Conheça a função do pai segundo a visão sistêmica e quais as consequências de sua ausência!

Conheça a função do pai segundo a visão sistêmica e quais as consequências de sua ausência!

Autor Roberto Debski - rodebski@gmail.com

No início da Vida, a função da mãe é tão importante que muitas vezes não se reconhece e não se honra adequadamente a função -igualmente importante- do pai para a criança e para o Sistema Familiar.
Durante a gestação, enquanto bebê e criança pequena, é realmente a mãe quem desempenha a função prioritária, aconchegando, nutrindo, segurando e protegendo.
Chega então o momento do pai expandir sua ação, e exercer seu papel fundamental e complementar ao da mãe durante o crescimento da criança.
Para isso é necessário, segundo o terapeuta alemão Bert Hellinger, o papel ativo da mãe em “apresentar” o pai ao filho, e ele então mostrará o mundo, o diferente, a diversidade, a coragem e os desafios, complementando o que veio da mãe e integrando ambas informações e aprendizagens para um crescimento e desenvolvimento saudável desse filho.
O filho observa e modela seus pais, atento a como ambos olham para o mundo, como são enquanto pais, pessoas, homem e mulher, e constrói a base que levará para seus próprios relacionamentos ao crescer.
Por vezes, lamentavelmente o pai morre cedo, ou há relações disfuncionais e conflitos entre o casal, separações e o pai se afasta da família e do filho, deixando um vazio que não pode ser preenchido por nenhuma outra pessoa.

Nenhuma exclusão em qualquer sistema é boa.
Esse afastamento pode partir do pai, ou pode haver uma exclusão desse pai por parte da mãe motivada por mágoa ou raiva, e assim ocorre a sempre sofrida alienação parental. A exclusão do pai gera consequências negativa para todos, sem exceção.
O filho sente a falta de seu pai, independente de quem foi ou como agiu.
A mãe, quando não honra nem reconhece o pai de seu filho, ou quando o rechaça, afasta e cobra que o filho fique ao seu lado contra esse pai, ocasionando um grave emaranhamento no sistema familiar, que poderá se perpetuar por gerações à frente, para seus descendentes.

Em algum momento futuro, esse filho que aceitou ficar contra seu pai por lealdade à mãe, se revoltará com essa situação, por ter sido afastado de seu pai, e terá mágoa dela, podendo também se afastar. 
O pai excluído se fará representar por um descendente que reviverá seus fracassos e dificuldades, até que possa ser visto, sistemicamente reconhecido e reincluído na família, em uma vivência de constelação familiar.

Essas consequências se dão por fatores simples, porém, não facilmente percebidos.
Somos filhos de ambos, mãe e pai, 50% de nossa genética vem de cada um deles, e negar essa verdade é negar parte de nós mesmos.
A Vida chegou até nós através dos nossos pais e de todos ancestrais de suas famílias.

Necessitamos “tomar” plenamente a Vida que chegou através deles, pelo preço que custou a cada um deles.
Fazemos isso quando tomamos ambos, pai e mãe, aceitando-os plenamente, exatamente como foram e como são, com tudo o que nos deram, sem julgar ou cobrar que mais nos fosse dado, que não foi o suficiente ou não foi como esperávamos.

Se apresentarmos tantas restrições e julgamentos, não aceitarmos mãe e/ou pai, tomamos a Vida apenas parcialmente e experimentaremos lacunas que se expressarão de diversas possíveis maneiras, de acordo com o ponto onde se originou a falta.
Possíveis consequências são a existência de problemas em diversas áreas da vida: profissão, dinheiro, relacionamentos, sexualidade, amor etc..

Devemos honrar mãe e pai independentemente de quem foram ou do que fizeram. O mínimo que tenham feito já foi o suficiente, nos deram a Vida, e ela não tem preço. Nunca poderemos retribuir algo tão grande.
Se foi “somente” a vida que nos deram, agradeçamos e façamos algo melhor com ela, levando-a adiante e dando continuidade à nossa linhagem, sendo cada vez melhores e levando a nossa família a um destino mais saudável.

Retribuir a Vida só é possível fazendo esse mesmo papel com nossos filhos, ou então, em projetos e ações para a sociedade, deixando um legado de contribuição, crescimento e Amor. Mesmo que os pais tenham problemas de relacionamento, se ambos conseguirem amar um ao outro na pessoa do filho, e reconhecer um ao outro quando olham para ele, se mesmo, não mais juntos, puderem perceber que no filho cada um está igualmente representado, conseguirão ressignificar a separação e agir conjuntamente em benefício do filho, que é menor que ambos e tem prioridade do cuidado.

O filho assim poderá crescer saudável física e emocionalmente, com a presença de ambos em sua Vida, mesmo se um deles estiver ausente fisicamente, pelo reconhecimento de seu papel e importância.
Em qualquer época, é possível ampliar a consciência, reconhecer essas questões, e tomar a força que vem dos pais e da família, reconciliando-nos à Vida e alterando nosso destino.
Conhecer e respeitar as Leis e Ordens da Vida nos direciona para um caminho mais saudável, próspero e feliz.

Dr. Roberto Debski
Médico – CRM SP 58806
Especialista em Homeopatia e Acupuntura pela Associação Médica Brasileira
Psicólogo – CRP/06 84803
Coach e Trainer em Programação Neurolinguística
Facilitador em Constelações Familiares

Texto Revisado



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Autor: Roberto Debski   
O Dr. Roberto é médico (CRM SP 58806) especialista em Acupuntura, Homeopatia e tem formação em Medicina Ortomolecular. Também é psicólogo (CRP 06/84803), Coach e Master Trainer em Programação Neuro-Linguistica. Formador e facilitador em Constelações Familiares Sistêmicas Acompanhe nossos próximos eventos! https://www.facebook.com/debskiroberto/
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Atualizado em 13/08/2017



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