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Por que o sonho do casamento se transforma num pesadelo inexplicável?


Por mais que os tempos tenham mudado, é preciso admitir: muitos pessoas ainda apostam no casamento como uma oportunidade de ser feliz ao lado da pessoa amada. Homens e mulheres decidem viver juntos para que possam desfrutar de intimidade, alegrias, responsabilidades, amor, filhos, enfim, para que possam constituir uma família e se sentirem realizados, amparados e, de certa forma, até protegidos. Sim, porque apesar das pessoas continuarem se casando, a cada dia me parece que esta é uma condição em extinção. Nunca foi tão grande o número de divórcios, sem falar nos que se arrastam por anos a fio em casamentos falidos.

Por outro lado, existem também aquelas pessoas que abominam o casamento de tal forma que parecem estar fugindo da morte. Não acreditam, em hipótese alguma, que possa haver sequer um casamento satisfatório, uma relação enriquecedora, um amor que tenha sobrevivido às armadilhas da convivência diária.

Mas a verdade é que realmente existem casamentos que se transformam num martírio, numa tortura e chegam à beira do insuportável. No entanto, é também absolutamente verdade que existem casamentos felizes, casais que se complementam, que realizam grandes conquistas juntos e que se amam cada vez mais!
Então, qual é a diferença entre um caso e outro? Por que alguns casamentos dão certo e outros causam tanto sofrimentos aos envolvidos? Por que alguns casais conseguem se entender e outros parecem viver em função de se agredir, se provocar e se destruir?

Bom, eu começaria dizendo que, salvo raras exceções, não acredito que duas pessoas se casem já com esta intenção. Sendo assim, me parece que os problemas surgem com o tempo, com um desentendimento bobo hoje, uma desavença sem muita importância amanhã, mais uma cobrança, outra crítica, o cansaço, a falta de dinheiro, o filho que adoece, enfim, pequenas situações que, juntas, se transformam em mágoas, em falta de paciência, de afeto, de compreensão e, por fim, a falta de vontade, de motivação (ou de motivos?) para continuarem juntos! E aí, assumidamente ou não, desistem do amor que sentiam um pelo outro e transformam o casamento numa grande chatice, num peso enorme!

O que fazer? Muitas coisas podem ser feitas, mas como não eu conseguiria escrever tudo numa coluna só, vou falar sobre uma das atitudes mais importantes: não há amor que sobreviva sem cuidados diários. Não há casamento que resista sem investimentos constantes, sem dedicação, sem atenção e, sobretudo, muito diálogo! Deus nos concedeu uma boca e o dom da palavra para falarmos sobre nossos sentimentos, para conversarmos sobre o que tem nos desagradado, mas também – e principalmente – para elogiarmos as pessoas que amamos, para lembrá-las do quanto elas são importante para nós, do quando nossa vida é melhor e mais bonita por podermos contar com elas... Mas será que os casais fazem isso desde o primeiro dia que se casam? Será que fazem isso todos os dias ou imediatamente após se sentirem desapontadas com alguma situação? Ou será que vão “engolindo” suas insatisfações durante muito tempo, até o dia em que já não conseguem mais suportar e despejam um monte de acusações, cobranças, agressões, dores, mágoas e insatisfações sobre o outro?
Pois eu garanto que o casal que se comprometer com o diálogo, incluindo essas duas regrinhas, ou seja, expondo na hora o que não lhe agradou e, por outro lado, lembrando sempre o outro de suas qualidades com declarações, elogios e comentários que ressaltam suas atitudes positivas, conseguirá alimentar o seu amor a cada dia e transformá-lo numa relação forte, sincera, que vale a pena ser mantida!

É muito importante lembrar que todos nós gostamos de ser elogiados, de ser notados e reconhecidos pelo que fazemos de bom, nem que seja uma comidinha gostosa, uma casa cheirosa, uma flor trazida da rua, um bilhetinho deixado na geladeira, um comentário sobre um sorriso, uma brincadeira, enfim, se observarmos bem, encontraremos muitos motivos para fazer um elogio à pessoa amada.

Então, se você quer ser feliz no seu casamento, alimente a relação com palavras e atitudes positivas e nunca abandone o diálogo. Converse sempre, muito, todos os dias, nem que seja um pouquinho, nem que seja por telefone, nem que seja por bilhetes, mas converse, pois é somente através do diálogo que você pode manter a ponte que une o seu mundo ao mundo da pessoa amada. Sem diálogo não há união e, sem união, a chama do amor se apaga...


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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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