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Eu estou em crise!!!

por Graziella Marraccini
Publicado dia 31/01/2008 15:27:06 em Astrologia

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Eu estou em crise!!!

Socorro! Eu estou em crise! Meu inferno astral está iniciando!
Quantas vezes recebi e-mails deste tipo! Já publiquei em varias ocasiões artigos sobre o assunto, até mesmo em publicações como o Jornal da Tarde e já dei entrevistas para TV, rádios, etc., mas o assunto sempre volta, vez ou outra. Agora, no mês que antecede meu aniversário, vou voltar a explicar o que isso significa realmente. Sei que o ‘astrologês’ não é uma linguagem fácil, mas procurarei ser o mais simples possível. Vocês podem ler (ou reler) o artigo “O Inferno Astral”.

Como eu faço aniversário num dia muito especial, dia 29 de fevereiro, todos me perguntam como é fazer aniversário de quatro em quatro anos, como faço aniversário quando o ano não tem 29 de fevereiro, etc. etc. Costumo explicar que, devido ao fato do Sol não fazer o seu ‘caminho aparente em torno da Terra’ num tempo que corresponde exatamente aos 365 dias do calendário oficial (calendário Gregoriano adotado no ocidente), é necessário acrescentar um dia a cada quatro anos para ajustar-se ao percurso do Sol. Esse dia vem a ser o dia 29 de fevereiro. Sabemos que a Terra faz uma revolução anual em torno do Sol em 364 dias e ¼, portanto é esse ¼ (que sobra, ou seja 6 hs.) que, multiplicado por quatro, forma aquele dia a mais, dia 29 de fevereiro, que é acrescentado ao nosso calendário a cada quatro anos. Mas para fazer aniversário não precisamos olhar o calendário e sim precisamos fazer nossa Revolução Solar. Ou seja, precisamos ver em que momento preciso o Sol volta ao lugar (mesmo grau) em que estava no momento de nosso nascimento. Assim, se nos deslocamos, se mudamos de cidade e conseqüentemente de latitude, também mudaremos o momento de nossa Revolução Solar, ou seja o momento astral de nosso aniversário.

Vou explicar melhor. Eu nasci em Milão, na Itália, e meu Sol se encontrava a 09º38 de Peixes naquele exato momento. Então, para fazer uma Revolução Solar e comemorar o meu aniversário é necessário que o Sol volte exatamente a 09º38 de Peixes! Por coincidência, como não me encontro na mesma latitude, este ano o Sol não volta a este grau no mesmo dia em que nasci, mas sim no dia 28 às 18:31, portanto, este será meu dia de aniversário astral neste ano.

Bem, continuando em minhas reflexões pessoais, cheguei à conclusão que quando iniciamos um novo ano de vida, um novo nascimento, entramos em crise, começamos a nos sentir diferentes, mais ansiosos, começamos a olhar para trás e percebemos que o tempo está passando e que nossos planos precisam ser agilizados ou concluídos. Quem aniversaria no inicio do ano pode sentir duplamente essa crise por estar sobrepondo, de forma inconsciente, a instabilidade gerada pelo final do ano de 2007 para 2008 - por exemplo - ao final de seu ano solar. È como uma morte e renascimento, é como terminar um ciclo e iniciar um novo! Qualquer mudança sempre gera ansiedade e inquietude.

O artigo sobre o Inferno Astral explica a razão dessa drfinição para explicar esse período de crise pré-aniversário. No entanto, o que me interessa examinar agora é o período cíclico pelo qual passamos: por que algumas vezes nosso aniversário gera felicidade e em outro período ele gera ansiedade e mesmo desalento?
Porque estamos em períodos diferentes de nosso ciclo de crise.

Vou dar um exemplo: Júpiter (veja o artigo no site) tem um ciclo de 12 anos aproximadamente, pois sua revolução em torno do Sol faz com que ele fique um ano inteiro num signo astrológico. Assim, quando a criança faz 12 anos completaria o primeiro período do ciclo que é um período de expansão, especialmente nos relacionamentos pessoais e novas áreas de experiência. Esse é o período da Conjunção de Júpiter em trânsito com Júpiter Natal. Os períodos favoráveis então seriam aproximadamente 12 anos, 24, 36, 48, 60 anos, etc. etc. Os períodos desfavoráveis correspondem à oposição entre Júpiter em trânsito e Júpiter natal, e se manifestam aos 6 anos, 18, 30, 42, 54, 66 etc. Esses períodos são chamados de ‘crises jupiterianas’ e provocam questionamentos em áreas onde Júpiter está localizado em seu mapa natal.

Outro exemplo: Saturno (existem vários artigos no site). Saturno tem um ciclo de revolução solar de 29 anos aprox. Então ele formará aspectos de conjunção aos 29,4 anos (primeiro anel), aos 58,8 (segundo anel) etc.. A oposição ocorrerá aos 14,7 anos, aos 44,1, e aos 73,5 que coincidem com o declínio físico de nosso corpo. Sendo Saturno o planeta da responsabilidade, nos ajuda em nossa integração social quando em seus ciclos favoráveis e nos isola e limita, física e socialmente, em seu ciclo desfavorável.

