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Como me preparei para encontrar a minha Alma Gêmea


Nunca me canso de experimentar, perceber e escrever sobre o amor de uma forma geral. No entanto, quando se trata de amor entre homem e mulher, de relacionamento afetivo, de casamento ou qualquer forma de união no sentido mais profundo da palavra – ou seja, corpo, mente e espírito – certamente fico ainda mais encantada e, ao mesmo tempo, mais intrigada com as infinitas possibilidades de vivenciá-lo se contrapondo com o medo e a ansiedade que todos nós temos de amar.

Terminei a primeira edição deste livro em 1999, quando estava em plena conscientização de meu próprio coração, de minha própria vida. Não era um momento fácil para mim, mas felizmente consegui enxergar cada ferida como uma forma de nascer para um novo mundo, uma nova perspectiva. Acreditei em mim mesma e, apesar de tantas vezes nem imaginar qual seria o próximo passo, continuei, não desisti.

Levei em conta uma única verdade: cada vez que a dor aumentasse, cada vez que o caminho se tornasse mais escuro e cada vez que a sensação de que eu não conseguiria fosse mais forte, eu choraria e sofreria, deixaria que todas as reações aflorassem, para somente depois, esvaziada dessa angústia que todos nós sentimos vezes ou outras, eu pudesse retomar o meu próprio destino, mais inteira, mais forte, mais eu mesma!

Procurei ajuda, fiz terapia, li muito, trabalhei, vivi e, como não poderia deixar de ser, a vida seguiu seu fluxo, naturalmente... Embora já soubesse que nada na vida acontece por acaso, passei a compreender, cada dia mais, o quanto escolhemos (mesmo sem saber) as pessoas que entram em nossas vidas, as relações que estabelecemos com cada uma delas, as situações pelas quais passamos nos mais diversos ambientes em que vivemos, enfim, o quanto decidimos sobre o que vamos ou não experimentar a cada dia de nossa existência.

Porém, mais importante do que descobrir essa participação, foi saber que, à medida em que eu ia me conhecendo mais e mais, eu podia, de forma consciente, escolher o melhor, o mais adequado e o que mais estivesse em sintonia com meu objetivo de vida (ainda que nem sempre seja fácil e mesmo que eu erre muitas e muitas vezes. Mas é muito bom saber errar com consciência de mim mesma e de minhas imperfeições a serem trabalhadas).

Paralelamente a todas essas percepções fundamentais, descobri também que o Universo sabe quando a gente entra em contato com a gente mesmo e, a partir de então, passa a colaborar de forma mágica na realização de nossos sonhos...

E foi então que comecei a sentir, cada vez mais, aquela sensação maravilhosa de que tudo está dando certo, de que a vida está fluindo exatamente da maneira como eu sempre quis... É difícil explicar como tudo acontece, pois não se trata de conspirações mentais ou acontecimentos premeditados. Não! Creio, sinceramente, que a alquimia da felicidade acontece quando o coração se acalma ou se agita (conforme a necessidade de cada um) no mesmo ritmo do Universo... no mesmo ritmo do amor de Deus... e aí, tudo de bom começa a acontecer!

Mas certamente o que mais quero declarar aqui é a forma como encontrei minha Alma Gêmea... Obviamente já sonhava com ela, já a desenhava em minha mente e a esperava em meu coração. E como estava me preparando, sem saber ao certo como e onde a encontraria, terminei entrando numa relação acreditando que era especial... e, quem sabe, a houvesse encontrado. No entanto, depois de alguns meses, percebi que ainda não era... A decepção foi inevitável e até cheguei a imaginar que ela demoraria anos para realmente aparecer.

Mas creio que adotei dois comportamentos fundamentais para não sair da sintonia com o Universo: o primeiro foi que fiz uma análise profunda de minha próprias atitudes nesta relação falida e pude perceber os meus erros, os meus medos, as minhas armadilhas para não me entregar. Sim, porque o que faz uma relação não dar certo nunca é unilateral. Os dois atuam e os dois são responsáveis pelo sucesso ou pelo fracasso. Fiz a minha crítica e me tornei ainda mais consciente de minhas limitações e daquilo que eu precisava melhorar, a fim de estar mais lapidada quando a minha metade chegasse.

O segundo comportamento foi o de não maldizer as pessoas ou o mundo por ter-me enganado mais uma vez. Ou seja, não adotei os famosos clichês (que funcionam como poderosas âncoras para o coração, impedindo-o de voar ao encontro do amor), do tipo: “Eu sabia! Nunca vai dar certo! Os homens são todos iguais, não querem nada sério, não entendem as mulheres e blá, blá, blá...”

Embora estivesse bem conformada de que ela demoraria a chegar, tratei de limpar meu coração, retirar os “restos” desta relação que não vingou e de me concentrar em mim mesma, sem sair por aí buscando aventuras que me tirariam do meu caminho, do meu objetivo, da minha espera.

Mas o Universo estava me reservando uma surpresa maravilhosa. Depois de alguns dias, 10 ou 15, vi minha Alma Gêmea pela primeira vez, numa reunião profissional. Estava tão neutralizada com o fim da relação anterior que não ouvi meu coração ainda... Talvez ele nem tenha se manifestado, pois sabia que eu precisava de mais algum tempo para me refazer inteiramente... além do mais, como diz o ditado: “o que é do homem, o bicho não come”...

Quase dois meses se passaram até que a vida nos colocou novamente frente a frente...


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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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