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Algumas vezes, o amor fica muito ruim. Mas tudo bem...


Tudo bem?!? É! Porque a vida é um ciclo perfeito. O Universo funciona com magistral sincronicidade e harmonia. Tudo está em seu devido lugar e tudo acontece como tem de acontecer. Se algo precisa ser mudado, certamente somos nós, pessoas imperfeitas.
Mas assim como tudo no Universo, o amor também contém o seu oposto. E eu diria até que os opostos são, na verdade, complementares. Um começa exatamente onde termina o outro, garantindo a continuidade da existência...

A noite não teria sentido sem o dia. A alegria também não, sem a tristeza. O doce só é doce porque existe o amargo, assim como o sorriso perderia sua força se não houvesse a lágrima. A vida se refaz com a morte e a morte só tem sentido porque dá lugar à vida.
E o amor? Ah! O amor não seria tão gratificante e tão arrebatador, não seria um magnífico agente transformador nem uma imperdível oportunidade de ser feliz se não contivesse em si genuína e tamanha dor. É a dor do aprendizado, da evolução, do crescimento como seres humanos e amantes. É a dor da saudade, do ciúme, da raiva, da contrariedade, da perda ou do medo de perder...

É assim o amor. Às vezes, tão romântico, cheio de paixão, risadas e sedução. Noutras vezes, tão apertado e difícil, que dá mesmo vontade de desistir. Às vezes, tão cheio de encantos e magias, mas depois, tão sem graça e real, tão cheio de rotina, cobranças e desentendimentos...
E assim vai se constelando como amor. Mais forte, mais chato, mais imprescindível, mais insuportável. Um dia depois do outro e passam-se 3, 10, 25, 40 anos... E o amor vai ficando um pouco cego, um pouco surdo, meio lerdo, meio tonto... Mas nunca, jamais, mudo! Amor mudo é amor morto. Não vale! E enfim, vai se tornando, sobretudo, sábio!

É o amor praticado, que já se machucou e se curou. Que já caiu e levantou. Que já quase morreu e, num grito de misericórdia, renasceu. Este é o amor vivo, apesar de todas as desilusões. Sim! Porque esta é uma verdade: a desilusão é ótima, pois nos tira da ilusão. No início do amor, construímos muitas ilusões, alimentamos nossas expectativas infantis, apostamos nos contos de fadas e ficamos sentados... à espera da tal felicidade que nos disseram que chegaria com o amor...

Mas depois, com os anos, os filhos, as contas, o saldo negativo e tantas outras, terminamos aprendendo que a felicidade não chega. Ela já está... bem escondidinha num cantinho esquecido de nosso também esquecido coração.

E, de repente, diante de alguma desilusão, entendemos! Por fim, entendemos! A felicidade já está. Sempre esteve. Precisamos apenas lhe dar espaço, confiança, tempo e ela faz a sua parte. E outra vez de repente, percebemos que o amor é assim: às vezes tão extraordinário, tão preenchedor, tão recompensador. E, noutras vezes, tão patético, tão triste, tão ruim... Mas tudo bem!

O grande segredo consiste em cultivar e aproveitar o amor florescente. Porque no momento em que ele murchar – e ele vai murchar – precisamos saber como regá-lo, como cuidar para que ele possa, tão logo quanto possível, desabrochar novamente!


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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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