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Você é feliz?


Após uma semana de carnaval, voltamos ao trabalho e já sentimos a energia do signo de Peixes no ar. O Sol ingressou em Peixes no dia 18 às 22:08 h (hora de verão no Brasil) e no dia 17 estava em conjunção com a Lua, ainda em Aquário. Essa energia pareceu nos empurrar para frente e nos disse que era tempo de mudança, era tempo de ‘por um pé no futuro’. E agora, será que o futuro já chegou? Será que a ilusão do carnaval deixou espaço para que comecemos realmente a pensar nos nossos projetos de vida? Não é por acaso que o dito popular diz que no Brasil o ano começa depois do Carnaval!

O Carnaval passou e agora estamos no período chamado Quaresma, pelos católicos. Aquela euforia toda tem sua origem nos antigos rituais pagãos e as bacanais romanas que a Igreja Católica transformou nessa festa que nos permite ‘a carne’ (a palavra ‘carne-vale’ quer dizer: nesses dias você pode ‘comer carne’ porque depois terá que jejuar, fazer penitência, limitar os excessos dos sentidos). Come-se à vontade, bebe-se à vontade, cometem-se excessos de todo tipo antes do período de recolhimento espiritual. Muitos de vocês ainda estarão de ressaca após tanto brincar e pular. E muitos demorarão ainda para voltar a pôr os pés no chão. Mas será que todas essas pessoas que dançavam e pulavam eufóricas, mostrando seu sorriso escancarado na avenida, estavam realmente felizes? Será que aquela massa humana que se deixava levar pelo embalo do trio elétrico ou dos maracatus estaria realmente em busca da felicidade ou estava à busca somente do prazer? Será que aquelas pessoas que bebiam, dançavam, pulavam, beijavam e namoravam, eram felizes ou ‘estavam’ felizes? Assistindo ao espetáculo carnavalesco grandioso que a televisão nos veiculou, não pude deixar de fazer essa reflexão a respeito da felicidade.

Quero então deixar aqui uma pergunta: o que é felicidade para você? Você confunde felicidade com prazer? Parece que cada vez mais procuramos nos estontear com o prazer temporário, imediato e fácil que nos é entregue de bandeja pelos profissionais do marketing, desejosos de vender seus produtos. Eles nos prometem o bem estar, a juventude, o prazer como se tudo fosse fácil, ao alcance da mão. Porém, os profissionais dessa nossa sociedade consumista esquecem muito convenientemente de nos dizer que, depois, estaremos todos condenados ao vazio interior, à carência e à instabilidade emocional. Sentiremos então o desejo de buscar novamente aquela satisfação imediata que nos fez esquecer por alguns instantes a dura realidade (a dor, a solidão, a frustração, a sensação de fracasso) e estaremos criando então um circulo de dependência sem fim.

Os sábios nos ensinam que o prazer é mais associado a um desejo egocêntrico de satisfação imediata, satisfação essa que, uma vez apaziguada, volta logo a nos estimular com mais intensidade. A felicidade, no entanto, está conectada com os desejos de nossa alma, desejos de harmonia e de unidade com o Criador, desejos de evolução espiritual. A felicidade é um estado da alma, é mais duradoura e promove uma sensação de bem estar que transcende os impulsos comandados pelos desejos do nosso Ego. A felicidade é conseguida quando percebemos claramente qual é nossa missão nesta encarnação e a assumimos com prazer, por mais difícil que ela seja. Por essa razão ela é tão difícil de ser alcançada e requer um esforço constante de nossa parte. Mas se conseguirmos distinguir entre uma e outra, já estaremos a caminho da evolução espiritual. O desejo que requer satisfação imediata é fruto do lado mais egoísta de nossa natureza. Aquilo que cobiçamos não é necessariamente aquilo que nos trará a realização. A felicidade se esquiva quando corremos atrás daquilo que ‘queremos’ no lugar de buscar aquilo que ‘necessitamos’. Nossos desejos, mesmo se atendidos, costumam trazer consigo uma sensação de insatisfação posterior que, depois de terminada a gratificação inicial, provoca uma carência que nos induz a buscar mais e mais o mesmo tipo de prazer.

