O funeral de um cão, no Egito

Autor Wilson Francisco - wilson153@gmail.com

Muitas, muitas pessoas me escrevem falando de seus animais. Umas me emocionam com histórias de amor e dedicação, outras me fazem rir com as traquinagens e companheirice desses amigos incondicionais. E com outras sofri tendo que acompanhar com elas os derradeiros minutos daquelas criaturas, amigas, que deixavam o corpo, abandonando as vestes animais, para voltar ao Paraíso, deixando num inferno de saudades suas almas irmãs daqui, do reino humano.

Joanara teve um câncer na perna, foi preciso amputá-la. Sua dor era imensa, a perda da perna, quase da vida, dos sonhos... Tudo parecia um sofrimento sem fim, quando surgiu Maninho. Um cachorro simples, de estirpe singela e muito meigo. Entrou na vida dela como um vento divino, espantando tristezas, mágoas e queixumes. Na hora que a dor imensa ameaçava dominar sua tutora, Maninho se achegava e colocava sua cabeça em seu ombro, para que ela ficasse quase debruçada sobre ele, deixando escorrer por seus pêlos, patas e olhos atentos a dor que era grande demais.
E ele ficava ali, quietinho, sofrendo com ela, sem gemer, sem quase respirar. Os dois eram uma só criatura e por isso conseguiam em breve tempo vencer a dor. E depois de alguns minutos, ambos sorriam, ele abanava seu rabo e ia andar pela casa, enquanto ela se entregava ao descanso.

Eu quero dizer a todos que escrevem que estou incluindo seus animais na Ronda da Compaixão, para curar as dores deles, como para utilizar a energia de amor e dedicação que eles irradiam, aproveitando-as para transferi-las a todos que entram em conexão com o Projeto Mutação.

Mas hoje quero abordar uma situação que envolve animais e que causa espanto a muita gente. Como se dá a morte deles, será mais ou menos semelhante a dos seres humanos?

Vejamos o que nos conta uma amiga internauta:

“A minha filhinha se foi dia 4 de fevereiro. Seu desencarne foi totalmente arranjado por ela, pois eu sempre pensei que eu sofreria menos se ela fosse mais rápido, mas percebi que não. Ela se prostrou durante duas semanas, aparentemente sem dor, apenas deitadinha já nos preparando. Conversamos (eu e ela) muito durante esse período e a minha capacidade de telepatia com ela se ampliou. Ela estava lúcida até a sua ida. Sabíamos que não queria ir, mas ela sabia que precisava.
Algo interessante aconteceu: ela começou a chorar muito, acho que de dor, e tivemos que sair de madrugada para o veterinário. Foi lá que ela se foi, em meu colo senti seu coração parar. Quando fui fechar seus olhinhos, ela de repente retornou... levei um susto. Então, aguardamos mais um pouco até que eu sentisse a sua energia ir.
Eu a vi mais jovem, enxergando (tinha catarata) em um campo bem verde, correndo com o vento batendo em seu rosto e pêlos. Às vezes, ainda a sinto. Sonho que ela me vê triste e quer voltar em seu antigo corpo. Eu digo a ela que não dá, que devemos esperar para nosso reencontro em uma melhor situação.
Que bom foi ter lido o seu artigo e quando entrei em seu site no STUM, deu aquela sensação de reconhecer a sua pessoa”.

Pode ser que alguém pense que o amor pelo animal fez com essa minha amiga tivesse “visões”... É uma visagem, diriam. Não penso assim, respeito e aceito isso tudo que dizem, pois está bem de acordo com o que ocorre no desligamento do corpo, na morte de um animal.

Brian Weiss, uma pessoa inteligente, pesquisador incansável da fenomenologia espiritual nos informa no seu livro “A Divina Sabedoria dos Mestres”, um fato interessante:

O cachorro morreu de repente; a mãe deixa o filho ao lado do cão e vai telefonar para o veterinário, pedindo instruções de como proceder. Ao retornar, uma surpresa: o filho dela passara manteiga no corpo todo do animal e o embrulhara com esparadrapo. Ela disse: meu filho, o que você fez? Ele respondeu: Assim, ele entra mais rápido no céu, mãe.
Logo depois, enterraram o cão e ela pensou: esse menino viu isso em algum programa na TV.
Dias depois, conversou com uma amiga e citou o ocorrido e esta comentou: Ele deve ter sido egípcio em outras vidas. Era assim que eles faziam com seus animais mortos... e trouxe para ela um livro com detalhes explicativos sobre as práticas fúnebres no Egito antigo.
O menino cresceu, hoje tem 20 anos e numa conversa com a mãe, relembrando o fato, explicou: Eu olhei o cachorro e vi que sua alma pairava acima do corpo e naquela hora eu soube que teria de agir daquele jeito.

Será possível ou verdade esse acontecimento? Sim, porque é assim que ocorre na morte do corpo de qualquer ser, a alma se desliga e paira acima do corpo, sendo levada ou acompanhada até o mundo paralelo, num lugar adequado para a continuidade da existência.

Além disso, vale destacar aqui a visão espiritual do menino, fenômeno, aliás, que ocorre muitas vezes nas crianças. Elas, na infância, quase sempre têm uma convivência grande com os seres do outro mundo e falam disso com naturalidade.
É uma questão de observar e aprender, sem medos e preconceitos, mas com consciência de que através de nossos filhos ou animais o Universo poderá trazer muita luz para nossas vidas.

Conheça o Projeto Mutação

Texto revisado por: Cris

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Autor: Wilson Francisco   
Terapeuta Holístico. Desenvolve processo que faz a Leitura da Alma; Toque Quântico para dar qualidade à circulação e aos campos vibracionais; Purificação do Tronco Familiar e Cura de Antepassados para Resgatar, Atualizar e Realizar o Ser Divino que há em você. Agendar pelo WhatsApp 011 - 959224182 ou pelo email wilson153@gmail.com
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Publicado em 25/04/2007



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