Alerta Vermelho para a Humanidade

Alerta Vermelho para a Humanidade
Autor Flávio Bastos - flavio01bastos@gmail.com
Facebook   E-mail   Whatsapp


"Todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem, e o ar compartilha o seu espírito com toda a vida que sustenta".
Cacique Seattle


A teoria Gaia foi formulada em 1960, pelo britânico James Lovelock, um pesquisador independente e ambientalista, com a colaboração de Lyn Margulis. A teoria tenta explicar o comportamento sistêmico do planeta Terra. Gaia, na mitologia grega, é a deusa que personifica a Terra, mãe de todas as criaturas vivas. Na opinião de alguns cientistas, a Terra pode ser comparada a um imenso organismo vivo, do qual todas as espécies fazem parte, como se fossem seus tecidos.

O planeta Terra deveria ser estudado como um sistema fisiológico fechado, da mesma forma que um fisiólogo estuda a interdependência das funções orgânicas do corpo humano. De acordo com essa hipótese, a biosfera da Terra, como um todo, apresenta características típicas de um ser vivo: capta energia para manter seu funcionamento e é capaz de se autorregular, ou seja, apresenta homeostase (tendência à estabilidade do meio interno do organismo).

Nesse contexto, a atmosfera não é uma camada de ar que envolve a Terra, e sim uma membrana gasosa sem a qual a vida seria impossível. Juntamente com os oceanos, a atmosfera é responsável pela manutenção de temperaturas amenas reinantes na maior parte da superfície terrestre. As nuvens ao refletirem para o espaço parte da radiação solar, controlam a quantidade de energia solar que atinge a superfície do planeta. O ciclo das chuvas, por outro lado, ajuda a irradiar para o espaço parte do calor que atinge a superfície terrestre. Assim, Lovelock formulou a hipótese Gaia, onde afirma que o planeta é um único organismo, ou melhor, um superorganismo vivo.

No entanto, esse fantástico sistema Gaia de interligação vital e dinâmica, segundo o relatório publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, emite um alerta vermelho que deve fazer soar os alarmes sobre o limiar do aquecimento global (de mais 1,5 centígrado) que vai ser atingido em 2030, dez anos antes do que tinha sido projetado anteriormente, ameaçando a humanidade com novos desastres sem precedentes.

"Trata-se de uma alerta vermelho para a humanidade", disse Antonio Guterres, secretário-geral da ONU. "Os alarmes são ensurdecedores: as emissões de gases de efeito estufa provocados por combustíveis fósseis e o desmatamento estão sufocando o nosso planeta". No mesmo documento, ele pede igualmente aos dirigentes mundiais que vão se reunir na Conferência do Clima em Glasgow, na Escócia, no próximo mês de novembro, que alcancem "sucesso" na redução das emissões de gases de efeito estufa.

Com as temperaturas médias subindo 1,1°C desde meados do século 19, os efeitos no planeta já são graves e podem se tornar cada vez mais violentos, ainda que as emissões de dióxido de carbono venham a ser reduzidas. Falta de água, incêndios e êxodo em massa são alguns dos perigos destacados pelos peritos da ONU.

O relatório de avaliação global dos impactos do aquecimento, criado para apoiar decisões políticas, é muito mais alarmante que o antecessor divulgado em 2018. O documento deverá ser publicado em 2022, após a aprovação pelos 195 estados membros da ONU e depois da Conferência Climática marcada para novembro em Glasgow.

IMPACTOS NO BRASIL

O relatório do IPCC traz questões preocupantes sobre o impacto ambiental na economia brasileira, ao citar que o país produzirá menos alimentos. Prevê-se que os países nos trópicos e subtrópicos do hemisfério sul experimentem os maiores impactos sobre o crescimento econômico devido às mudanças climáticas, caso o aquecimento global aumente de 1,5°C para 2°C. No Brasil o Climate Change 2021: The Physical Science Basis, prevê:

1) Crescimento na duração das secas no nordeste brasileiro e no norte de Minas Gerais;

2) Aumento de número de dias secos e da frequência de secas no norte da Amazônia;

3) Número de dias com temperaturas máximas superiores a 35°C na Amazônia, aumentarão em no mínimo 60 dias por ano até o final do século (podendo passar de 150 dias em cenário mais extremo);

4) Mudança no regime das monções no sul da Amazônia e em parte do centro-oeste, com maior frequência de incêndios e desertificação nessas regiões;

5) Chuvas mais frequentes no sudeste e sul. Aumento das inundações causadas pelas chuvas que devem se tornar mais frequentes.

Tento resgatar na memória um inverno que tenha sido seco, com picos de frio intenso e, ao mesmo tempo, com períodos de calor e chuvas intensas tocadas por fortes ventos e tempestades de granizo, e não encontro registro porque os invernos no Rio Grande do Sul da minha infância eram estáveis, ou seja, onde o frio e as chuvas regulares e de baixa intensidade eram características da estação.

A fase de transição energética que vivenciamos, a partir do fim de um ciclo de Provas e Expiações para um novo ciclo de Regeneração Espiritual, mostra que a pandemia do coronavírus e o alerta vermelho para a humanidade, não são ameaças isoladas, à medida que podem indicar um ultimatum para que o homem pare com o processo de autodestruição gerado por ele próprio.

Nesta direção, Lovelock, que formulou a hipótese Gaia, alerta que a continuidade das atuais atitudes, no que diz respeito à exploração dos recursos da Terra, ao contrário do que se pensa, não destruiria esse organismo, pois como ressalta o autor, "Gaia é bem mais forte que os homens e, no fundo, apenas superficialmente atingida por seus caprichos, mesmo os mais insanos". Assim, a grande questão é encontrar uma saída para não permitir a extinção humana, pois foram necessários 3,5 bilhões de anos para desenvolver-se um animal capaz de pensar e agir conscientemente, e talvez não surja outra espécie com essas capacidades. E como finaliza Lovelock "somos de certa forma seu sistema nervoso", ressaltando a importância da espécie humana para Gaia: "Ela perderia muito se nos perdesse".

Texto Revisado


Gostou?    Sim    Não   

starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 190



Compartilhe Facebook   E-mail   Whatsapp
foto-autor
Conteúdo desenvolvido por: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva (TRE), Psicoterapia Reencarnacionista e Terapia de Regressão, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose, e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

Saiba mais sobre você!
Descubra sobre Autoconhecimento clicando aqui.