Durante nosso ciclo vital os ciclos dos vários planetas acabam se sobrepondo e causando vários períodos de crise, cada um focalizando um aspecto especifico, dependendo da área de nosso mapa que é atingida. Se colocarmos todos os ciclos planetários num gráfico, poderemos verificar os picos e os vales dos planetas e ver em que momento eles coincidem. O ciclo mais longo ao qual sobrevivemos é o ciclo de Urano. Os picos combinados nos demonstram que os melhores períodos de nossa vida acontecem aos 29 anos e aos 59, e os pontos de baixa energia acontecem aos 15, 42 e 68 anos, aproximadamente. O ponto mais baixo de todos os ciclos acontece entre 42 e 43 anos e provavelmente indica a fase mais desanimadora para a maioria das pessoas, já que marca o fim das aspirações da juventude (acabamos de fazer um primeiro balanço de nossa jornada), e dá um pontapé no período da maturidade quando temos a impressão que ‘não podemos mais errar’, que precisamos nos afirmar socialmente, que precisamos ‘dar certo’ finalmente lá onde anteriormente falhamos. Este momento é considerado o ponto central entre a juventude e a velhice e é muitas vezes chamado de ‘meia idade’. Na realidade, meia idade não é, já que nem todos conseguem chegar aos 84 anos! Mas deveria ser se quisermos realmente completar um ciclo uraniano de vida.

Portanto, podemos deduzir que os ciclos de vida, ou fases de crise, são períodos de oscilações, altos e baixos que nos ajudam a crescer, agir, avaliar, reavaliar e modificar. Vou listar 11 períodos que, segundo o astrólogo e psicólogo John Towely (no livro Ciclos astrológicos e períodos de crise) marcam nossas maiores crises:

a- De 0 a 3 anos: individuação primordial, constituição do Ego e de seu domínio sobre os sentidos e as faculdades pessoais da personalidade.
b- De 3 a 9 anos: começo da socialização e do aprendizado destinado a nos ajudar a considerar a existência das outras pessoas ao nosso redor e a compreender suas necessidades e exigências.
c- De 9 a 13 anos: domínio dos meios internos e externos do sucesso, da comunicação e da aprendizagem dentro da estrutura protegida da infância.
d- De 13 a 21 anos: período de teste, quando o individuo começa a enfrentar os problemas da fase adulta e inicia a constituir o fundamento de seu estilo de vida, desenvolvendo sua personalidade e tomando conhecimento do Eu.
e- De 21 a 37 anos: inicia a conquista do mundo, a conquista do lugar para o exercício da individualidade e o exercício da máxima criatividade e liberdade pessoal.
f- De 37 a 50 anos: é o maior período de crise. Aparentemente representa a estagnação e até a aparente inutilidade do Eu, numa crise gerada pelos questionamentos da auto-imagem e a busca de uma melhor percepção geral do mundo.
g- De 50 a 64 anos: a melhor fase da vida, quando conseguimos integrar as realizações pessoas com a consciência desenvolvida do Eu. O individuo pode enfim saborear os frutos do trabalho físico e espiritual alcançando o equilíbrio.
h- De 65 a 71 anos: começamos a encarar a decadência física e muitas vezes a própria morte aparece nos espreitando. Inicia um período de isolamento, de cristalização que muitas vezes leva à doença e à morte.
i- De 71 a 75 anos: rejuvenescimento temporário, especialmente se superarmos a morte anunciada; pode marcar o inicio de novos projetos e nova exploração social.
j- De 75 a 81 anos: afastamento da sociedade, reavaliação dos valores sociais impostos pela sociedade, recolhimento e introspecção.
k- Mais de 81 anos, reafirmação do ego puro, isenção de regulamentos sociais, rejuvenescimento do espírito pelo espírito.

È claro que este ciclo vital e seus períodos de crise são indicativos e nem todos os indivíduos passam por essas crises da mesma maneira. O condicionamento social modifica muito essas expectativas. Porém, ele serve como modelo geral de comportamento e pode nos ajudar a compreender porque temos crises pessoais, psicológicas, que não são decorrentes de fatos externos. Uma pessoa bem casada, com filhos, com um bom emprego, com conforto no lar, enfim, com tudo o que nossa sociedade determina como sendo valores de felicidade, entra em crise e não se explica o motivo. Essa pessoa deveria então consultar um astrólogo e este irá verificar em seu mapa natal se aquele ciclo astrológico que ele está vivenciando aparece com alguma característica extra, um aspecto planetário difícil, um carma específico de outra encarnação, etc. Desta maneira ele será orientado sobre a melhor maneira de enfrentar esse período de crise e acabará por superá-lo mais facilmente e terá certamente uma melhor qualidade de vida para continuar sua tarefa nesta encarnação. Lembre-se que o Conhecimento nos revela a única forma possível de Vida.

O Gênio cabalístico nos ajuda em nosso aprendizado, evitando assim a repetição de erros. Ele nos ajuda nos períodos de crise e é chamado de VASARIAH, o 32º Nome de deus.Seu Salmo de oração é o de nº 32, cujo versículo 4 diz:



“Pois a palavra do Senhor é reta e Sua obra toda é Verdade”.

Uma semana cheia de Luz para todos!



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Sobre o autor
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Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology. grabnn Atende em seu consultório em SP com hora marcada no horário comercial.
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