Eu não estou dizendo que devemos evitar esses prazeres mundanos, mesmo os mais fugazes, porque nossa natureza material é também feita desses prazeres, dessas necessidades. Quem não gosta de um carinho, de uma boa comida, de um bom copo de vinho ou de cerveja de vez em quando? Quem não gosta de dançar, passear, se divertir, bater papo com os amigos, nadar, tomar sol? Pois esses são prazeres de nosso corpo físico e nós não podemos prescindir deles. Mas esses são prazeres que até os animais buscam, pois são necessidades da vida física. O que precisamos fazer é não nos tornar ‘viciados’ em prazer. É muito difícil ver um animal se ‘viciar’ em prazer, mas é provável que, se seu bichinho de estimação gostar muito de alguma coisa ele irá solicitá-la sempre que puder. Porém dificilmente ele passará da medida. Sabem por quê? Porque eles simplesmente não buscam esses prazeres para preencher um ‘vazio interior’, já que sua alma não tem consciência de sua evolução espiritual. Portanto suas respostas serão simplesmente físicas e emocionais. Porém, nós, ‘seres pensantes’ que estamos sempre a nos perguntar sobre as razões de nossos atos, podemos fazer essa reflexão. Pergunte-se: será que busco somente o prazer ou busco a felicidade?

Tenho certeza que muitos de vocês já tiveram um ente querido, um amigo ou um conhecido, que se tornou dependente de alguma maneira. Conhecemos os problemas causados pelas drogas, pelo álcool, pela dependência química aos remédios. Aqueles que, em busca da felicidade se tornam dependentes de remédios para dormir, remédios para acordar e antidepressivos variados estão se enganando. Eles não estão se curando, mas estão simplesmente afastando de si, momentaneamente, um determinado tipo de sofrimento interior que eles não conseguem decifrar e que nada mais é que o sintoma de uma alma doente. Eliminar o sintoma não cura a alma doente! Creiam-me, eles não serão felizes com esses paliativos momentâneos! Um pequeno comprimido não produz a felicidade! Por essa razão, e para não cair neste círculo vicioso do prazer imediato, é necessário procurar dentro de si as verdadeiras razões que nos tornam infelizes. Só então poderemos nos libertar verdadeiramente e conhecer a verdadeira felicidade. Isso é muito difícil, não é mesmo? Eu sou pisciana, faço meu aniversário dia 29 de fevereiro (pois é, nasci num ano bissexto!) e sei do que estou falando, pois continuo fazendo muitos esforços para superar essa tendência natural dos ‘filhos de Netuno”!O signo de Peixes nos faz refletir especificamente sobre esse assunto - essa faceta de nossa personalidade que temos, sejamos piscianos ou não. Ele é regido por dois planetas: Júpiter, o planeta da euforia, do otimismo e da expansão, e Netuno, o planeta da ilusão, do sonho, da fantasia. Podemos dizer que, então, esses atributos poderão estar presentes em nossas reflexões durante todo esse mês. Peixes é um signo de Água e, portanto, é ligado às emoções e aos sentimentos. Tradicionalmente a astrologia nos ensina que os piscianos são seres instáveis, emotivos, mutáveis e adaptáveis, sonhadores e inspirados, mas também podem ser inconstantes, ter dificuldade de concentração, terem pouco pé no chão, sentirem uma necessidade muito grande de evasão. Isso pode induzi-los a cometer excessos e ‘fugas’ que os levarão ao vício, à dependência. Lembrem-se que o vício escraviza o homem e a virtude o liberta! Os piscianos (especialmente aqueles do segundo decanato) se encontram particularmente inquietos neste período astral, mas todos já experimentaram essa sensação de desarmonia desde que Urano entrou em Peixes (leia no site: Urano mergulha em Peixes). As águas turvas dos sentimentos reprimidos vêm à tona vez ou outra e perturbaram a mente, impedindo o raciocínio e criando confusão mental. Sentimo-nos confusos, perdidos, agitados e sem rumo. Por essa razão, devemos nos conectar com a Luz Divina. Somente ela nos guiará e abrirá nossa mente para o Conhecimento.

A energia de Peixes está ligada às três letras do alfabeto Hebraico do Gênio Vehuel, o 49°. Ele nos ajuda a encontrar a verdadeira felicidade, afastando a tristeza, os pensamentos negativos e a depressão. O salmo relativo a esse gênio é o 144.

Pensem positivamente e procurem fortalecer sua vontade para procurar ouvir as necessidades de sua alma e não satisfazer os apelos de seu ego.
Uma boa semana a todos.


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Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology. grabnn Atende em seu consultório em SP com hora marcada no horário comercial.
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