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Romance o tempo todo é impossível, mas a ausência dele é mortal


Existem inúmeras frases que sustentam idéias sobre o que seja deixar de viver. Dizem que deixamos de viver quando deixamos de sonhar, quando deixamos de conhecer coisas novas e até quando deixamos de amar. Concordo que são assertivas muito válidas!

Porém, mais do que sonhar, inovar ou amar, penso que deixamos de viver quando já não há romance em nossa vidas. A gente deixa de viver quando a lua é apenas um planeta, quando a primavera é apenas uma estação do ano, quando um sorriso é apenas reflexo de nossa educação.

Tenho ouvido pessoas de todos os tipos: ricas, pobres, saudáveis, doentes, realizadas profissionalmente ou em busca de um caminho mais atraente. Enfim, pessoas anônimas ou celebradas, comuns ou especiais, de fé ou vazias, auto-suficientes ou dependentes, mas sempre pessoas... todas donas de um coração.
E com apenas um pouco de conversa mais íntima, um pouco de acolhimento, respeito e consideração pelo que cada uma delas é, tenho a noção exata de que o que as torna almas vivas ou mortas é a oportunidade de viver um romance ou ao menos de acreditar nesta possibilidade.

Mas não falo de romances passageiros, extraconjugais ou daqueles que não duram mais que um final de semana. Também não sou ingênua a ponto de acreditar que os romances são estados permanentes, que se pode vivê-los todos os dias, o tempo todo. Sei que as cobranças da vida nos tiram do eixo muitas vezes e que, nestes momentos, fica praticamente impossível encontrar a magia necessária para se viver romanticamente.
Entretanto, também me sinto viva o bastante para saber que é absolutamente possível transformar um dia, uma viagem, uma data ou um acontecimento num romance capaz de redimensionar os momentos seguintes... capaz de transformar o dia e talvez até as semanas seguintes num passeio de nuvem, num vôo nas asas de uma gaivota, num fogo incandescente que aquece a alma e o coração.
Ou seja, você não precisa se exigir o impossível, não precisa esperar por uma ilusão. Basta que se proponha, de tempos em tempos, a se superar, a sair do lugar comum, a romper com a rotina encharcada de hábitos cansativos e automáticos, mesmo que a retome logo depois.

Basta que você se disponha a mergulhar no inusitado pelo menos uma vez a cada estação. Um presente para vocês dois, um aditivo para a relação ao menos uma vez no verão, outra na primavera, no outono e no inverno. Não precisa ser caro, não precisa comprometer suas finanças, não precisa desestruturar o restante do mês. Precisa apenas ser romance, ser atraente, delicioso, diferente, restaurador. É isso: precisa ser restaurador!

Uma massagem relaxante; uma tulipa vermelha; balões de gás com pequenos presentinhos, tais como bombons, bilhetinhos amorosos ou uma foto dos dois bem juntinhos; talvez idéias criativas como a instituição do “dia nacional dele” ou “dia nacional dela”, dando a chance do outro fazer um pedido especial; um jantar que ele prepara para ela, enfim, o simples ato de esperar por ela do lado de fora do box e secá-la ao sair do banho pode transformar a sua relação num romance.

Existem inúmeras maneiras de protagonizar um romance de vez em quando, mas quero ressaltar que atitudes como essas não surtem o efeito desejado caso a relação esteja sendo “assassinada” há tempos com uma rotina massacrante, desgastante e sem nenhum respeito. Romance só combina quando existe amor, mesmo que cansado, mesmo que em crise, mesmo que machucado. Tente e colha os resultados!



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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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