Psicanálise e Regressão - Parte II

Psicanálise e Regressão - Parte II Autor Pri Gaspar - priscilagaspar@terra.com.br

É fato conhecido que a maioria dos pacientes que passa por regressão bem dirigida tem sensações tão nítidas e vívidas que passa a ter certeza dos fatos relembrados. Por meio de outras técnicas psicoterápicas também é possível que o paciente acesse espontaneamente a memória inconsciente de uma vida passada, fato este que tem levado terapeutas das mais diversas áreas a estudar os fenômenos relacionados à regressão. Há diversos relatos de pessoas que comprovaram a veracidade dos fatos lembrados durante sessões de regressão pesquisando dados históricos. No entanto, é impossível provar que tenham realmente sido os personagens relatados, por mais vívidas que sejam tais lembranças. Por mais fatos e relatos consistentes que se tenha na atualidade e o depoimento de milhares de terapeutas sérios em todo o mundo, não é possível provar que tratam-se de fatos verídicos. As lembranças trazidas durante a regressão são, portanto, uma forte evidência da reencarnação, porém não uma prova, já que é impossível obtê-la pelos métodos científicos à disposição na atualidade.
Por se tratar de uma terapia com base científica, a TVP não tem a pretensão de comprovar a existência da reencarnação como fenômeno. Seu intuito é o de auxiliar o paciente no processo de cura, respeitando a verdade subjetiva e as crenças de cada um, independentemente dos aspectos místicos e religiosos que possam estar envolvidos
Cabe a nós Terapeutas de Regressão desmistificar o tema, esclarecendo a população quanto à finalidade e ao funcionamento do método. Para isso, podemos comparar as recordações de uma vida passada aos acontecimentos da infância de um paciente. As lembranças da infância remota são relatadas segundo a perspectiva do indivíduo, de como ele viveu e sentiu na ocasião e tudo o que está relacionado com esse relato no momento atual, além de uma série de associações que foram feitas ao longo de sua vida, que fazem-no mudar a forma de ver e de relatar sua própria história. Assim, tais relatos têm um significado pessoal e subjetivo, sendo extremamente importantes para o paciente, ainda que não permitam a comprovação dos fatos. Independentemente de terem realmente ocorrido ou não, os fatos fazem parte da realidade psíquica do paciente. De forma análoga, as lembranças de vidas passadas podem não corresponder exatamente ao que ocorreu, mas a maneira como estão representadas na psique do paciente têm importante significado, relacionando-se com seu modo de ser na atualidade.
Algumas teorias sugerem que as memórias pregressas seriam frutos da imaginação dos pacientes, enquanto que outras apresentam a possibilidade de tais conteúdos pertencerem a uma memória genética ancestral ou do inconsciente coletivo da humanidade, simbolizadas por personagens arquetípicos. Entretanto, para a mente do paciente, qualquer conteúdo faz parte da sua realidade psíquica e, como tal, deve ser analisado, não importando se é real, imaginário, proveniente do inconsciente coletivo ou de memória genética. Em termos terapêuticos, a veracidade ou não dos fatos apresentados não faz diferença pois, de qualquer forma, os conflitos, medos e traumas atuais recebem um novo significado e passam a ter uma história própria. Assim, o paciente pode assumir o comando de sua vida, obtendo rápida melhora em seus conflitos atuais, estejam eles ligados a vidas passadas ou projetados em fantasias.
A T.V.P. é especialmente indicada para casos de medos, fobias, síndrome do pânico e ansiedade, assim como para as depressões sem causa aparente ou com intensa sensação de culpa. A repetição de fatos ao longo da vida e as dificuldades em modificar comportamentos indesejados e já identificados pelo paciente podem ser sinais importantes para a indicação. Pacientes com hipertensão arterial, cardiopatias graves, epilepsia e gestantes não devem ser submetidos a hipnose profunda em decorrência do risco de catarse exacerbada, porém algumas técnicas mais suaves, como sessões de relaxamento profundo e visualização podem ser utilizadas com segurança. Não há contra-indicação para crianças, embora nestes casos devam ser utilizadas técnicas específicas, que diferem em alguns pontos daquelas utilizadas para tratar jovens e adultos.
A Terapia de Vidas Passadas é, pois, precioso instrumento ao nosso alcance, visando beneficiar a saúde física, mental e espiritual, harmonizando-nos e trazendo-nos equilíbrio interior.

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Autor: Pri Gaspar   
Priscila Gaspar é Psicanalista, Terapeuta de Regressão e Terapeuta de Casais, com especialização em Sexualidade Humana. Atende em psicoterapia individual e de casal.Contato: (31)99312-8269 priscilagaspar@terra.com.br
E-mail: priscilagaspar@terra.com.br
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Atualizado em 10/01/2006



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