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Preciso dizer sim, apesar de toda lógica que possa haver no não...


A questão foi levantada. Todo mundo fala nisso! Parece-me que o grupo do “não” está mais empenhado em convencer o grupo do “sim” a mudar de idéia. Seus argumentos têm certa lógica, mas a meu ver, parcial, duvidosa e incoerente.

Estou falando do desarmamento. Em primeiro lugar, quero lembrar que nem o “sim” e nem o “não” nos dá garantia alguma. E depois, contar que, coincidência ou não, no livro que acabo de lançar - Alma Gêmea, Segredos de um Encontro - o 9º capítulo se chama “Use ferramentas em vez de armas”.

Claro que no livro não faço nenhum paralelo com o referendo pelo qual passaremos este mês. Falo de relações afetivas, amor e encontros entre almas; mas me chamou a atenção o quanto as armas estão por toda parte, inclusive nas relações de amor, ainda que eu não esteja falando exatamente das de fogo. O fato é que armas são sempre precursoras de morte, destruição, lágrimas, dores, tristeza e nenhuma solução.

Nunca acreditei que as armas pudessem nos proteger de algo ruim. Já fui assaltada à mão armada por três vezes e embora nenhuma bala tenha sido disparada contra mim (nunca reagi!) senti de perto o quanto essa situação nos deixa impotentes; o quanto a iminência da morte mexe com todos os nossos conceitos e percepções acerca da vida.

Reflexão, medo, raiva, revolta, entre outros sentimentos sacodem nosso espírito numa tentativa desesperada de nos acordar! Mas acordar para o quê?!? Creio que a resposta seja pessoal e, ao mesmo tempo, coletiva. Afinal, somos todos um!

Quanto ao desarmamento, depois de longa análise fica-me a única certeza de que quanto menos armas, menos mortes. Isso sim, para mim, é bem mais lógico; aliás, é matemático.

As pesquisas revelam que as mortes acontecem com mais incidência quando as vítimas reagem. Sabemos que os ladrões não decidem se assaltam ou não de acordo com a possibilidade de a vítima estar armada. No mais, a surpresa é sempre de quem é abordado e não de quem planejou a ação.

Apesar disso tudo, ninguém poderia afirmar que o desarmamento diminuiria o número de assaltos, mas certamente diminuiria o número de pessoas atingidas por balas disparadas durante segundos de tensão, reação, medo e raiva.

Não escrevo para convencer aqueles que acreditam no “não-desarmamento”; mas não poderia ficar alheia àquilo em que acredito. Também não desejo transformar a questão em apologia, utopia ou idealismo, mas me surpreendo com tanta adesão ao “não” entre pessoas que vivem fazendo passeatas, divulgando mensagens e mobilizações pela paz e, no momento em que podem decidir se realmente querem a paz, optam pelas armas.

A despeito de qualquer lógica, qualquer justificativa e qualquer argumento, definitivamente não poderá existir paz enquanto nosso lema for “olho por olho, dente por dente”. Se os ladrões têm armas é porque, infelizmente, fizeram esta escolha para suas vidas. Mas e nós? Qual é a nossa escolha? Será que são os que matam que determinam quem devemos ser e como devemos agir? Se você tem arma, fico me perguntando qual é a coerência que existe nisso, já que você veste branco pela paz, sai às ruas pela paz, repassa mensagens pela paz e diz que deseja a paz...

Sei que não é fácil optar. Entretanto, serei coerente com minhas convicções e votarei pelo “sim”, na esperança de que um dia as armas sejam todas trocadas por atitudes bem mais humanas e bem menos radicais. Porque mesmo que você continue certo de que deve votar pelo “não” (e as diferenças devem ser respeitadas!), aposto que é somente sem armas que pode haver alguma chance de amor...


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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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