NAVEGAR É PRECISO...SEMPRE! Final

Autor Fátima Rodrigues Graziottin - fatimagraziottin@gmail.com
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E assim aconteceu: no dia 2 de fevereiro de 1985 ela, seu marido e seus dois filhos levaram onze flores brancas para ofertar à Santa e agradecer pela vida familiar. No dia 28 de fevereiro do mesmo ano seguiram para o Rio de Janeiro para iniciar uma nova vida, navegar novos mares!

Ela sabia que precisaria ter a experiência de mudar-se para aquela cidade, não apenas para acompanhar seu marido no novo emprego, mas como missão de vida.

O Rio de Janeiro é banhado por águas! Foram morar próximo à Baia de Guanabara. Da janela de seu amplo apartamento podiam admirar o ir-e-vir dos bondinhos do Pão de Açúcar!

Foi emocionante o primeiro dia em que ela ouviu o forte apito de um navio, entrando na baía de Guanabara. Apito de navio! Quem diria que aquela menina nascida bem longe do mar iria, um dia, ouvir - cotidianamente - apitos de navios! Ela diz até hoje que ainda sente o que sentia naquela época, ao lembrar-se da cena: cada vez que ouvia o apito de navio sentia uma emoção muito forte e uma serenidade e amor intensos!

Mas... ela precisava navegar e navegar e navegar... seguir a rota que a vida mostrava. Precisava mais uma vez exercitar o fluir com o vento e com as ondas da vida! Arrumar as velas. Partir novamente... Cinco anos depois voltou ao “pago”.

Na “mala”, muitas riquezas que não podem ser equacionadas em valor monetário... A maior delas: mais um “rebento-menina”, jóia preciosa que veio juntar-se à riqueza maravilhosa acumulada: seus outros dois filhos! Os filhos são jóias preciosas de valor inominável!

E a “Mãe dos Navegantes” sempre guiando-os, permeando suas vidas, iluminando-os e protegendo-os em todas as travessias! Durante 21 anos consecutivos ela, sempre que pode, participou da Festa dos Navegantes na capital gaúcha. E sempre, sempre, sempre ficou muito emocionada, indo às lágrimas, com a SUA expressão de FÉ e a expressão de fé do povo fiel e agradecido às bênçãos e benesses da Santa!

Em 2 de fevereiro de 2006 ela foi – ainda uma vez mais – à Procissão dos Navegantes. Levava, mais uma vez, a flor branca de amor e agradecimento. Agora agradecia por mais uma etapa vivida, por mais uma travessia feita, por ter ultrapassado as turbulências e tempestades, encontrando-se viva e inteira.

Agradecia pelos 32 anos de casada, pelos seus dias de sol, de calor, de fofas nuvens brancas, os arco-íris e também pelos dias de nuvens pesadas, de ventos, de tempestades, de frio, enfim, por ter tido a oportunidade de navegar e vivenciar as alegrias e dissabores dessa viagem familiar. Agradecia, principalmente, por ter como fruto daquele amor três maravilhosos, saudáveis e inteligentes filhos!

A partir dos próximos dias iniciaria um novo navegar com uma rota totalmente desconhecida... O desconhecido assusta... como assusta! Mas também desperta o desejo e a curiosidade. Nossos maiores medos, são nossos maiores desejos! E os desejos só se concretizam quando o medo é enfrentado e integrado dentro de nós!

Exatamente um ano depois, ela segue corajosa e prazerosamente sua nova rota, fazendo sua travessia, às vezes solitária, às vezes acompanhada, mas sempre sentindo-se protegida, inspirada, confiante, amada, integrada e esse amor incondicional que tudo move e cuja fonte é inesgotável!

E agradece por sentir-se plena e inteira. Sabe que a vida é uma eterna travessia e que o vento e as ondas são favoráveis a quem sabe navegar!

Homenagem à “MÃE DOS NAVEGANTES”.

Salve a mãe de todos os navegantes, tanto no mundo real quanto no mundo virtual Lembremos que no virtual somos navegadores da internet!

Que sejamos abençoados, iluminados, inspirados e orientados hoje... e sempre, em todas as nossas travessias!

Com amor.

Maria... de Fátima
02/02/07

Texto revisado por Cris

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