da menina branca.

Dias depois foi visitar seu avô Rei Congo e ele, com carinho, quis saber de suas andanças e dos sumiços de crianças.
Sua intuição indicava que a neta estava envolvida.
Ela confidencia ao querido Avô o que ele já pressentia com as crianças sumidas. Rei Congo deu apoio, emocionado.
Ao retornar para a gruta, Joaninha se surpreende com o estado físico da sinhazinha.
Pediu água para seu avô. A respiração já quase não era percebida, sua pele estava pálida em demasia, seus olhos lacrimejavam, a febre aumentara.    

Encontraram uma pequena cabana onde a menina foi colocada em uma cama improvisada. Ao seu entorno estavam Rei Congo, a sua filha Maria Conga, e o casal Amadeu e Rosa que falavam sobre a gravidade da doença da sinhazinha, e diziam que era uma tuberculose passada, que se agravou muito durante os dias, e muito pouco poderiam fazer para salvarem a vida da menina.    

Joaninha ao ouvir isso sai correndo em lágrimas para a gruta, chegando lá se joga de joelhos em oração. E sua fé grandiosa traz até ela a imagem da mulher negra de antes que lhe afaga a cabeça e lhe diz:

"Minha amada, é chegada a hora de caminhar junto a mim. Porém, sua escolha vai ser respeitada. Tu podes salvar a vida da pequena menina branca, ou deixá-la partir. Sua fé e seu carinho, juntamente com sua caridade vai ser o ponto de sua luz espiritual. A ti foi entregue o caminhar dessa menina, a sinhá".    

Assim que Joaninha ouviu essas palavras retornou à cabana, onde estava a sinhazinha.

Se ajoelhou junto à menina sobre os olhares de todos, ergueu suas mãos e colocou-as espalmadas sobre ela, cerrou seus olhos e clamou a Zambi pela vida da pequena.

Um silêncio grandioso reinou no pequeno aposento. Uma luz azulada saia das mãos da menina negra, introduzindo-se pelos poros da menina sinhá.    

O velho Congo observa a imagem de Mãe Oxum, como uma serena mulher negra, ao lado da menina Joaninha. Ele sente um aperto em seu peito, uma angústia sem fim.

Sua experiência de vida e de espiritualidade lhe mostra, agora, o que vai acontecer com sua neta.

Ele chora em silêncio. A pequena Joaninha continua a energizar a sinhazinha, que começa a recuperar as forças, como por encanto.

Seus olhos se abrem, mostrando um brilho lindo e azulado. Sua pele vai perdendo pouco a pouco a palidez. Sua respiração vai se tornando normal.

No mesmo instante, o estado da pequena Joaninha se torna mais pesado, pálida, respiração broqueada. A menina cai ao chão, seu avô a pega nos braços, e ela com a voz, quase inaudível, pede que a leve para a gruta, quer que o casal Amadeu e Rosa prometam cuidar da menina sinhá, para sempre.

O apelo foi aceito por eles, com a voz embargada e os olhos repletos de lágrimas.
Após isso ela é levada para a gruta conforme seu pedido, e lá é colocada no solo e a cabeça recostada no colo de seu avô que lhe acaricia com muita ternura, tentando conter as lágrimas.
Joaninha abre os olhos com dificuldade, pede ao avô para junto dela fazer uma velha oração tradicional no Quilombo, e assim os dois começam a prece aos Orixás.    
A voz da menina está muito fraca, quase não consegue pronunciar as palavras de fé e de luz da velha oração. O velho avô não suportando tanto sofrimento da perda que está próxima, chora copiosamente em meio às frases da linda prece.

Ele não vê, mas ao seu lado se encontra a linda Mãe Oxum, em forma de uma bela mulher negra. Ela estende os braços e, com muito carinho, dá a mão ao Espírito da pequena Joaninha. Ela acabava de deixar o corpo.    

Seu velho avô ao sentir o último suspiro da pequena, chora com muita dor e extrema tristeza, lamentando aquele momento de separação. Deitado sobre o corpo inerte da menina, ele não repara a imagem de Mãe Oxum juntamente a de Joaninha, e quando dá por si sente um toque amoroso em sua face secando-lhe as lágrimas.
O toque vinha das mãos da menina, que com um sorriso largo, olha o velho negro e diz:
"Amado avô, estou pronta para caminhar junto à minha Mãe Oxum. Não chores, pois logo estaremos juntos novamente. Hoje terminei minha missão nessa amada Terra, como encarnada, porém, logo estarei como luz de Deus para auxiliar todos os necessitados de amor e paz. Agora só desejo sua bênção para eu partir".   O negro velho a abençoa.

E assim, Joaninha das Almas, irradiada por Mãe Oxum, foi abençoada e virou uma linda Entidade de Umbanda.

Hoje ela trabalha em Terreiros como Erê, linha das Ibeijadas, e faz o bem a todos os irmãos que nela buscam auxílio para caminhar dentro da luz de Deus.
Salve as Ibeijadas! Salve Joaninha das Almas! Oni, Ibeijada!
Carlos de Ogum

Texto Revisado



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Autor: Wilson Francisco   
Terapeuta Holístico. Desenvolve processo que faz a Leitura da Alma; Toque Quântico para dar qualidade à circulação e aos campos vibracionais; Purificação do Tronco Familiar e Cura de Antepassados para Resgatar, Atualizar e Realizar o Ser Divino que há em você. Agendar pelo WhatsApp 011 - 959224182 ou pelo email wilson153@gmail.com
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