Janeiro Trans não é apenas um mês. É um gesto.

Janeiro Trans não é apenas um mês. É um gesto.
Autor Raphael Mello - [email protected]
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Um gesto contra a invisibilidade historicamente imposta aos corpos trans e travestis.
Um gesto que diz: existimos, falamos, produzimos saber, amamos, sofremos, resistimos.

A visibilidade, aqui, não é vaidade nem exposição gratuita.
É condição de existência.
É o direito de ser nomeado sem violência.
De circular sem medo.
De desejar sem pedir desculpas.

O 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans, marca uma memória de luta, mas também uma ferida aberta: ainda vivemos em uma sociedade que insiste em patologizar, silenciar ou eliminar aquilo que escapa à norma.

Janeiro Trans nos convoca a deslocar o olhar.
Não se trata de “tolerar” diferenças, mas de reconhecer que a diversidade de modos de existir é constitutiva do laço social.

Do ponto de vista ético, não há neutralidade possível diante da transfobia.
Silêncio também é posição.

Celebrar Janeiro Trans é sustentar políticas públicas, garantir acesso à saúde, à educação, ao trabalho, e sobretudo afirmar que dignidade não se negocia.

Que cada nome respeitado é um ato político.
Que cada vida preservada é uma vitória coletiva.
Que cada existência trans importa, hoje, em janeiro, e todos os dias do ano.


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Autor Raphael Mello   
Olá, sou Raphael Mello, Sócio do Espaço Cântaros, Psicólogo & Psicanalista. Atuo em clínica desde 2015 e trabalho a partir do inconsciente e suas singularidades.
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