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Quando o amor não ata nem desata


Por que algumas pessoas não assumem um relacionamento, mas também não desistem dele? Ou seja, passam os dias alimentando esperanças dúbias, gerando incertezas que estão longe de satisfazer a outra pessoa e fazendo promessas que todo mundo já sabe que não serão cumpridas?

Resumindo, a pergunta que fica no ar, na maioria das vezes, é: se a pessoa não vai embora, é porque gosta. Mas se gosta, então porque não assume e vive a relação com comprometimento, verdade e profundidade?! Assim, muitos homens e mulheres terminam aceitando “migalhas” com medo de “passar fome”! Por um lado, sentem-se desrespeitados, subjugados e até usados; mas por outro, têm medo de pôr um ponto final na história e perder a chance de “fazer dar certo”. Assim, ficam à mercê das atitudes do outro, esperando, esperando, esperando...

Creio que esta questão deva ser analisada por dois ângulos distintos, mas complementares: o de quem está a fim de assumir a relação, mas não encontra reciprocidade; e o de quem está na relação, mas não quer assumi-la e nem desistir dela!

Se você se encaixa no primeiro caso, eu suponho que sentimentos como ansiedade, medo, insegurança, dúvida, mágoa e tristeza permeiem o seu coração. O amor, creio que venha depois!
Também, pudera! Quem ama quer ser amado: isso é questão sine qua non! Quando não existe reciprocidade, outros sentimentos encabeçam a lista dos mais instigados na relação. Então, sugiro a reflexão: vale a pena viver à espera de uma decisão do outro? Vale a pena investir numa relação que parece ser importante para a outra pessoa somente enquanto lhe interessa?
Se, para você, estivesse bom assim, se não fizesse diferença e você se sentisse satisfeito e feliz do jeito que está, não seria eu a levantar nenhuma questão. Mas estou considerando uma situação em que você deseja se comprometer e a outra pessoa, não! Mesmo que tudo seja maravilhoso enquanto dure, que o amor pareça absoluto quando vocês estão juntos, o futuro definitivamente é um tempo que não existe para este relacionamento. E, então, até quando? É melhor insistir ou desistir?

Agora, se você se encaixa no segundo caso, ou seja, se está num relacionamento em busca de prazeres passageiros, de aventuras e sentimentos fugazes, mesmo sabendo que a outra pessoa quer se envolver, quer investir na relação e cobra uma decisão sua, a questão é: por que você alimenta esse amor com expectativas vazias, promessas falsas e atitudes que você já sabe que não vai manter?

Obviamente, as respostas são pessoais e particulares, assim como a decisão e a escolha de cada um cabem somente a cada um. Mas eu diria que o ideal é buscar parceiros que estejam na mesma sintonia e com a mesma intenção que você. Manter um relacionamento sem assumi-lo é sinal de carência e desrespeito para com a outra pessoa. É bem provável que pessoas que se comportam desta maneira estejam sugando o amor do outro para compensar suas próprias inseguranças, carências e seu medo da solidão! Mas, convenhamos, isso é covardia!
Na maioria das vezes, percebo que as pessoas que se encontram em relacionamentos desajustados, com intenções diferentes, de certa forma já sabiam que isso aconteceria e, mesmo assim, insistiram em iniciar uma relação fadada ao fracasso. Fazem isso como que para provar a si mesmas o quanto têm razão quando assumem o papel de vítimas no quesito amor. Ou então, porque não conseguem se valorizar e terminam aceitando menos do que gostariam, menos do que desejariam...

Sofrer por um amor não correspondido é sentir uma dor que remédio nenhum pode aliviar. Portanto, não provocar esta dor no outro e nem aceitar que provoquem-na em você é responsabilidade pessoal, é compromisso de amor consigo mesmo, é demonstração de amor-próprio e sinceridade.

Creio realmente que já esteja mais do que na hora de pararmos de sofrer tanto por amor. O amor é o sentimento que deve nos levar à evolução, que deve nos tornar pessoas melhores. Devemos iniciar uma campanha defendendo o fim da pirataria no amor. Chega de amores falsificados. Queremos amores verdadeiros, sinceros e inteiros!

E se você não estiver pronto para dar ou receber um amor absoluto, que ao menos seja grande o suficiente para assumir sua condição de aprendiz, sem investir em relações para as quais não está disponível, sem viver um amor que não ata nem desata!


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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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