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Quanto mais amargo, melhor!


O título de nosso artigo da semana parece estranho à primeira vista, não é mesmo? Pois é, parece masoquismo desejar algo amargo quando o doce é bem melhor! Mas vou explicar qual é a linha de pensamento que me guia. A Cabala ensina que o amargo existe para que possamos apreciar o doce. Pois é, isso parece óbvio, mas ninguém quer experimentar o amargo! Hermes Trismegisto no seu Quarto Princípio Hermético (4ª Lei Hermética) nos ensina que tudo o que é gerado e materializado tem dois pólos. È a chamada Lei da polaridade. Ela nos explica que “tudo o que é manifestado possui dois lados, dois aspectos, dois pólos opostos” com muitos graus de diferença entre os dois extremos. Nessas duas pontas teremos então o máximo de oposição num tipo de vibração X. Por exemplo: O termômetro marca os graus da temperatura, chamando-se o pólo mais baixo de frio e o pólo mais elevado de calor. Entre esses dois pólos existem muitos graus de vibração que nós oferecem a sensação de calor ou frio. Mas é interessante notar que não há uma demarcação absoluta entre os dois (mesmo se existe uma convenção que indica o 0º como linha de demarcação e de frio). De fato, se para nós a sensação de frio pode ser sentida quando o termômetro alcança os 10º positivos para os esquimós a mesma temperatura pode representar “um quente dia de verão”, não é?

Então, quando o Sol do verão polar aquece os esquimós eles sentem aquele calorzinho com uma enorme intensidade de prazer. Aqui, com a mesma temperatura, estaremos batendo os dentes de frio, porque estamos acostumados a temperaturas mais elevadas. Mas como fariam os esquimós para apreciarem o calor de 10° se não tivessem passado pelas baixíssimas temperaturas do inverno polar? Como nós apreciaríamos o calor de nosso verão tropical se não tivéssemos passados pelos 10° médios de temperatura de nosso inverno? Podemos deduzir então que, para apreciarmos o conforto do calor do verão precisamos passar pelo frio do inverno. Continuando nossa linha de pensamento, vamos continuar com algumas analogias. Ao saborear uma fruta podemos dizer se ela é doce ou amarga? Se podemos fazê-lo, o que usamos para comparar? Outra fruta mais doce ou outra mais amarga? Vocês já experimentaram comer uma fatia de torta e depois tomar um café amargo? Ele lhe parecerá mais amargo do que fel em comparação com o doce da torta. E iremos acrescentar açúcar para torná-lo palatável!

Creio que em nossa vida diária temos esses momentos de ‘doce’ e de ‘amargo’ somente para aprender a fazer nossas próprias avaliações pessoais. Como outra Lei Hermética (a Vª) nos ensina a Lei do Ritmo, sabemos que passamos por momentos alternados de doce e amargo, de felicidade e de tristeza, de calmaria e de caos! Porém, o mestre cabalista nos ensina que são os momentos de caos que nos fazem apreciar os momentos de calmaria e, portanto, devemos agradecer a Deus por nos tê-los enviado! Puxa, dirão vocês, estou numa gangorra danada, tentando conciliar meu orçamento doméstico (por exemplo) e devo agradecer a Deus? Sim, devemos agradecer a Deus que nos dá a oportunidade de usar nossa criatividade, nossos recursos próprios para aprender a sair da enrascada.

O sábio nos dá dois conselhos:

1°) Abrace o caos. Saiba que ele é uma benção do céu destinado a nos fazer melhorar. Acredite que a Luz tomará conta de você e o ajudará a encontrar a saída. Diga para si mesmo: Isso é bom para mim e me ajudará na minha evolução espiritual e material.

2°) Olhe para a frente e tome para si a responsabilidade por ser causador do caos. Nossas ações criam nosso carma, não esqueça! Procure encontrar as razões para você se encontrar em tal situação e, se não conseguir encontrá-las, aceite-as como fazendo parte de sua missão nesta encarnação. Encare os desafios como oportunidades e não como estorvo.

Você sabe que depois da tempestade sempre aparece o céu azul e, quem sabe, um belo arco-íris! Você sabe que, depois da noite escura, aparecerá o Sol para espantar a escuridão! Então, tenha Fé: quanto mais rapidamente aceitar as dificuldades e as circunstâncias caóticas como oportunidades para a sua elevação espiritual, tanto mais rapidamente você encontrará o caminho da harmonia e da serenidade. Você sozinho poderá atrair para si a Luz Divina com o poder de sua mente e a mudança de vibração, de grau em grau, como ensina o três vezes mestre!

Para ajudar você a superar as dificuldades, espantar de sua cabeça as dúvidas que aniquilam suas ações, e afastar o pânico que aniquila as escolhas, você pode orar o Salmo de n° 70, que alimenta o Gênio Cabalístico (Anjo) de n° 70, JABAMIAH.(as letras do alfabeto hebraico correspondentes são: Yud, Bet, Mem) Seu nome significa: Verbo que cria todas as coisas.
Com esse nome e com sua oração, você trará a Luz de volta em sua vida e ela o inundará da benção divina!

Peça a Jabamiah que lhe dê a capacidade de reconhecer o desígnio divino mesmo nos momentos mais caóticos de sua vida! Peça-lhe para revelar o propósito de DEUS que se encontra por trás do seu sofrimento atual e você encontrará a PAZ interior e superará todas as dificuldades, crescendo espiritualmente.

Uma boa semana a todos!
São Paulo, 15 de maio de 2007



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Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology. grabnn Atende em seu consultório em SP com hora marcada no horário comercial.
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