A RAPOSA E A MÁSCARA

A RAPOSA E A MÁSCARA
Autor Tania Paupitz - [email protected]
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Muitas vezes, podemos passar anos convivendo com pessoas que, são completas desconhecidas, totalmente desconectadas de si mesmas.  
É aquela criatura que se mostra bondosa, atenciosa e prestativa à primeira vista — a famosa faceta do bonito por fora e feio por dentro.
O perigo dessas relações mora na distorção da realidade: o verniz social é tão bem polido que demoramos a perceber que a generosidade exibida é apenas um mecanismo de aprovação, desprovido de qualquer empatia real. Conviver com alguém assim é como tentar se aquecer em um fogo pintado na parede: há a ilusão do calor, mas o que sobra é o frio da indiferença.

Na clássica fábula de Esopo, uma raposa encontra uma linda máscara de teatro e, ao perceber que ela é oca, exclama: "Que bela cabeça, mas não tem miolos!".  Na vida prática, a figura da Raposa personifica exatamente a astúcia, a dissimulação, o comportamento traiçoeiro e a manipulação.
Conviver com essa máscara significa ter que dividir espaço com alguém em quem perdemos totalmente a confiança. 
É habitar um ambiente onde as regras nunca são limpas e a verdade é constantemente distorcida, escondida e jogada para debaixo do tapete.
O sofrimento gerado por essa dinâmica nos testa profundamente, mas o tempo é um aliado implacável. 
Máscaras caem e tapetes têm limites: a sujeira cedo ou tarde, sempre aparece.

Quando a ilusão finalmente se desfaz, o impacto pode ser doloroso, mas traz consigo o maior dos alívios: a liberdade.
Enxergar a raposa por trás da máscara não é o fim do caminho, mas o início do nosso próprio despertar para relações baseadas na verdadeira essência e na transparência do coração.
Diante disso, a sabedoria consiste em aprendermos sobre o silêncio.
Quando a raposa jogar suas iscas, motivando provocações ou destilando mentiras, ela esperará que fiquemos com raiva, irados diante da injustiça, porem,  quando não há reação emocional, sua  estratégia desmorona.

O passo definitivo é protegermos a nossa alma, questionando-nos com lucidez:
“Vale a pena gastar minha  energia e tempo, tentando desmascarar alguém, quando a própria vida se encarregara disto?          
 O silêncio não é covardia; é o escudo dos sábios.





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Autor Tania Paupitz   
Tânia Paupitz é Artista Plástica e Professora de Artes, há 37 anos, sendo sua marca registrada as cores fortes e vibrantes, influência dos estudos de vários artistas Impressionistas. Cursos de Pintura em Óleo sobre tela, para iniciantes, adultos, terceira idade. www.taniapaupitzartes.blogspot.com waths - 48 9997234
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