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Vamos botar as cartas na mesa!


Há pelo menos seis anos venho escrevendo sobre as relações amorosas. Muitos dos meus leitores me acompanham semanalmente durante este tempo todo. Já leram, portanto, temas das mais variadas ordens e sob diversos pontos de vista.

Sempre busco o crescimento, tanto de quem me lê quanto o meu próprio, já que também aprendo - e muito! - enquanto reflito, penso, pondero, sinto e transformo tudo isso em palavras, da forma mais simples e direta que consigo.

Pois bem... acontece que usar termos como “amor”, “mais uma chance”, “entregar-se”, “alma gêmea”, “desistir” ou “tentar” pode ser muito esclarecedor para quem já está em seu caminho e procura apenas uma luz num momento difícil. Entretanto, tenho percebido que pode ser também muito perigoso nos casos em que um coração se encontra completamente perdido, sem saber sequer em que direção seguir.

Não tenho regras nem respostas prontas. Não ofereço garantias simplesmente porque elas não existem quando o que se dá ou o que se recebe é sentimento. No entanto, podemos falar de comprometimento. Creio que esta seja a palavra mais adequada para começarmos a colocar os ‘pingos nos is’.

Quando sugiro que você ame, posso até concordar com nosso mestre Vinícius de Moraes e endossar seu célebre verso: ‘que seja eterno enquanto dure’. Porém - e muito porém mesmo! – que isso não seja o seu escudo para viver pulando de relação em relação acreditando que o tempo é o que menos importa.

Claro que sei que tempo é relativo, mas sei também que ele é fundamental numa construção. E amor é construção. Viver uma história intensa e que lhe faça realmente crescer emocionalmente requer tempo. Assim, permita-se!

Quando falo em “mais uma chance” e “entregar-se”, refiro-me às relações coerentes e positivas. Pessoas que vivem relações ‘proibidas’ (em que o outro é comprometido) ou quaisquer outras em que vivem sofrendo, sentindo-se desrespeitadas, enganadas e diminuídas, não podem apegar-se a este apelo do “mais uma chance” ou “entregue-se” somente para arrastar por mais alguns anos esta agonia. É bom lembrar que embora toda relação nos coloque à prova justamente para nos fazer evoluir, aquelas em que é nítida a destruição devem ser resolvidas, acabadas. Assim, posicione-se!

Quando falo de “alma gêmea”, tenho o intuito, sobretudo, de lhe fazer compreender que muito mais importante do que ‘saber’ é ‘sentir’. Você nunca vai saber – com certeza - se encontrou a sua cara-metade. Mas pode, seguramente, sentir... Isso requer, antes de mais nada, a coragem de mergulhar em sua própria alma. Somente assim, consciente de si mesmo, poderá perceber uma alma que seja gêmea da sua. Assim, sinta!

Quando sugiro que você “desista” ou “tente”, quero insistir no fato de que a vida nos é dada pra ser vivida. Obviamente não estou sugerindo que você desista diante do primeiro problema, pois isso seria um terrível desperdício, uma grande ingratidão com a chance que você ganha toda vez que se apaixona e é correspondido (e a gente sabe que isso não acontece todo dia!). Tentar é divino toda vez que você pára de se questionar tanto e dá o seu melhor na relação em que está vivendo. Assim, experimente!

E agora, colocadas as cartas na mesa, ainda que com a limitação de ser este apenas um artigo, proponho que mais do que me ler, mais do que engolir minhas palavras, você possa degustá-las com sua singular capacidade de discernimento e aprenda, por fim, a encontrar os seus próprios caminhos para o amor. Assim, comprometa-se!


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Rosana Braga é Especialista em Relacionamento e Autoestima, Autora de 9 livros sobre o tema. Psicóloga e Coach. Busca através de seus artigos, ajudar pessoas a se sentirem verdadeiramente mais seguras e atraentes, além de mostrar que é possível viver relacionamentos maduros, saudáveis e prazerosos.
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