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Você pode!

por Graziella Marraccini
Publicado dia 03/07/2008 23:35:26 em Astrologia

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Sim, você pode! Ah, se ouvíssemos essas palavras desde pequenos, como seriamos mais bem sucedidos na vida! O fato é que muitas vezes não acreditamos em nós mesmos e acabamos achando que não conseguiremos nunca alcançar nossas metas e realizar nossos sonhos. De fato, esse condicionamento mental nos vem da pequena infância, do ambiente onde fomos criados, de nossa mãe (ou da substituta de mãe) que nos criou e que moldou nossa auto-imagem nos primeiros anos de vida. A astrologia vê na Lua o símbolo dessa ‘auto-imagem’ e a analise de sua posição no nosso mapa natal e seus aspectos com outros planetas pode ajudar a pessoa a compreender melhor esse mecanismo que está tão bem escondido no nosso inconsciente que pode não ser reconhecido racionalmente, mas que serve de escudo para que nossas emoções não saiam do controle. Esse mecanismo é chamado também de “reação emocional” ou “defesa emocional”. Os hábitos, as memórias da infância, nossa receptividade e emotividade, nossa sensibilidade, são todos fatores de nossa personalidade influenciados pela Lua. A Lua é regente do signo de Câncer, posicionado na 4ª Casa da Roda Zodiacal. Apesar de a Lua ser mais representativa e evidentemente expressa na personalidade feminina, os homens não estão isentos à sua influência, já que eles também têm um lado ‘receptivo e feminino’ dentro deles.

A posição da Lua (e seus aspectos) no Mapa Natal indica que tipo de mãe a pessoa teve, como foi seu relacionamento com essa figura materna na pequena infância, como ela se moldou ou não ao condicionamento do ambiente familiar. A mulher, em sua fase adulta, irá certamente procurar reproduzir esse papel da mãe, que a sua natureza lhe impôs, ou irá rejeitá-lo, dependendo deste condicionamento inconsciente. Quantas mulheres conhecem o conflito de escolher entre a vida profissional (essencialmente masculina até poucos anos atrás) e o seu papel de mãe? Elas se desdobram para viver essa ‘dualidade’ da melhor forma possível, mas com quanto sacrifício se adaptam a esses dois papeis! No Mapa Natal da mulher, a Lua irá representar também a sua fertilidade (útero, ovários e seios) indicando se ela terá ou não filhos, se sofrerá abortos, se terá dificuldades para levar adiante uma gravidez, etc. etc. E também pode indicar que tipo de mãe ela será, como ela se comportará em relação à sua família de origem e à sua família formada ao casar e ter filhos. Se o astrólogo vê que essa mulher possui uma Lua com aspectos tensos, poderá orientá-la para que ela se compreenda melhor e, para que possa, talvez, aprender a perdoar essa ‘mãe’ que ela teve e que a condicionou inconscientemente, dificultando o seu próprio papel de mãe.

O ciclo de desenvolvimento lunar - psicológico e emocional - acontece de sete em sete anos, pois a Lua tem uma revolução de 28 dias. Não é por acaso que na nossa sociedade, a criança vai para a escola aos 7 anos (quadratura da Lua em progressão com a Lua natal), começa a crise da adolescência aos 14 (oposição da Lua em progressão com a Lua natal), assume a idade adulta aos 21 anos (quadratura da Lua em progressão com a Lua natal) e termina o ciclo de amadurecimento emocional aos 28 anos (com a conjunção da Lua em progressão com a Lua natal). Os aspectos benéficos, sextis e trígonos, acontecem por volta dos 3 anos e meio, dos 10,5, dos 17,5 e 23,5 aproximadamente e marcam fases mais fáceis do desenvolvimento. Os aspectos tensos - quadraturas, oposições e conjunções - marcam ciclos de amadurecimento com crises emocionais. Estes ciclos representam os estágios percorridos pelo bebê em seu caminho para se tornar adulto, quando ele irá passar da “fase lunar” para a “fase solar” de sua personalidade, integrando-se numa personalidade mais completa. È verdade que isso não acontece tão facilmente e muitas são as crises que enfrentamos durante o crescimento. Quem já teve filhos adolescentes sabe do que estou falando! E quantas responsabilidades recaem no ombro das mães! Não, não devemos culpar nossas mães por ter sido isso ou aquilo, pois todas fizeram o melhor possível, tenho certeza (salvo algumas exceções!), mas podemos compreender nossas reações emocionais e deste modo corrigir nossas atitudes perante a vida.
Quando falamos em signo astrológico, falamos em signo solar (signo onde o Sol se encontra no momento do nascimento) e muitas vezes temos dificuldade de nos identificar com aquele signo, assim como é normalmente descrito nos livros ou artigos de astrologia. Então, seria interessante que fossemos olhar a Lua, onde ela está no nosso mapa, quais aspectos ela forma, e saberemos mais sobre nossas motivações inconscientes, que muitas vezes nos impedem um desenvolvimento pleno como pessoas. (Leiam no meu site mais artigos sobre a Lua e façam o Teste Interativo no STUM).

Na Cabala a Lua é chamada de ‘Fundamento’, devido à sua importância primordial na formação de nossa personalidade. A Lua é identificada em astrologia psicológica também como o Ego. A definição do Ego encontrado na Wikipedia explica: Ego é o centro da consciência inferior, diferente do Eu que é centro superior da consciência. O Ego é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id (padrão de identidade) sem transgredir as exigências do superego. Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele. Para Jung, o Ego é um complexo: o “complexo do ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória”.

Portanto, se modificamos e tornamos conscientes todos esses dados armazenados no Ego, podemos compreendê-los e aceitá-los! No entanto, se os obedecemos cegamente nos arruinamos, pois não conseguiremos nunca chegar à sua satisfação completa! Se esse ‘registro de nossa memória’ é lido e relido, interpretado e compreendido, pode nos tornar completos e felizes! Concluímos então que Ego é uma armadilha que precisa ser aberta para deixar nosso Eu superior escapar e se conectar com a Luz! A terapia psicológica, a terapia das vidas passadas, a terapia das constelações familiares e ainda mais profundamente a psicanálise, são todos ótimos meios para a compreensão desse mecanismo do Ego, e um astrólogo consciente encaminha seus clientes a esses terapeutas se necessário. Mas uma boa interpretação do Mapa Natal da pessoa já representa um ótimo instrumento para que esse caminho seja iniciado, facilmente e diretamente entre o astrólogo e o consulente. Com o instrumento na mão, o diagnostico inicial, a pessoa poderá se encaminhar para os meios de cura que achar mais convenientes. Então, finalmente poderá dizer para si mesma: “Sim, eu posso! Sim, eu consigo!”, e viverá sua vida na plenitude de suas possibilidades.

Para ajudar você nesse trabalho de autoconhecimento, você pode rezar o Salmo nº 02 da Bíblia, que abre a nossa visão interior, aguça a intuição e nos conecta com a Luz.
Uma boa semana cheia de Luz!

São Paulo, 2 de julho de 2008



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Sobre o autor
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Graziella Marraccini é astróloga, taróloga, cabalista e estudiosa de ciências ocultas e dirige a Sirius Astrology. grabnn Atende em seu consultório em SP com hora marcada no horário comercial.
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