Armadilhas do coração

Armadilhas do coração
Autor Adriana Garibaldi - [email protected]
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O essencial é invisível aos olhos, disse Saint Exupery no “O Pequeno Principe”

Não somente aos olhos, diria, mas às narrativas da mente. Como se poderia explicar em palavras o que o coração sente? Aquilo que independe das aparências ou da lógica. 

Somos seres senscientes, um termo para definir  todo ser vivente.

Contudo, esse termo não nos reporta somente ao fato de estarmos vivos, mas aos sentimentos que decorrem do fato de estarmos vivos, vivenciando as experiências, as emoções do sentir e da energia  por detrás dessas experiências. Tal qual  feixes luminosos que se movem, à revelia de nossos quereres ou conveniências individuais.
 A Energia é quem comanda, quem  cria a emoção onde minutos antes só existia um grande  vazio.

Um coração que se ilumina ao fitar os olhos de alguém, como se um elo invisível movesse as engrenagens mente-coração-corpo-alma e nos perdêssemos dentro de um redemoinho de sentimentos inexplicáveis.

Como entender o amor que brota quando menos se espera?

Ah, doce e terno amor!!! Vieste para minha felicidade ou para minha mais profunda desdita? Tão vasto e ao mesmo tempo tão impreciso, tão impróprio e incongruente, tão real e irreal ao mesmo tempo!

Queremos nos convencer de que estamos no comando, que podemos direcionar nossas emoções para o lugar em que quisermos através da mente, segurando-as com as rédeas firmes da nossa lógica.

Chega uma hora, no entanto, em que somos pegos numa armadilha...
Armadilha da mente? Não… Armadilhas do coração.

Da energia se movendo abaixo à superfície, criando rupturas como tsunamis da consciência, onde somos arrastados sem remédio ao desconhecido, amores profundos que podem, muitas vezes nos lançar à deriva, num mar vasto de contradições.

Embarcações que não seremos capazes de conduzir a bom porto.

Ah!… Quão grande e penosa é a aflição de um amor não correspondido.
 
Que fazer, então, quando essa circunstância nos visita? Que fazer com ela... a dor ? Muitas vezes procuramos soterrar os sentimentos embaixo de uma montanha de atividades ou distrações que acabam sendo absolutamente inúteis.

O melhor a fazer é simplesmente ficarmos com ela, com a nossa tristeza, porque ela tem algo a nos ensinar, como se a própria cura estivesse implícita no fenômeno que  nos exaure.

Aquietemos a mente, apaziguando o coração, a respiração, o corpo, os sentidos, da melhor forma a nosso alcance, permitindo que a tristeza cumpra sua missão transformadora dentro de nós, para sermos então capazes de simplesmente aprender a deixarmos ir.
 
Texto Revisado







 

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