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Onde está a felicidade?


Um dia, meu filho ainda bem pequeno me perguntou: ”Mamãe, o que é ser feliz”? Ah, essas perguntas infantis que não conseguimos responder! Conceitos abstratos e absolutamente subjetivos são sempre muito complicados para responder e não seria certamente uma pequena criança que poderia compreender uma longa explicação filosófica. Então respondi a ele que ser feliz era estar com quem amamos. Saiu satisfeito como sempre fazem as crianças que ainda não aprenderam a complicar a vida e aceitam respostas simples para perguntas simples! Mas será que isso basta? Estar com quem amamos? À medida que crescemos acabamos por complicar nossa vida! Se pensarmos no conceito ‘felicidade’ de maneira filosófica, podemos divagar horas a fio e nossas indagações dependerão especialmente de nosso caráter, nossa maneira de pensar, nossa instrução e também nosso meio social e cultural que nos condicionou inexoravelmente e que nos impôs padrões de pensamento. Os padrões ocidentais nos levam definitivamente a encontrar fora de nós a tão sonhada felicidade. Procuramos a felicidade nas coisas materiais e não em conceitos filosóficos, no ter e não no ser. Não sou psicóloga, mas os meus estudos de astrologia em muitos anos de consultório, me ajudaram a compreender as indagações da alma humana. Minhas reflexões são sempre conseqüência de alguma pergunta que me faço durante a semana, e que é decorrente de algum fato que me chamou a atenção e me levou a refletir.

Passei a ultima semana num hospital, acudindo minha mãe que, já centenária, se aproximava de sua partida definitiva para voltar à casa do Pai. O que vi naqueles dias em torno de mim foi tristeza, dor e sofrimento. Em cada leito, em cada quarto, alguém padecia e sofria; a angustia de seus entes queridos refletia-se em cada gesto, em cada olhar. Mas o que vi também foram rostos sorridentes, felizes, esperançosos e vi pessoas se abraçando, se confortando e rezando, vi pessoas oferecendo ajuda, uma palavra de conforto e um ombro amigo, vi pessoas se amparando mutuamente. È claro que em muitos casos a alegria era a sensação de alivio por causa de uma alta hospitalar, de uma cura, ou então, mais feliz ainda espelhava a alegria do nascimento de uma criança. Naqueles dias difíceis e apesar de minha angustia, sentia uma energia positiva naquele ambiente hospitalar e percebi que muitas pessoas transmitiam uma energia altamente positiva. Pareciam felizes. Então me perguntei, como é possível ser feliz num lugar desses? Creio que a felicidade seja principalmente um estado de ânimo, uma sensação de paz interior decorrente de uma percepção de união com o Todo. A sensação de sermos amados pelo Pai. A sensação de que alguém está ali para aliviar o sofrimento de outro ser humano. Quantas pessoas devotadas e compassivas encontrei em meu caminho! Percebi então que a felicidade, mesmo que fugaz, está onde nós a colocamos, ou seja, a sensação de felicidade depende principalmente de nossa forma de encarar a vida. Sofrimento não significa infelicidade e mesmo as pessoas que sofrem, que passam por momentos difíceis, podem ser felizes se encararem positivamente as experiências pelas quais estão passando e que servem de estrutura para seu espírito.

No entanto, vejo pessoas que não estão doentes, que não possuem preocupações financeiras, que vivem cercados de luxo e de conforto e que são infelizes! Vejo pessoas que gozam de boa saúde e que são infelizes. Sabem por quê? Porque eles sofrem de uma doença grave que se chama ‘inveja’! A inveja é a maior causa de nossa infelicidade. O desejo de ter aquilo que outra pessoa possui faz com que percamos o foco de nossa vida, já que estamos ocupados com isso o tempo todo. Minha mãe foi embora do mundo material para se encaminhar para a outra dimensão onde, tenho certeza, está muito feliz. Rica interiormente e cercada de amor, ela não sofria desse mal terrível chamado inveja. Seu sofrimento era físico, não espiritual. Perdemos a oportunidade de pensarmos em construir para nós uma vida feliz se nos padecemos por aquilo que não possuímos e não percebemos as pequenas riquezas que se espalham em nosso caminho todos os dias. Um abraço, um carinho, um olhar, um apreço, um elogio sincero, quanta felicidade são capazes de gerar! A inveja cria uma sensação de falta e é essa falta que nos torna infelizes. Pensamos naquilo que não temos e não naquilo que temos. Para manter a paz interior e a sensação de felicidade dentro de nós, devemos agradecer Deus, o Todo, O Criador, por tudo aquilo que possuímos, pelo amor recebido. Pobres ou ricos, se não temos o amor dos nossos caros podemos nos sentir infelizes. Pobres ou ricos, se não nos sentimos preenchidos interiormente podemos nos considerar como infelizes. E essa plenitude interior é conseqüência do amor incondicional que sentimos: amor pelo nosso próximo.

A Cabala ensina que não existe verdadeira felicidade nas coisas materiais, ma que ela existe completa e única no nosso interior, no mundo espiritual. Se nos conscientizarmos disso estaremos nos sentindo cada vez mais felizes ao longo desse nosso caminho de evolução, mesmo nos momentos em que a vida nos sobrecarrega de dor e sofrimento. Vocês já devem ter visto lares modestos onde reina a felicidade. Existem famílias numerosas em lares pobres da periferia onde se contam os centavos no final do mês, mas lá muitas vezes vemos gente feliz, onde existem crianças amadas, que esbanjam sorrisos porque recebem calor humano. Infelizmente, o apelo material incentivado pela mídia e pela nossa cultura consumista está tornando o ser humano cada vez mais infeliz. Sabem por quê? Porque a verdadeira felicidade está na sensação interior de plenitude decorrente da manifestação de amor ao próximo. As manifestações de carinho que recebi dos amigos nessa semana angustiante em que estava me despedindo definitivamente daquela que me deu a vida, encheram minha alma de felicidade! Sim, posso dizer que agradeço Deus porque sou uma pessoa feliz!

Esta semana vamos aproveitar a influência astral e escanear com os olhos essas três letras do alfabeto hebraico, as letras que compõem o nome do Gênio Vehuhel, 49º Gênio cabalístico. O salmo para oração é o de número 144. Ele nos ajudará a encontrar a verdadeira felicidade.



Para todos, uma semana repleta de felicidade!



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Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology. grabnn Atende em seu consultório em SP com hora marcada no horário comercial.
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