OS CÁTAROS - Romance psicografado, ditado pelo Espírito Iohan

Autor: Christina Nunes - [email protected]
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cátaros

No alvorecer do século XII surgiu no sul da França e no norte da Itália o movimento cristão do Catarismo, com origens nas crenças gnósticas, nos bogomilos do reino dos Búlgaros, e nos postulados de São Paulo. Os cátaros tinham diretrizes cristãs baseadas num estilo de vida simples, que contrariava o que era pregado pela Igreja Católica ortodoxa daquele período da Idade Média. Negavam os principais dogmas e sacramentos católicos, como o casamento, o batismo e a comunhão. Afirmavam que Jesus não era filho de Deus; defendiam a igualdade de direitos entre homens e mulheres, e condenavam duramente os excessos de luxo e de regalias materiais ambicionados pelo alto clero católico. Rejeitavam o perfil opressor de uma igreja já amplamente coligada a interesses políticos e territoriais, em detrimento da orientação das almas para Deus, e adotavam uma fé baseada em interpretação mais genuína da Mensagem de Jesus.

De resto, ensinavam desde cedo às crianças sobre a reencarnação e a jornada sucessiva do espírito, em evolução através da transmigração progressiva em vários corpos, conforme, em séculos mais recentes, nos confirmou a mensagem dos Espíritos da Codificação de Allan Kardec. Seus sacerdotes, de vida simples e despojada de quaisquer regalias materiais, se dedicavam ao auxílio ao próximo, ao serviço de cura e à orientação cotidiana das almas. Não reconheciam a autoridade do papa e viviam diariamente misturados à população comum, sendo conhecidos por bons homens e boas mulheres.

Esse movimento acolhedor, passível de roubar do catolicismo fieis em ordem crescente, tanto nas camadas mais humildes da população quanto entre as rodas sociais mais privilegiadas, acabou desencadeando a ira do papa Inocêncio III. Ele se empenhou, em conluio com senhores militares e da nobreza na França, em desencadear um movimento definitivo para dizimar o que qualificou como a “doença da heresia”. Nascia, assim, a sanguinária Cruzada Albigense, desencadeada contra os cátaros habitantes das cidades do sul da França, responsável por dezenas de milhares de mortes de inocentes nas fogueiras e por chacinas praticadas impiedosamente pelos exércitos da Cruzada.

A presente trama trata deste dramático período histórico. Em narrativa autobiográfica, obtida pelo mecanismo da psicografia, Iohan, o autor espiritual, na época cavaleiro ordenado do Reino de Aragão, nos detalha reminiscências verídicas sobre o seu envolvimento amoroso com uma jovem cátara, e consequente conversão ao Catarismo, a partir do que se torna ferrenho defensor dos mártires das cidades daquela região do Languedoc, que se ofereceram em holocausto à eterna causa da exemplificação, na Terra, do mais puro amor cristão.





Valor: R$ 55,00


Christina Nunes é escritora, artista e poetiza. Formada em Letras, professora de Língua Portuguesa, de raízes familiares judaicas. Os temas de seus livros, palestras e conteúdos literários abordam desde a ufologia em sua feição espiritual e universalista até a meditação, a ciência quântica e o espiritualismo ecumênico.
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