Lições que se aprende, rodando carrinho na sala!

Lições que se aprende, rodando carrinho na sala!
Autor Wilson Francisco - wilson153@gmail.com
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A cena é singela. Um rapaz de 23 anos datilografa textos em sua máquina de escrever Remington.
 
Ao lado dele um menino de 5 anos, muito lindo e esperto, gira seu caminhão de plástico pra lá e pra cá. Estranho! De quando em quando, ele pega o brinquedo e vai até bem perto do rapaz e volta.
 
O menino é meu sobrinho, e o rapaz sou eu, seu tio Wilson Francisco. Nessa época, eu escrevia em vários jornais espíritas, Folha, Jornal Espirita, Mundo Espírita, Correio Fraterno e outros.
Escrevia e depois datilografava os artigos.
 
Dia desses, meu sobrinho me fez uma confidência que me levou às lágrimas. Chorei mesmo! Ele também.
 
"Sabe, tio, eu me lembro com muita clareza daquela época. Eu ficava por ali entre a sala e seu quarto, brincando sozinho. Havia algo que me puxava lá pra perto do senhor. E o senhor tinha um hábito interessante e bom pra minha curiosidade. O Senhor batia no teclado e falava ao mesmo tempo. Depois tirava o papel da máquina e lia de novo, em voz alta.
 
Então, eu ouvia tudo duas vezes, enquanto rodava meu carrinho no assoalho da casa do vô.
E guardei, tio, cada palavra, em meu cérebro e coração.
 
Cresci, fiquei lá na casa de vocês até os 13 anos. Recebi muito amor do vô Sebastião e da vó Amélia.
Nossa! Como eles me amavam. Dá uma coisa gostosa aqui no peito, ao lembrar o carinho deles comigo.
 
Agora, suas palavras, o que você escrevia e falava naquelas páginas, foi sempre o meu roteiro, o senhor traçou a trajetória da minha vida. Desde lá até agora, que estou casado com filha de 20 anos, eu sigo com fidelidade suas palavras.
 
Eu não sei pra quem o senhor escrevia. Eu só sei é que, enquanto rodava meus carrinhos pelo piso, eu aprendi o que é a vida e como viver.
 
Hoje tenho minha família. Sou um homem realizado. Feliz. Devo isso ao senhor. Talvez nem imaginava isso, né? O senhor não sabia. De quando em quando olhava pra mim, falava algo, brincava e seguia na sua missão.
 
Missão, sim, meu tio!
Acho que foi Deus que fez a gente ficar juntos ali.
 
Nenhuma palavra pode expressar o quanto devo ao senhor. Uma sensação gigante sai do meu peito e vai direta pro seu coração. Deus o abençoe.
 
O senhor falou, indicou as atitudes e decisões que eu devia tomar. Eu segui tudo direitinho, viu? E hoje estou aqui pra fazer essa confissão. De Amor e Gratidão. Sou um homem de Bem, devo isso ao senhor, meu tio Wilson".
 
Fiquei feliz com esse episódio. Contei para algumas pessoas. Eu precisava liberar a emoção. Dona Tereza, minha amiga que mora na Espanha, ao receber minha mensagem, escreveu pra mim:
 
"Que bom que ele falou tudo isso para o Sr. Sinto-me então encorajada para dizer que a mesma coisa acontecia comigo, quando traduzia para o espanhol aqueles seus artigos no STUM.
Estarei eternamente grata, por tudo o que o Sr. representou naquela época e representa agora em minha maneira de enfrentar as dificuldades da vida. Meu coração está agradecido!"
 
Nada mais posso dizer, né? Tenho imensa Gratidão por Deus ter dado a mim esse dom e a vocês todos o dom de ler o que escrevo, com muito Amor.
 
E pra não perder o hábito, deixo um alerta: vocês viram o que uma criança pode aprender, rodando um carrinho na sua sala?
 
Preste atenção! Crianças e adultos ouvem e copiam você!
 
Texto Revisado


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Conteúdo desenvolvido por: Wilson Francisco   
Terapeuta Holístico. Desenvolve processo que faz a Leitura da Alma; Toque Quântico para dar qualidade à circulação e aos campos vibracionais; Purificação do Tronco Familiar e Cura de Antepassados para Resgatar, Atualizar e Realizar o Ser Divino que há em você. Agendar pelo WhatsApp 011 - 959224182 ou pelo email wilson153@gmail.com
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