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Excesso de tarefas gera paralisia

por Bel Cesar em Espiritualidade
Atualizado em 09/10/2008 18:16:00


Quem não conhece a sensação de estar continuamente batendo ponto entre uma tarefa e outra? Nossa mente, perseguida pelos afazeres, pensa com o verbo preciso no início de cada pensamento...
Parece que até para respirar é preciso lembrar. Não é brincadeira: quando estamos ansiosos, nossa respiração se torna tão superficial e irregular que nem percebemos que ficamos segundos sem respirar! Aliás, quando a respiração é rasa e rápida, o coração acelera, a pressão sanguínea sobe e facilmente nos sentimos confusos e ansiosos. No entanto, nem sempre notamos isso em nossa respiração e simplesmente, de item em item, levamos a vida em frente... até o momento em que o excesso de tarefas por fazer nos leva à paralisação.

Esta brecada forçada é descrita por Robert Ringer em seu livro “Ação – nada acontece até que algo se mova” como síndrome da dominação. Ele sugere nove passos para superarmos o bloqueio e voltarmos a nos mover e nos recuperarmos com um fluxo natural e saudável. Vale a pena conferir, tendo em mente a sua própria experiência.

Passo 1: Ao primeiro sinal da sensação de dominação, pare completamente com qualquer atividade física e mental.

Passo 2: Permaneça afastado e observe a situação desde uma perspectiva distanciada. Isso torna mais fácil analisar objetivamente as reais conseqüências adversas – e não imaginadas – de não conseguir completar um projeto a tempo ou fracassar em sua realização.

Passo 3: Elimine tudo o que não for crucial para alcançar seus objetivos mais importantes. Para conseguir isso, terá que se conformar com o fato de que algumas pessoas ficarão descontentes com você, mas não se deixe intimidar. É importante estar mentalmente preparado para tomar decisões difíceis, que não vão necessariamente torná-lo uma pessoa altamente popular.

Passo 4: Não tente fazer tudo, apenas faça algo. Se não aprender a pegar uma onda de cada vez na vida, elas acabarão dominando você.

Passo 5: Comece. É tão simples, contudo, esse é o problema de se sentir dominado. Em algum momento você precisa agir, e o primeiro passo é quase sempre o mais difícil – e o mais crucial.

Passo 6: Concentre-se exclusivamente no projeto de maior prioridade em sua lista, independente do quão importantes possam ser os outros. É nesse momento que você precisa ter disciplina.

Passo 7: Mantenha seu movimento em ritmo confortável. A abordagem frenética não funciona. Robert Ringer refere-se a isso como a “maneira lenta e rápida”. Certa vez ouvi um italiano perguntar a Lama Gangchen o que ele achava do ditado “piano, piano si va lontano” (devagar, devagar se vai ao longe). Ele respondeu: “Prefiro dizer, devagar, devagar, rápido se vai longe”.

Passo 8: Não pare até acabar. Aprenda a bater o pênalti antes de dizer a alguém, especialmente a si mesmo, que fez um gol.

Passo 9: Então - somente então -, passe para o projeto seguinte. Se você começar o projeto seguinte antes de terminar o atual, você apenas terá dado um passo atrás na síndrome da dominação.

Sob a síndrome da dominação não temos tempo, nem condições, para pensar sobre o que é, de fato, importante para nós. Por isso, precisamos saber parar para, então, saber onde e como agir.

O budismo ressalta que a base para uma ação se tornar significativa está na intenção com a qual é praticada. Ao nos sintonizarmos com a intenção de nossas ações, estamos cuidando de nossa vida num nível energético mais elevado. Então, o que quer que façamos, torna-se precioso e surge em nós o desejo de compartilhar. Como disse Lama Gangchen ao final de uma viagem ao Tibete: “Estes dias, vivemos algo que não queremos mais perder por toda nossa vida: uma memória energética de momentos totalmente positivos. Por favor, vamos levar esta força para realizar algo que seja de benefício para muitas pessoas”.





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bel
Bel Cesar é psicóloga, pratica a psicoterapia sob a perspectiva do Budismo Tibetano desde 1990. Dedica-se ao tratamento do estresse traumático com os métodos de S.E.® - Somatic Experiencing (Experiência Somática) e de EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares). Desde 1991, dedica-se ao acompanhamento daqueles que enfrentam a morte. É também autora dos livros `Viagem Interior ao Tibete´ e `Morrer não se improvisa´, `O livro das Emoções´, `Mania de Sofrer´, `O sutil desequilíbrio do estresse´ em parceria com o psiquiatra Dr. Sergio Klepacz e `O Grande Amor - um objetivo de vida´ em parceria com Lama Michel Rinpoche. Todos editados pela Editora Gaia.
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