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Respeite os 3 tempos do amor: antes, durante e depois!


O convívio entre duas pessoas que se amam serve para que ambas possam compartilhar suas individualidades, acrescentando, enriquecendo e contribuindo para a evolução do outro. Entretanto, nunca, jamais, um ou outro poderá perder a sua individualidade, pois senão, o que deveria ser amor, tornar-se-á dependência, fuga, equívoco, desperdício, sofrimento, angústia, ansiedade, cobranças, etc....

O amor é uma possibilidade de evolução. Contudo, sabemos que nossas limitações e nossos padrões de comportamento, geralmente nos enchem de desconfianças e receios, especialmente quando nos descobrimos à mercê de um sentimento do qual muito pouco se poder provar ou explicar.

Diante do verdadeiro oásis que o amor pode significar, estão muitas pessoas a se perguntarem: quem será esse “alguém muito especial” que caminhará ao meu lado, com quem eu vou compartilhar o meu caminho, a minha individualidade. Em princípio, tudo parece poético, encantador, envolvente, uma possibilidade certa de que, a partir do encontro com esta pessoa, tudo estará resolvido.

Realmente, muitas descobertas interessantes e muitas situações empolgantes podem ser vividas quando chega o amor, quando encontramos a pessoa especial, aquela que parece ter sido feita e enviada exclusivamente para nós... Mas até que este encontro aconteça, devemos saber que o amor é também e, talvez, principalmente, tudo o que vivemos antes e depois do grande encontro.

Se fizermos um paralelo com a formação da vida – uma gestação – fica mais fácil entendermos a importância de cada etapa da construção do amor. Se pensarmos que, para estarmos aqui, foi preciso que duas pessoas se unissem e compartilhassem o que cada uma tem de essencial para a formação da vida (espermatozóide e óvulo)... E que, em seguida, essa sementinha foi submetida a um longo processo de desenvolvimento, incluindo uma infinidade de ingredientes nobres – já contidos na própria estrutura humana – até que pudesse, enfim, tornar-se perfeito e pronto para nascer... poderemos compreender a importância do “antes”, no amor. Aqui, o que chamamos de “antes” é tudo aquilo que vivemos antes de encontrarmos a pessoa ideal, antes de doarmos a nossa sementinha do amor a um alguém “escolhido”.

Eis o segredo: ninguém poderá viver um grande amor se, dentro de si, não tiver cultivado uma sementinha, que deverá ser plantada no ser amado. Aquela metáfora, muito usada pelos mais velhos, que compara o amor a uma plantinha, faz muito sentido! O amor é realmente como um ser vivo, uma florzinha que, para nascer, precisa ser plantada, em forma de semente (antes) e, depois, ser regada e cuidada para crescer e desabrochar (durante). Somente assim, com cuidados e dedicação, ela poderá resistir ao tempo, aos ventos, ao sol e ao frio e, sobretudo, embelezar a vida daqueles que se dedicam a ela (depois). Três tempos do amor, sendo que um depende do outro; um completa e garante a continuidade e/ou o sucesso do seguinte.


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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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