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A precessão dos equinócios

por Graziella Marraccini em Astrologia
Atualizado em 12/02/2009 16:00:28


Um dos argumentos mais usados contra os preceitos da astrologia e que tem dividido a opinião dos astrólogos do mundo inteiro, diz respeito à afirmação dos astrônomos de que, quando consideramos que alguém que nasceu no dia 30 de março tem o Sol a 10º de Áries, na realidade, em 30 de março o Sol está fixado no céu na constelação de Peixes. Essas afirmações são confusas e parecem fazer pensar que os astrólogos vivem ‘no mundo da lua’ e desconhecem astronomia! De fato, ambas as afirmações acima estão corretas. Em 30 de março, o Sol está no signo zodiacal de Áries e ao mesmo tempo na estrela fixa da constelação de Peixes. Existem aí dois tipos de referências e ambas estão certas. Algo similar poderia ocorrer quando precisamos chamar alguém que está em Londres e perguntamos que horas são. A pessoa em Londres irá dizer que a hora, naquela cidade, é diferente daquela onde nos encontramos e ambos estão corretos, pois a referência é diferente.

As constelações são grupos de estrelas fixas (aparentemente) no céu. Desde a Antiguidade os humanos tentaram conectar esses grupos de estrelas entre si, talvez para lembrar melhor de sua posição, talvez por simples fantasia. De qualquer maneira, sobre essa abóbada celeste parecem que as estrelas se fixam se as olhamos do ponto de vista em que nos encontramos na terra. Assim, aos poucos, foram desenhados animais, seres humanos, seres mitológicos em toda a abóbada para juntarem entre si os grupos de estrela vizinhos. Alguns desses grupos eram atravessados pelo Sol em seu movimento aparente em torno do planeta Terra. Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes são as doze constelações que parecem ser percorridas pelo Sol em seu caminho anual. Essas constelações são diferentes em tamanho e na quantidade de estrelas com as quais são compostas. Como os desenhos formados podem ser interpretados de maneiras diferentes, parece impossível dizer onde termina Capricórnio e onde inicia Aquário, por exemplo. E é nessa zona do céu, a esfera celeste, que os astrônomos projetam um circulo perfeito – chamado de eclíptica – que para um observador da Terra marca a aparente órbita do Sol. A eclíptica permanece praticamente estável contra o ‘pano de fundo’ das estrelas fixas. Os astrônomos atualmente continuam a usar esse círculo como ponto de referência. No sistema de coordenadas da eclíptica, a locação de um planeta é dada fornecendo dois números: a longitude é conseguida medindo a direção no sentido anti-horário do ponto zero da eclíptica, e a latitude é dada medindo o desvio do planeta do círculo. Ambas as leituras são fornecidas em graus. A longitude da eclíptica é medida de º a 360º. Mas, onde encontramos o ponto zero da eclíptica? O ponto zero é ‘arbitrário’, ou seja, depende da definição fornecida. Para as coordenadas geográficas da Terra, por exemplo, o ponto zero da longitude é fixado a partir do observatório astronômico de Greenwich, em Londres. O ponto zero da eclíptica foi estabelecido usando o ponto vernal de equinócio no hemisfério norte, entre 20 e 21 de março, quando o dia e a noite tem duração igual no inteiro planeta.

Esse ponto foi definido matematicamente usando o ponto de interseção entre o equador e a órbita da Terra em torno do Sol, ou seja, da eclíptica. O equador celeste é dado pela projeção do equador terrestre no céu. Se o eixo da Terra permanecesse estável, o ponto vernal equinocial seria sempre no mesmo dia. Na época helênica, o ponto vernal foi exatamente na borda entre as estrelas fixas que compunham a constelação de Peixes e a constelação de Áries. Do mesmo modo, os astrólogos daquela época dividiram, então, o céu em 12 constelações iguais, ou seja, cada uma com 30º e, portanto, era possível que algumas constelações astrológicas ficassem sobrepostas às constelações astronômicas que não possuem tamanhos iguais!

No entanto, o eixo da Terra não é estável, primeiro porque a Terra não é uma esfera perfeita (ela é achatada nos pólos e mais gorda no equador), depois porque ela ainda reage à força gravitacional seja do Sol que da Lua que distorce, de certa forma sua rotação. Isso causa aquilo que é chamado de ‘precessão dos equinócios’, o que significa que, como um pião, a Terra vai mudando o seu eixo aproximadamente a cada 26000 anos. Do mesmo modo, o equador celeste escorrega o seu ponto de intersecção na eclíptica mudando o ponto vernal que se move na direção oeste ao longo do círculo da eclíptica, na direção oposta do zodíaco. Leva, portanto, um doze avos desse tempo – 2.160 anos – para que o eixo da Terra atravesse um inteiro signo zodiacal. Assim, podemos dizer que, a cada 2.160 anos, acontece uma nova ERA PRECESSIONAL. Se 2.160 anos atrás o eixo da precessão do equinócio se encontrava entre os signos de Áries e o signo de Peixes, podemos dizer que atualmente o ponto vernal do equinócio se encontra atualmente entre os signos de Peixes e o signo de Aquário, se movendo na direção de Aquário. Por essa razão, quando falamos em Era de Aquário não podemos definir com precisão o momento de seu início!!! Nenhum astrólogo ousaria definir com exatidão essa data. Talvez mais perto do ano 2.160!
No entanto, sabemos que mesmo algumas horas antes do Sol nascer na linha do horizonte, sentimos os efeitos de seus raios à medida que o dia vai clareando e a noite vai sumindo! Exclamamos: que bela aurora! O Sol está nascendo! É esse efeito que estamos sentindo agora: a Era de Aquário está chegando! Muito se escreveu e muito ainda se escreverá sobre a tal Era de Aquário. Do ponto de vista astrológico e místico, todos almejam que essa tal Era de Aquário venha modificar o mundo! Na semana passada, ao falar sobre o alinhamento astrológico no signo de Aquário eu estava me referindo particularmente àquela sensação de que a Era de Aquário está chegando e que podemos, aos poucos, nos adaptar a ela, sentindo seus efeitos que estão modificando nossa forma de agir e de pensar. Mas não se iludam, nada acontecerá da noite para o dia. Nossa participação será muito valiosa, a cada instante de nossa vida. E não creiam que tudo será ‘um mar de rosas’, que todos irão se dar as mãos e viver em ‘fraternidade e igualdade’, como na canção de Hair. Não. Haverá também muito individualismo, muito idealismo (não esqueçamos que Aquários é um signo de Ar, ou seja, um signo intelectual), muita rebeldia, muita falação e, provavelmente, pouca realização! Os grandes projetos coletivos de Aquários podem não se realizar nunca se não encontrarem um terreno fértil e, sobretudo, se não encontrarem pessoas de boa vontade (de Terra) para realizá-los! Por isso é tão importante que cada um de nós faça sua parte.

O amor aquariano é frio, não é aquele amor que acalenta o coração! Parece ser feito de conceitos e não de atos. E nem tem a emotividade da água que dá a vida! O amor de Aquário pode ser estéril! Então, como ficarão nossos sonhos de um mundo melhor?
Como ficará a linda canção de John Lennon: “Imagine all the people?”. Na imaginação?

Um grande abraço a todos e uma semana cheia de Luz!


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Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology. Conheça meus serviços on-line
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